Costa ou Rio? Quem vai ganhar as eleições segundo a economiapremium

28/01/2022 07:00:00
Costa ou Rio? Quem vai ganhar as eleições segundo a economiapremium

Costa ou Rio? Quem vai ganhar as eleições segundo a economia?

Costa ou Rio? Quem vai ganhar as eleições segundo a economia?

A mensagem da economia é bastante parecida com a das sondagens: Estas eleições estão em aberto e o resultado pode pender quer para uma vitória do governo (PS) ou da oposição (PSD).

Tal como as sondagens, a evolução da economia aponta para um resultado muito próximo entre PS e PSD, com alguma vantagem para os últimos. Mas será suficiente?Crescimento do PIB, rendimento disponível, desemprego e eleições legislativas (

gráfico 1Fonte: INE, Comissão Nacional de Eleições e cálculos do autorComo já tinha mostrado há dois anos, e conforme se vê pelo gráfico acima, parece haver alguma relação entre os resultados eleitorais, o crescimento económico e a evolução do rendimento disponível. Na maioria das eleições legislativas, o partido no Governo (verde) tende a ganhar quando há crescimento económico, e a perder para a oposição (vermelho) em alturas de recessão. Ainda assim, há algumas exceções, principalmente no período entre 2001 e 2005, quando apesar do crescimento económico (mais ténue do que nas décadas anteriores) a oposição saiu tendencialmente vitoriosa. Já o nível de desemprego pouco parece importar para os resultados das eleições. Os partidos no governo tanto venceram eleições com o desemprego perto de 5% (1999) como de 10% (2009).

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Costa e Rio disputam lugar de maior inimigo do ChegaPresidente do PSD acusa rival de ser 'um dos grandes interessados' numa boa votação de Ventura. Na terça, o socialista dissera que os laranjas estão 'dependentes' da extrema-direita. Tristeza de notícia... Enfim

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Rio acusa PS de fazer “campanha negra” após ataque de CostaAs sondagens sugerem uma disputa renhida entre PS e PSD e o discurso agrava-se na reta final da campanha. O PS acusa o PSD de ficar dependente do Chega. O PSD acusa o PS de fazer 'campanha negra'. Menos, sff. Já o maduro costa ficou pendente da extrema esquerda, e agora? 🤡 Costa está enganado, o PSD ficará dependente do PS, mesmo que ele não queira. Será preciso recorda-lo do governo PS de Guterres viabilizado pelo PSD de Marcelo? Costa devia ser um pouco mais decente e honesto.

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Rio acusa Costa de divulgar dado de crescimento a que teve ″acesso sob reserva″O líder do PSD diz que 'não é razoável' divulgar um dado a que só teve 'acesso sob reserva' por ser primeiro-ministro. Não chores Ruizinho Já nem o país pode subir e os portugueses melhorarem a sua vida? Que triste 😞🤡🤡🐷🐷 É muito mais do que o Rio esperava daí que em vez de falar nos dados em si fala no processo como ele os obteve.

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Costa recomenda a Rio que tenha ″humildade de aguardar″ pelo resultado das eleiçõesO secretário-geral do PS falava durante a tradicional descida da rua Santa Catarina, no Porto.

Nesta reta final da campanha, a economia tornou-se (finalmente) o principal assunto da campanha.PS ser o"inimigo principal" do partido de Ventura.António Costa António Costa está “permanentemente a deturpar” as palavras de Rui Rio, e o primeiro-ministro está na “iminência” de perder as eleições legislativas.Tiago Varzim 14:20 As sondagens sugerem uma disputa renhida entre PS e PSD e o discurso agrava-se na reta final da campanha.

E tendo em conta que os eleitores parecem votar com a carteira, poderá ser este o fator decisivo para decidir o vencedor. Como dizia James Carville a Bill Clinton– Its the economy, stupid! Mas qual o melhor indicador para o medir? E o que nos diz sobre o desfecho das eleições? Tal como as sondagens, a evolução da economia aponta para um resultado muito próximo entre PS e PSD, com alguma vantagem para os últimos. É não querermos depender de nenhum voto do Chega para coisa nenhuma", referiu, procurando estabelecer um contraste com a estratégia laranja. Mas será suficiente? Crescimento do PIB, rendimento disponível, desemprego e eleições legislativas ( gráfico 1 Fonte : INE, Comissão Nacional de Eleições e cálculos do autor Como já tinha mostrado há dois anos, e conforme se vê pelo gráfico acima, parece haver alguma relação entre os resultados eleitorais, o crescimento económico e a evolução do rendimento disponível. “É lamentável que [António Costa] pegue no nosso programa, até em intervenções minhas, e distorça tudo para tentar enganar os portugueses”, começou por criticar, apontando o dedo a Costa por, entre outras coisas, dizer que os social-democratas querem “meter a Segurança Social na bolsa”, “colocar as pessoas a pagar o SNS para lá do que já pagam através dos seus impostos” e até que Rio teria indicado pessoas que não conhece para serem eleitas para o Conselho Superior de Magistratura e para o Ministério Público. Na maioria das eleições legislativas, o partido no Governo (verde) tende a ganhar quando há crescimento económico, e a perder para a oposição (vermelho) em alturas de recessão."Nunca nos verão querer dizer que a prisão perpétua não é prisão perpétua. Ainda assim, há algumas exceções, principalmente no período entre 2001 e 2005, quando apesar do crescimento económico (mais ténue do que nas décadas anteriores) a oposição saiu tendencialmente vitoriosa. Com essa retórica a intensificar-se com a aproximação nas sondagens, o PSD passou ao ataque, acusando o PS de fazer uma “campanha negra”.

