Facebook enfrenta processo de 2,8 mil milhões por dominância na “exploração de dados pessoais'

Facebook enfrenta processo de 2,8 mil milhões por dominância na “exploração de dados pessoais'

15/01/2022 07:52:00

Facebook enfrenta processo de 2,8 mil milhões por dominância na “exploração de dados pessoais'

O caso está no Tribunal da Concorrência de Londres e foi encabeçado por Liza Lovdahl Gormsen, académica e consultora da Autoridade de Conduta Financeira britânica.

A gigante norte-americana Meta Platforms, que detém a rede social Facebook, enfrenta em tribunal uma ação coletiva no valor de mais de 2,3 mil milhões de libras (cerca de 2,8 milhões de euros) no Reino Unido por alegados abusos do seu domínio de mercado ao explorar dados pessoais de 44 milhões de utilizadores.

A empresa terá recebido a notificação do processo judicial através da sociedade de advogados Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan, que representa Liza Lovdahl Gormsen, consultora da Autoridade de Conduta Financeira britânica (FCA, na sigla anglo-saxónica), segundo a agência “Reuters”.

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Uma coisa estranha que com a cumplicidade dos governos nem impostos paga.

Utilizar palavras-passe diferentes para cada conta A gigante norte-americana Meta Platforms, que detém a rede social Facebook, enfrenta em tribunal uma ação coletiva no valor de mais de 2,3 mil milhões de libras (cerca de 2,8 milhões de euros) no Reino Unido por alegados abusos do seu domínio de mercado ao explorar dados pessoais de 44 milhões de utilizadores. A empresa terá recebido a notificação do processo judicial através da sociedade de advogados Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan, que representa Liza Lovdahl Gormsen, consultora da Autoridade de Conduta Financeira britânica (FCA, na sigla anglo-saxónica), segundo a agência “Reuters”. A especialista em Direito da Concorrência, que está por detrás deste caso, diz que o trouxe à tona e avançou para o Tribunal da Concorrência de Londres, em nome de internautas que utilizaram a rede social entre os anos de 2015 e 2019 e que viram o Facebook ganhar milhares de milhões ao impor termos e condições injustas que exigiam que os consumidores transmitissem dados pessoais importantes para entrar na plataforma. “Ao longo dos 17 anos desde que foi criado, o Facebook tornou-se a única rede social no Reino Unido onde alguém pode ter certeza de que se conectar com amigos e familiares num só lugar. No entanto, havia um lado sombrio no Facebook: abusou do seu domínio de mercado para impor termos e condições injustas aos britânicos comuns, dando-lhe o poder de explorar os seus dados pessoais”, acusa Liza Lovdahl Gornsen. Contudo, a multinacional liderada por Mark Zuckerberg defende que as pessoas criaram conta na sua rede social ou utilizaram os serviços da empresa por considerarem que lhes criava valor e “têm um controlo significativo de quais informações partilham nas plataformas da Meta e com quem”, de acordo com a mesma fonte.