Covid-19: Estruturas da PSP e GNR exigem que pol\u00edcias sejam priorit\u00e1rios nos testes

01/04/2020 23:06:00
Covid-19: Estruturas da PSP e GNR exigem que pol\u00edcias sejam priorit\u00e1rios nos testes

Covid-19: Estruturas da PSP e GNR exigem que polícias sejam prioritários nos testes

01 Abril 2020, 21:04As estruturas que representam os elementos das forças de segurança consideraram esta quarta-feira irresponsável e inconcebível que os polícias não façam parte do grupo prioritário nos testes de covid-19, avançando que há serviços na PSP e GNR que podem encerrar.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) pedem que esta decisão seja alterada rapidamente e que o Ministério da Administração Interna (MAI) deve encontrar uma solução.

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Jornal Económico com Lusa 01 Abril 2020, 21:04 As estruturas que representam os elementos das forças de segurança consideraram esta quarta-feira irresponsável e inconcebível que os polícias não façam parte do grupo prioritário nos testes de covid-19, avançando que há serviços na PSP e GNR que podem encerrar.Num projeto de resolução, que será entregue no Parlamento, o partido liderado por João Cotrim Figueiredo, lamenta que o primeiro-ministro não esteja a cumprir com a promessa feita à comunidade científica portuguesa, de que os dados epidemiológicos sobre a Covid-19 seriam divulgados"muito brevemente".e o “manuseio e tratamento inadequado de resíduos contaminados pode levar à transmissão de doenças com riscos infecciosos”.Humanos em quarentena, animais em turismo: no País de Gales, há cabras a passear nas ruas Maria Pinto Teixeira recorda o básico: “Os animais domésticos não têm qualquer capacidade de sobreviver nas ruas.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) pedem que esta decisão seja alterada rapidamente e que o Ministério da Administração Interna (MAI) deve encontrar uma solução. “É no mínimo uma irresponsabilidade que os polícias não façam parte do grupo prioritário com acesso aos testes de covid-19."O que, não acontecendo, impede estudos urgentes que muito poderão auxiliar as autoridades de saúde pública e o Governo a adotar as melhores medidas para prevenir e mitigar a propagação do SARS-CoV-2, fazendo diminuir a incidência da COVID-19 na população portuguesa", considera o partido, no projeto de resolução. Com os casos positivos a aumentar bem como as quarentenas, há serviços na polícia que irão encerrar brevemente”, disse à agência Lusa o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues.” O Presidente do Município pede ainda a revisão em conformidade das orientação e recomendações da Agência Portuguesa do Ambiente sobre a gestão de resíduos em situação de pandemia por Covid-19. Como exemplo, referiu um caso que se passou na terça-feira com um polícia da zona do Porto, em que esteve em contacto com um familiar que testou positivo e que só vai fazer o teste a 14 de abril, tendo de ficar de quarentena todo este período. No projeto de resolução, o deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo lembra que alguns investigadores portugueses das Universidades do Porto e do Minho já escreveram, até, uma carta aberta ao Governo, a pedir precisamente a divulgação desses dados. Paulo Rodrigues frisou que já há esquadras, sobretudo na zona Norte, a funcionar com 50% do efetivo, estando o restante de quarentena. O apelo é — como sempre, mas mais do que nunca — para que não se abandonem os animais.

O aumento do número de infetados na Polícia de Segurança Pública “vai levar ao encerramento de esquadras e de serviços. Esclarece ainda que “qualquer resíduo proveniente de quartos ou enfermarias de doentes infecciosos ou suspeitos, salas de tratamento ou de análises clínicas, entre outros resíduos tais como material de protecção individual utilizado em cuidados de saúde e serviços de apoio geral em que haja contacto com focos de potencial contaminação” são considerados como resíduos hospitalares do Grupo III e por isso passam pela “autoclavagem (desinfecção a altas temperaturas) ou a incineração nas instalações dos operadores de tratamento de resíduos devidamente habilitados para o efeito”. Em pouco tempo é fácil ter dois ou três mil policias de quarentena”, sublinhou. Ao não serem considerados um grupo prioritário para os testes, “é impossível dar uma resposta às necessidades de segurança”, numa altura em que o estado de emergência se vai prolongar. O presidente da ASPP explicou que os polícias ao terem acesso aos testes de forma rápida isso significa “a diferença entre estar dois ou três dias ausente ou 15 dias ausente do serviço para fazer um teste”. Os resíduos recebidos “são objecto de armazenamento e estabilização prévia no país de origem” e, devido ao tempo do transporte do mesmo, maioritariamente por via marítima, não representam um potencial infeccioso “tendo em conta o tempo máximo conhecido de actividade do vírus SARS-COV-2. “As entidades de saúde não estão a ter consciência do problema que se está a criar no seio da PSP. A quem estiver a passar por dificuldades financeiras, motivadas pela paragem de muitas actividades por causa da pandemia, e a ponderar deixar o seu animal na rua, Luísa Barroso deixa um apelo: “Podem informar-se junto de associações e pedir ajuda, sobretudo para alimentação”.

As entidades competentes não estão a olhar de forma consciente”, afirmou, sublinhando que se trata de “um problema que deve ser resolvido rapidamente” para garantir que os polícias não são “um fator de contágio”. Paulo Rodrigues disse ainda que os polícias entendem que os médicos e enfermeiros sejam prioritários, mas os elementos das forças de segurança também estão na linha na frente do combate a esta pandemia ao fiscalizar as medidas previstas no estado de emergência. Também o presidente da APG, César Nogueira, considerou “inadmissível” que os militares da GNR “não sejam prioritários” para realizar os testes à covid-19, uma vez que “são parte fundamental” na proteção e combate à pandemia e fazem parte do grupo de risco. “É inconcebível. Estão na linha da frente e devem ser prioritários nos testes”, disse à Lusa César Nogueira, sublinhando que basta um militar estar infetado para que toda a equipa fique de quarentena, o que pode pôr em causa o serviço. E isso pode ser “ dramático”, diz a presidente.

O presidente da APG defendeu a existência de uma despistagem constante aos elementos das forças de segurança para que se consiga ter os níveis de eficácia. “Se não corremos o risco de ficar sem efetivos”, disse, sustentando que os militares deviam realizar testes a cada 15 dias, como foi defendido pelo bastonário da Ordem dos Médicos. Na conferência de imprensa realizada hoje, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, foi questionado pela Lusa sobre a realização de testes para os elementos das forças de segurança, tendo respondido que há regras básicas independentemente da profissão. “Seja qual for o cidadão que tenha uma situação de sintomas, será testado de acordo com a gravidade desses sintomas, em domicílio, em centro de saúde ou em hospital e serão todos isolados, obviamente. Uma pessoa com sintomas tem de ficar isolada, mesmo antes de sabermos o resultado do teste. A alimentação dos animais de colónias controladas é também um “desafio” neste momento.

Essa é a regra básica, independentemente da profissão. Depois, os testes são de acordo com a sua condição clínica também, independentemente da profissão”, disse Graça Freitas, frisando que “a regra número um é que quem tem sintomas fica aqui isolado”. No âmbito do estado de emergência, que se iniciou a 22 de março, a GNR e PSP têm vindo a desenvolver uma intensa atividade de sensibilização, vigilância e fiscalização junto da população. Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%). Desde logo porque o alimento deverá começar a escassear em breve.

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