Já o nível de desemprego pouco parece importar para os resultados das eleições. Esta quarta-feira, a caravana socialista recebeu, na tradicional descida da Rua de Santa Catarina, no Porto, o maior banho de multidão da campanha. Eu não vou deturpar nada do que ele diz, não vou pegar no programa do PS e dizer às pessoas aquilo que não está lá, não vou inventar. Os partidos no governo tanto venceram eleições com o desemprego perto de 5% (1999) como de 10% (2009). No entanto, se substituirmos o nível de desemprego pela variação anual da taxa de desemprego, como está no gráfico 2, vemos que afinal há uma relação bastante evidente e é possível “prever” as vitórias dos partidos no governo ou da oposição. Mas, como todo o cuidado é pouco, apelou, no fim:"Votem, votem, votem!". Variação da taxa de desemprego e eleições legislativas ( Gráfico 2 ) Fonte: INE, Comissão Nacional de Eleições e cálculos do autor Quando o desemprego diminui, (ou seja, quando a linha a preto está negativa) as eleições são sempre ganhas pelos partidos no governo.” Mais, o candidato social-democrata pediu “bom humor”, defendendo acreditar que é importante “andar bem dispostos”. E o oposto também se verifica. Embora tenha afirmado que o diz"com clareza" ao que vem, evitou novamente dizer se prefere negociar à Esquerda ou à Direita.

Quando desemprego aumenta, a oposição tende a ganhar eleições - e fica assim explicado o motivo que levou à alternância entre PS e PSD entre 2001 e 2005. A única exceção deu-se em 2009, quando o PS ganhou eleições legislativas, depois de perder as eleições europeias e com o desemprego a aumentar – provavelmente explicada pelo algum otimismo ainda reinante e à melhoria do rendimento disponível devido aos aumentos salariais da função publica e redução do IVA aprovados pelo PS… Desde 2014 e com o início da recuperação económica que Portugal voltou a entrar num período de crescimento e mais rendimento com redução do desemprego. Portanto, a última coisa que eu queria, sinceramente, era que a campanha acabasse dessa forma”, concluiu. Assim, e mesmo tendo em conta legado do pesado programa de ajustamento, foi possível uma vitória do governo PSD/CDS em 2014 (ainda que sem maioria absoluta e com o resultado que sabemos…). E há dois anos, o PS ganhou, com maioria relativa, a par de uma redução substancial do desemprego durante a legislatura. E agora? Quem vai ganhar? O desemprego de facto subiu com a pandemia, e, ainda que tenha começado a cair durante 2021, está acima do nível de 2019. O meu diálogo é com os portugueses, explicando o que nós queremos continuar a fazer”, disse o primeiro-ministro, durante uma ação de campanha em Coimbra.

E isto, apesar de todos os apoios diretos e indiretos, caso contrário estaria ainda mais acima. E quer o rendimento disponível, quer o PIB tiveram um comportamento semelhante. Ambos recuperaram em 2021, mas estão ambos ainda abaixo dos níveis pré-pandemia – principalmente o rendimento disponível. Um detalhe que Rio, no entanto, desvalorizou, defendendo que “sondagens que vão saindo, há para todos os gostos, com disparidades brutais, o que retira qualquer credibilidade”. Assim, com esta incerteza, também pela economia se percebe o quão atípicas são estas eleições. Se os eleitores pensarem mais no que lhes aconteceu à carteira nos últimos meses, provavelmente ganha o PS.

No entanto, se fizerem o que parecem fazer habitualmente, isto é, pensarem mais no que lhes aconteceu durante a legislatura interrompida, ganha o PSD.. O que irá pesar mais dia 31? Assine para ler este artigo Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante. A partir de .