Europa tem alternativas para substituir parcialmente o gás russo

Europa tem alternativas para substituir parcialmente o gás russo

28/01/2022 02:20:00

Europa tem alternativas para substituir parcialmente o gás russo

Do outro lado do oceano, os Estados Unidos anunciaram que estão a trabalhar em 'fornecimentos alternativos, que cobrem uma maioria significativa de potenciais cortes' no fornecimento de gás à Europa.

FILIP SINGER/EPAFILIP SINGER/EPA“Os gasodutos vêm da Noruega, Argélia e Azerbaijão, mas esses países não têm capacidade de produção adicional”, indicou Thierry Bros, professor da Sciences Po Paris.

• CONTINUE A LER A SEGUIRque cobrem uma maioria significativa de potenciais cortes” no fornecimento de gás russo à Europa.“Em termos de volumes [de GNL], os três gigantes, atualmente, são o Catar, a Austrália e os Estados Unidos”, indicou Vincent Demoury, delegado-geral do Grupo Internacional de Importadores de Gás Natural Liquefeito (GIIGNL).

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i ▲ Este inverno, as reservas de gás na Europa estão baixas e os suprimentos da Rússia atingiram um nível historicamente baixo este mês FILIP SINGER/EPA ▲ Este inverno, as reservas de gás na Europa estão baixas e os suprimentos da Rússia atingiram um nível historicamente baixo este mês FILIP SINGER/EPA A Europa pode contar com fontes de fornecimento alternativas para substituir parcialmente o gás natural russo, que representa mais de 40% das importações europeias daquela matéria-prima e que podem ser afetadas pela crise ucraniana, defenderam especialistas, esta quinta-feira. Em declarações à France-Presse (AFP), especialistas consideraram “improvável” a interrupção total do abastecimento de gás natural russo, mas apontaram alternativas. “Os gasodutos vêm da Noruega, Argélia e Azerbaijão, mas esses países não têm capacidade de produção adicional”, indicou Thierry Bros, professor da Sciences Po Paris. Assim, prosseguiu, a Europa está de olhos postos no fornecimento de gás natural liquefeito (GNL), que pode chegar por navio, proveniente de qualquer parte do mundo. PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR Do outro lado do Oceano Atlântico, os Estados Unidos anunciaram que estão a trabalhar em “fornecimentos alternativos, que cobrem uma maioria significativa de potenciais cortes” no fornecimento de gás russo à Europa. Nesse sentido, o Presidente Joe Biden tem já uma reunião agendada com o Emir do Catar, o maior exportador mundial de GNL, na próxima semana. Também a Austrália disse estar pronta para enviar gás natural para a Europa. “Em termos de volumes [de GNL], os três gigantes, atualmente, são o Catar, a Austrália e os Estados Unidos”, indicou Vincent Demoury, delegado-geral do Grupo Internacional de Importadores de Gás Natural Liquefeito (GIIGNL). “São sobretudo aqueles três países que teriam flexibilidade para produzir mais, ou redirecionar para a Europa volumes tradicionalmente direcionados para outros mercados”, acrescentou. No entanto, “não é possível substituir todo o gás russo por GNL” , advertiu Thierry Bros. As capacidades de regaseificação na Europa (incluindo o Reino Unido) são de cerca de 19 mil milhões de metros cúbicos (bcm) por mês, dos quais cerca de 8 bcm, em média, já estão utilizados, sobrando cerca de 11 bcm de capacidade para uso. Aquele valor, apontou o especialista, não é suficiente para compensar os cerca de 14 bcm por mês vindos da Rússia. Este inverno, as reservas de gás na Europa estão baixas e os suprimentos da Rússia atingiram um nível historicamente baixo este mês . Ainda assim, os especialistas duvidam que a Rússia chegue ao ponto de fechar completamente a torneira. “A suspensão total das exportações de gás continua a ser o menos provável dos cenários”, considerou o Eurasia Group. Para o grupo de consultoria e pesquisa de risco político, “isso acarretaria sérios riscos de longo prazo para a estabilidade financeira e influência política da Rússia na Europa , já que a União Europeia, provavelmente, responderia agressivamente, diversificando o seu suprimento de energia”. “Os russos não têm interesse em interromper as entregas”, realçou Thierry Bros. Além do interesse financeiro, apontou, a manutenção das suas entregas “permite criar discordância na Europa” , uma vez que a Rússia poderia continuar a abastecer alguns países (Alemanha, Grécia, Hungria, por exemplo), mas outros não (Polónia, Lituânia). Perante uma crise que ilustra a forte dependência energética da Europa em relação ao seu vizinho russo, os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) estão a ponderar soluções a médio prazo. O primeiro caminho, que acaba de ser discutido numa reunião informal dos ministros da energia europeus, em Amiens, França, passa por estabelecer “regras mais rígidas sobre armazenamento de gás” , conforme indicou a ministra francesa para a Transição Ecológica, Barbara Pompili. O modelo francês, que garante o preenchimento das reservas para o inverno, poderia, assim, ser ampliado. Também o Luxemburgo sugeriu a assinatura de contratos de fornecimento de longo prazo com países produtores considerados mais fiáveis do que a Rússia. Leia também: