Draghi deixa cimeira da NATO para resolver tensões governamentais em Itália - Renascença

30/06/2022 01:05:00

Draghi deixa cimeira da NATO para resolver tensões governamentais em Itália

Draghi deixa cimeira da NATO para resolver tensões governamentais em Itália

Apesar disso, o governante garante que o seu governo "não está em perigo".

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, deixou a cimeira da NATO em Madrid para regressar a Roma e presidir quinta-feira a uma reunião do Conselho de Ministros sobre medidas económicas em pleno clima de tensão política na coligação governamental.

No segundo dia da cimeira da Aliança Atlântica na capital espanhola, a Itália será representada pelo ministro da Defesa, Lorenzo Guerini, confirmou o governo em comunicado.O Conselho de Ministros reúne-se para analisar as medidas orçamentais destinadas a conter o aumento dos preços da energia.

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Foto: J.j. “Em 2010, a NATO procurava estabelecer uma relação com a Rússia de cooperação e parceira no rescaldo do que tinha acontecido em 2008 na Geórgia, nessa altura procurou-se fazer um ‘reboot’. Guillen/EPA O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, deixou a cimeira da NATO em Madrid para regressar a Roma e presidir quinta-feira a uma reunião do Conselho de Ministros sobre medidas económicas em pleno clima de tensão política na coligação governamental. Esta será uma"cimeira verdadeiramente histórica", que ocorre num"momento chave" para a NATO, depois da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro passado, afirmou Biden. No segundo dia da cimeira da Aliança Atlântica na capital espanhola, a Itália será representada pelo ministro da Defesa, Lorenzo Guerini, confirmou o governo em comunicado. Ora nada disso acontece agora e a Rússia passou a ser uma ameaça e nesta altura não se prevê qualquer relação de parceira”, explica à Renascença o Major General Carlos Branco. O Conselho de Ministros reúne-se para analisar as medidas orçamentais destinadas a conter o aumento dos preços da energia. Numa primeira reação, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, declarou que"a Turquia num momento crucial decidiu pela NATO".

No entanto, embora a nota não se refira a esses eventos, durante a ausência de Draghi, a coligação, apoiada por quase todos os partidos do parlamento, registou uma série de tensões, vindas especificamente dos seus dois principais parceiros, o Movimento 5 Estrelas (M5S, populista) e a Liga (extrema-direita). Também o Major General Raul Cunha vê como facto de maior importância neste encontro a atualização do Conceito Estratégico e não tem dúvidas que do encontro sairá “um aumento da postura militar, com a Aliança a dar a imagem de que está pronta e enfrenta qualquer ameaça . O reforço dessa presença de tropas e equipamentos vai ser debatido durante a cimeira, segundo Biden, que afirmou que os estados-membros da Aliança Atlântica estão a fortalecer a NATO"contra as ameaças do leste e os desafios do sul", numa abordagem de"360 graus", olhando para todas as regiões vizinhas. Por um lado, o líder do M5S e ex-primeiro-ministro, Giuseppe Conte, denunciou que Draghi o havia criticado durante uma conversa telefónica com o fundador do partido, Beppe Grillo. Questionado a este respeito em Madrid, Draghi garantiu que o seu governo"não está em perigo". Contributo financeiro dos membros Um dos documentos que se espera que seja também aprovado neste encontro é o da sustentabilidade financeira da NATO e da partilha de custos entre os membros. "Parece-me sinceramente grave que um primeiro-ministro técnico, investido por nós, interfira na vida das forças políticas que o apoiam", atacou Conte, que, no entanto, insistiu na sua continuidade "leal e construtiva" na coligação. Espanha e os Estados Unidos assinaram hoje uma nova declaração conjunta que prevê também cooperação na América latina, para"impulsionar uma agenda positiva", nas palavras de Sánchez. O primeiro-ministro adiantou hoje quarta-feira que já falou com Conte e que o farão novamente quinta-feira para se encontrarem"o mais rapidamente possível". “ Continuará a pressão sobre os países da NATO para aumentarem despesas em matéria de segurança ”, afirma o Major General Carlos Branco que acredita que o documento que será aprovado deverá seguir esta orientação de aumento da contribuição de todos os Estados Membros da Aliança, arriscando mesmo dizer que o contributo deverá passar de 2% para 2,5% do PIB.

Outras tensões vieram da Liga, de Matteo Salvini, que criticou as iniciativas parlamentares do M5S e do Partido Democrata (PD, centro-esquerda), também na coligação, para aprovar projetos de lei para legalizar a canábis e dar a nacionalidade italiana aos filhos de imigrantes que estudam no país há cinco anos. Salvini convocou hoje os seus deputados e denunciou"a vontade óbvia da esquerda de (fazer) explodir o governo", já que se opõe firmemente a esses projetos. Estados em incumprimento Em 2019 não chegavam a uma dezena os Estados-membros da NATO que contribuíam com 2% do PIB para despesa militar e de segurança. Tópicos. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luigi Di Maio, que acaba de deixar o M5S provocando uma cisão que o privou de quase metade do seu grupo parlamentar, reprovou a atitude destes dois partidos. "Durante dias, enquanto o governo italiano esteve envolvido em importantes cimeiras internacionais, nada foi feito além de alimentar as tensões com debates e declarações surreais que claramente ameaçam sua continuidade", lamentou Di Maio, que acrescentou:"Essa dinâmica corre o único risco de enfraquecer a credibilidade da Itália, obscurecendo a realização de objetivos importantes, como o teto máximo do preço do gás e fazendo com que percamos os fundos do Plano de Recuperação". “ A probabilidade de não ser cumprida existe e não é tão pequena como isso, tendo em conta que a situação económica na europa não está fácil e vai deteriorar-se com esta guerra (resultado das sanções que estão a ter efeito boomerang dramático e estamos só no início), a pressão existe. Di Maio pediu aos seus parceiros que"coloquem o interesse" do país em primeiro lugar, acima das lutas políticas.

O Governo italiano atravessa estas tensões alguns meses antes do início da campanha eleitoral para as eleições gerais da próxima primavera. Carlos Branco, que já exerceu funções na NATO, considera que a organização precisa de investimento e vai deparar-se em breve com uma opinião pública controversa. .