Eleita à primeira, Metsola é a terceira mulher a presidir ao Parlamento Europeu

Eleita à primeira, Metsola é a terceira mulher a presidir ao Parlamento Europeu

Internacional, Parlamento Europeu

18/01/2022 13:23:00

Eleita à primeira, Metsola é a terceira mulher a presidir ao Parlamento Europeu

A eleição foi entre três mulheres, depois de o polaco Kosma Złotowski ter retirado a sua candidatura. A maltesa, que nos últimos dois anos foi a primeira vice-presidente, sucede ao italiano David Sassoli, que morreu há uma semana.

defendeu um Parlamento Europeu"mais moderno, mais eficaz e mais eficiente" e um presidente"construtor de consensos".Os acordos vêm do debate, porque a tolerância quer dizer que temos que ter espaço para a diferença e a justiça que ouçamos a outra parte. Deixemos para trás as trincheiras do passado quando olhamos para o futuro",

A maltesa partia como a favorita, uma vez que tinha o apoio do Grupo do Partido Popular Europeu (o maior do hemiciclo), mas também dos liberais do Renew Europe e dos Socialistas e Democratas (S&D). Estes optaram por não apresentar uma candidatura própria e respeitar o acordo de 2019 que, na altura, levou à eleição do socialista italiano David Sassoli para presidente do Parlamento Europeu, da conservadora Ursula von der Leyen como presidente da Comissão Europeia e de Charles Michel (do Renew) como presidente do Conselho Europeu.

Consulte Mais informação: Diário de Notícias »

A antiaborto Metsola é a favorita a presidir ao Parlamento EuropeuMaltesa tem apoio não só do seu grupo parlamentar, como dos Socialistas e Democratas e do Renew, que vão cumprir o acordo que em 2019 tinha permitido eleger David Sassoli.

Roberta Metsola é a nova presidente do Parlamento EuropeuMundo - Roberta Metsola é a nova presidente do Parlamento Europeu

Eurodeputados elegem novo presidente do Parlamento Europeu até 2024 - SIC NotíciasA maltesa Roberta Metsola , do Partido Popular Europeu (PPE), é a favorita para suceder ao dirigente socialista italiano, que assumiu o cargo no verão de 2019.

Economistas afastam subida dos juros nos próximos trimestresO futuro imediato é marcado pela incerteza, sobretudo quanto à persistência da inflação, mas os especialistas não preveem, para já, o aumento das taxas de juro diretoras pelo Banco Central Europeu. Que cambada de malucos. Assim que começarem a ver inflação a não ter fim de subir quero ver o que vão fazer 👀🤔 Relembro que estamos em níveis históricos de inflação na Zona Euro 🚨

Eurodeputados elegem hoje presidente do Parlamento EuropeuO Parlamento Europeu vai eleger o novo presidente da instituição até 2024, que irá suceder a David Sassoli, que morreu há uma semana. Maltesa Roberta Metsola é a favorita à sucessão.

Eurodeputados elegem hoje novo presidente do Parlamento Europeu até 2024

e receba as informações em primeira mão. Subscrever Metsola, num pequeno discurso antes de ser aberta a votação (que decorreu à distância por causa da covid-19), defendeu um Parlamento Europeu"mais moderno, mais eficaz e mais eficiente" e um presidente"construtor de consensos". E assumiu o compromisso de não ter medo das posições difíceis e de defender sempre a posição do Parlamento. "Esta é uma casa de discussão e estou empenhada em defender a nossa cultura de debate. Os acordos vêm do debate, porque a tolerância quer dizer que temos que ter espaço para a diferença e a justiça que ouçamos a outra parte. Deixemos para trás as trincheiras do passado quando olhamos para o futuro", referiu. Vai liderar os destinos desta instituição na segunda metade deste mandato, até 2024. Metsola, cuja posição antiaborto foi o principal motivo de crítica à sua candidatura, lembrou que enquanto mulher, de uma pequena ilha do Mediterrâneo, sabe o que é ser colocada numa caixa e posta de lado, reforçando que também sabe a importância do dia de hoje para todas as raparigas e todos os que se atrevem a sonhar. A maltesa partia como a favorita, uma vez que tinha o apoio do Grupo do Partido Popular Europeu (o maior do hemiciclo), mas também dos liberais do Renew Europe e dos Socialistas e Democratas (S&D). Estes optaram por não apresentar uma candidatura própria e respeitar o acordo de 2019 que, na altura, levou à eleição do socialista italiano David Sassoli para presidente do Parlamento Europeu, da conservadora Ursula von der Leyen como presidente da Comissão Europeia e de Charles Michel (do Renew) como presidente do Conselho Europeu. O acordo prevê ainda que o S&D fique com cinco das 14 vice-presidências, assim como a liderança da Conferência dos Presidentes das Comissões, uma posição chave que coordena as atividades das comissões e que tradicionalmente tem estado nas mãos do Partido Popular Europeu. As outras candidatas A primeira a discursar foi Alice Kuhnke, candidata do Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia. A sueca que lembrou que tinha dez anos quando ouviu do outro lado do telefone alguém a dizer que não devia estar na Suécia, o seu país natal, e que a matava e à sua família (o pai é da Gâmbia) se não saíssem. Alice Kuhnke durante o discurso desta manhã. © PATRICK HERTZOG / AFP "O meu medo transformou-se em raiva, o que me levou para a ação política", contou."Sou europeia. Aqueles que continuam a dizer que não pertenço a este lugar estão enganados", indicou, dizendo querer mostrar a todas as raparigas de dez anos a quem dizem que não pertencem onde estão que o Parlamento Europeu também é a sua casa. Kuhnke lembrou as palavras que estão escritas no final de todas as resoluções europeias:"Unidos na diversidade", dizendo que se fosse eleita iria trabalhar"em prol de um Parlamento Europeu onde a diversidade seja uma vantagem, não uma desvantagem". Numa referência ao grande obstáculo ao apoio a Roberta Metsola, que é a sua posição antiaborto, Kuhnke disse que as regras da democracia não são negociáveis. "Quando os governos dizem aos seus cidadãos que não têm o direito a decidir sobre os seus próprios corpos, nós temos que os defender", afirmou, dizendo querer honrar o legado de Simone Veil, que além de ter sido a primeira mulher presidente do Parlamento Europeu foi a responsável pela legalização do aborto em França. Também a espanhola Sira Rego, candidata do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde, referiu o direito ao aborto no seu discurso. "Este parlamento deve defender os direitos das mulheres. Nem um passo atrás no nosso direito sobre decidir sobre os nossos corpos, nem um passo atrás no direito ao aborto", afirmou. Sira Rego durante a sua intervenção. © PATRICK HERTZOG / AFP O seu discurso ficou também marcado pela crítica à extrema-direita,"que só traz ódio, medo e violência", considerando que este é um processo de uma minoria que quer esmagar a maioria que está por baixo para continuar a estar no topo. E acusou a direita de estar a"abrir as portas" à extrema-direita. A eurodeputada falou do sucesso da série espanhola"Casa de Papel", que voltou a colocar o hino antifascista"Bella Ciao" nas bocas do mundo, para citar um dos seus responsáveis que disse esperar que não se chegue um dia em que seja perigoso cantar um hino antifascista."Não podemos perder esta Europa", referiu, pedindo para se construir uma Europa"mais democrática, mais justa e mais fraterna e absolutamente antifascista". susana.f.salvador@dn.pt