Covid-19: IL exige divulgação dos pareceres científicos sobre vacinação infantil

08/12/2021 20:25:00

Covid-19: IL exige divulgação dos pareceres científicos sobre vacinação infantil

Covid-19: IL exige divulgação dos pareceres científicos sobre vacinação infantil

Para a IL, trata-se de “uma matéria de enorme sensibilidade, com dimensões éticas que devem ser devidamente salvaguardas e em que é fundamental que as famílias disponham de todos os dados necessários para que possam tomar uma decisão informada sobre os benefícios e os riscos da vacinação”.

A Iniciativa Liberal (IL) disse esta quarta-feira, 8 de dezembro, que vai exigir a divulgação dos pareceres científicos sobre a vacinação de crianças entre os cinco e onze anos contra a Covid-19 e considerou “inaceitável” que a DGS a autorize sem fornecer aquela informação.

“A Iniciativa Liberal considera absolutamente inaceitável que a decisão da DGS [Direção-Geral da Saúde] de autorizar a vacinação de crianças entre os cinco e os onze anos não seja acompanhada da divulgação pública e integral dos pareceres que a suportaram”, lê-se num comunicado do partido liderado por João Cotrim de Figueiredo.

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Presidente do Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo | Foto: Cristina Bernardo A Iniciativa Liberal (IL) disse esta quarta-feira, 8 de dezembro, que vai exigir a divulgação dos pareceres científicos sobre a vacinação de crianças entre os cinco e onze anos contra a Covid-19 e considerou “inaceitável” que a DGS a autorize sem fornecer aquela informação.Um estudo desenvolvido por investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), que envolveu 2.Ativar Cookies Marketing Automation certified by Copyright © 2021.Lusa A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) aprovou esta segunda-feira o medicamento RoActemra, já utilizado em doenças inflamatórias, para tratar casos graves de covid-19 em pessoas adultas.

“A Iniciativa Liberal considera absolutamente inaceitável que a decisão da DGS [Direção-Geral da Saúde] de autorizar a vacinação de crianças entre os cinco e os onze anos não seja acompanhada da divulgação pública e integral dos pareceres que a suportaram”, lê-se num comunicado do partido liderado por João Cotrim de Figueiredo. A DGS recomendou, na terça-feira, a vacinação das crianças entre os cinco e os onze anos, com prioridade para as que têm doenças consideradas de risco para Covid-19 grave. Em declarações à agência Lusa, Olga Ribeiro, investigadora do centro do Porto, revelou esta terça-feira que o estudo visava perceber o impacto da covid-19 na prática profissional de enfermagem em contexto hospitalar, mas também contribuir para que as instituições melhorassem os seus ambientes. Em comunicado, a DGS apontou que esta recomendação surge na sequência da posição da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 (CTVC), que considerou, com base nos dados disponíveis, que a avaliação risco-benefício, numa perspetiva individual e de saúde pública, é favorável à vacinação das crianças desta faixa etária.A. Assim, o partido disse que vai requerer a divulgação dos pareceres científicos que levaram à decisão da DGS e interpelou o Governo no sentido de garantir que esta é assegurada de imediato, por considerar que se trata de informação “indispensável para que o direito à família seja assegurado” e para “afastar cenários de especulação e desinformação”. Na investigação, desenvolvida também por investigadores da ESEP, participaram 16 instituições hospitalares e 2. “A opção pelo sigilo é uma estratégia errada, violadora dos direitos elementares das famílias e deve ser de imediato revertida”, considerou a IL, acrescentando que a atuação da DGS deve ser pautada pela transparência e pela promoção do esclarecimento das “dúvidas legítimas e naturais sobre o processo”.116 adultos hospitalizados com covid-19 grave que necessitaram de oxigénio ou ventilação mecânica e com níveis elevados de proteína C reativa no sangue (indicando inflamação).

Na sexta-feira, a DGS e o Núcleo de Coordenação de Apoio ao Ministério da Saúde prestarão esclarecimentos técnicos adicionais e sobre o calendário de vacinação e respetiva logística, em conferência de imprensa. Dos mais de 2. A incidência de infeções do coronavírus em crianças com menos de dez anos está a crescer desde o final de outubro, sendo a faixa etária que apresentou um valor mais elevado na última semana. Segundo a última análise de risco da pandemia das autoridades de saúde, divulgada na sexta-feira, o grupo etário com incidência cumulativa a 14 dias mais elevada correspondeu às crianças entre os zero e os dez anos, que ainda não eram elegíveis para vacinação contra a Covid-19, com 597 casos por 100 mil habitantes. "Apesar do empenho e profissionalismo, os enfermeiros sentem que os ambientes não permitem na plenitude uma prática centrada na pessoa", referiu, acrescentando que os inquiridos apontam como fator a falta de enfermeiros, a elevada carga de trabalho e complexidade dos cuidados. Portugal deve receber as primeiras 300 mil vacinas com características pediátricas contra a Covid-19, do consórcio farmacêutico BioNTech/Pfizer, a 13 de dezembro, anunciou na segunda-feira o secretário de Estado Adjunto e da Saúde. “Vão chegar cerca de 300 mil vacinas no dia 13 de dezembro e, depois, durante o mês de janeiro, chegarão mais 400 mil vacinas, o que, para esta população, será suficiente”, disse António Lacerda Sales, em Constância (Santarém), tendo feito notar que esta é uma “vacinação diferente porque é por unidose, de dez microgramas, cerca de um terço da dose de um adulto”. IMPACTO POSITIVO DA PANDEMIA Apesar disso,"nem tudo foi negativo", salientou Olga Ribeiro, destacando existirem aspetos onde o impacto da pandemia foi positivo, nomeadamente, na "disponibilização de materiais, em termos de equipamentos disponíveis e tecnologias de informação e comunicação".

A 25 de novembro, em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, adiantou que o Governo já tem o fornecimento de vacinas pediátricas contratualizado com a farmacêutica Pfizer e que garante a cobertura das mais de 637 mil crianças nesta faixa etária. . À Lusa, a investigadora afirmou que, face aos resultados, urge "um importante reforço" do número de enfermeiros e enfermeiros especialistas, uma vez que, 75% dos participantes disse estar em número suficiente face ao número de doentes e às suas necessidades.