Escultor alemão concluiu escultura de homenagem a Amadeo de Souza-Cardoso

Escultor alemão concluiu escultura de homenagem a Amadeo de Souza-Cardoso

25/09/2021 13:59:00

Escultor alemão concluiu escultura de homenagem a Amadeo de Souza-Cardoso

Obra pedida a Volker Schnüttgen pelo Município de Amarante nos 100 anos da morte do artista.

A obra, intitulada"Casa de Amadeu - Homenagem a Amadeu de Souza-Cardoso" e com uma altura de 3,25 metros, será colocada pelo Município amarantino em espaço público no âmbito de uma evocação, iniciada em 2018, dos 100 anos da morte prematura (com 30 anos) do artista. Faz parte de uma encomenda camarária que inclui quatro outras esculturas, feita através da Cooperativa Árvore, a diferentes autores."Trabalhei, quase cinco semanas, um bloco de granito numa pedreira da Póvoa de Lanhoso, num espaço e com equipamento cedidos pela empresa Nicolau de Macedo S.A.", referiu Schnüttgen.

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31.ª em espaço públicoEsta será a 31.ª escultura sua, em pedra, aço ou madeira, colocada em espaço público, a maior parte delas em cidades portuguesas, mas também na Alemanha e na Suécia.Volker Schnüttgen, que vive em Sintra e se vai naturalizar português, tem como principal mecenas em Portugal a empresa DST, de Braga, do empresário José Teixeira."Além de me ter comprado várias esculturas, patrocinou uma exposição retrospetiva que fiz na Universidade do Porto e a edição de um livro sobre a minha obra."

Uma das peças que ficou na DST foi um pórtico, de nome"Padra", inspirado na frase de Fernando Pessoa,"O mito é o nada que é tudo".PUBFoi na Bysteel, do mesmo empresário, que começou a trabalhar em aço inox, material difícil, mas que traz resultados especiais. Schnüttgen beneficia, ainda, do apoio e cooperação da Galeria Zet, de Braga, criada pela DST, onde tem várias peças. Esculpe igualmente em madeira, em carvalho do tipo francês, mas trazido da Alemanha. headtopics.com

O autor, de 60 anos, que deu aulas na Escola de Belas Artes do Porto e fez inúmeras exposições, não rejeita as origens, mas já se sente português:"Quando a seleção de Portugal joga com a da Alemanha, eu torço pela portuguesa", afirma, sorridente.

No livro sobre a sua obra, Helena Mendes Pereira, diretora da Zet e curadora da exposição retrospetiva no Porto, escreve:"Conhecemo-nos por intermédio de José Teixeira e a empatia foi imediata. Agradou-me o território díspar que a sua obra toca: simultaneamente é terra e é céu, estabelece relações com a água e o fogo, numa circular elementar que não perde a emergência da linguagem das vanguardas".

Na mesma obra, José Teixeira escreveu:"Há a partir do Volker um reencontro com a parte do meu tempo que mais influenciou todo o tempo que vivi na idade adulta. Trata-se de um reencontro pleno de todos os sentidos e de igual forma reminiscente por partes serem lembranças quase apagadas. Há muita inconsciência em parte das recordações a partir dos três elementos de trabalho de Volker, da pedra, do aço e da madeira".

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