Falta de professores será 'pandemia académica da década' - Renascença

Falta de professores será “pandemia académica da década“

17/01/2022 22:47:00

Falta de professores será “pandemia académica da década“

Carlos Ceia, professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, lamenta que os programas eleitorais não tenham medidas para resolver o problema da falta de professores. Sublinha que é urgente captar a atenção dos jovens para o ensino e que é um risco grande chamar licenciados sem conhecimento pedagógico para serem docentes. António Ponces de Carvalho fala em retrocesso civilizacional grave, caso se encurtem os cursos de formação.

E para estimular o interesse dos jovens pela Educação, o caminho deve ser feito em duas dimensões: “o Estado, que tantas campanhas tem feito para vacinação contra a Covid e até de prevenção dos fogos, poderia também promover juntos dos jovens que vão concluir o 12.º ano

campanhas para eles entrarem na carreira docentee acabar com a ideia de que há excesso de professores, que são mal pagos, mal tratados, não lhes contam tempo de serviço. Porque isso é o que eles veem nos noticiários e ninguém lhes faz o contraponto”, critica.

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IL considera ter ″misto de irreverência e preparação″ que faz falta ao paísO presidente da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo, disse este domingo que o partido tem 'um misto de irreverência e preparação' que faz falta para 'arejar' o país, reafirmando o objetivo de obter 4,5% da votação nacional.

Liberais têm “misto de irreverência e preparação” que faltaCotrim Figueiredo coloca a meta da Iniciativa Liberal nos 4,5% a nível nacional e espera eleger cinco deputados nestas legislativas para as quais PS e PSD já partem “cansados e sem ímpeto reformista”. Nem metade vai conseguir Preparação só no ridículo 😂

Liberais têm “misto de irreverência e preparação” que faltaCotrim Figueiredo coloca a meta da Iniciativa Liberal nos 4,5% a nível nacional e espera eleger cinco deputados nestas legislativas para as quais PS e PSD já partem “cansados e sem ímpeto reformista”. Tantos milhões gastos para tão parvos resultados. O campeonato dos últimos. E muita fé na “mao invisível” da economia!

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Ver mais E para estimular o interesse dos jovens pela Educação, o caminho deve ser feito em duas dimensões: “o Estado, que tantas campanhas tem feito para vacinação contra a Covid e até de prevenção dos fogos, poderia também promover juntos dos jovens que vão concluir o 12.º ano campanhas para eles entrarem na carreira docente e acabar com a ideia de que há excesso de professores, que são mal pagos, mal tratados, não lhes contam tempo de serviço. Porque isso é o que eles veem nos noticiários e ninguém lhes faz o contraponto”, critica. “É preciso um aumento de vagas para os cursos . Na nossa instituição, já tivemos 180 vagas para curso do 1.º ano e neste momento só temos autorizadas 40. Há claramente uma grande redução de oferta formativa para docentes”, afirma. Não docentes a dar aulas? “É um risco grande” O Governo socialista, agora colocado em eleições, abordou a possibilidade de recurso a um método usado após o 25 de Abril, altura em que se chamaram licenciados para dar aulas, mas estes especialistas veem grandes riscos nisso. O catedrático Carlos Ceia não tem dúvidas em dizer que “é um risco grande. Essa é a solução mais fácil . Chamar licenciados e voltar a ter modelo de profissionalização em exercício. É arriscado. Resolve o problema a curto prazo e põe em risco a qualidade do ensino, como é obvio ”. Outro dos caminhos apontados muitas vezes passa por diminuir o período de formação dos professores. “ Não posso concordar em ter uma formação mais curta. Aquilo que vemos é que os jovens chegam do ensino secundário com uma preparação cada vez mais deficiente e, se vamos encurtar essa formação, isto é um ciclo vicioso: vão ser piores professores e preparar pior as futuras gerações”, argumenta António Pontes de Carvalho, acrescentando: “Foi uma luta grande, durante décadas, para conseguir que a formação de educadores de infância e básico fosse feita em ensino superior. Lembro-me de em várias reuniões ter na altura deputados a dizer que para cuidar e ensinar crianças bastava ser meiguinho sem licenciatura e tratar as crianças bem. Isso desapareceu, felizmente”. “ Reduzir a formação seria um retrocesso civilizacional grave e preocupante” , defende. “ Formação abreviada e em cima do joelho é um erro tremendo. Já tivemos isso no passado, no pós-25 de Abril: qualquer pessoa com licenciatura e sem formação pedagógica podia dar aulas e deu mau resultado. Foi um ganho, na altura, em quantidade com mais oferta formativa, mas agora o que precisamos é travar a batalha também da qualidade e contratar com qualidade”, reforça. Entrevista Renascença/Ecclesia