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Costa com PM holandês. ″Temos de estar disponíveis para ceder em alguma parte″

Costa com PM holandês. 'Temos de estar disponíveis para ceder em alguma parte'

13/07/2020 23:18:00

Costa com PM holandês. 'Temos de estar disponíveis para ceder em alguma parte'

António Costa multiplica-se em contactos por causa do Conselho Europeu de sexta-feira. Mas Merkel já vai avisando: 'Não sei se chegaremos a acordo.'

SubscreverÀ saída do encontro - um jantar de trabalho - Costa disse que"temos de estar disponíveis para ceder em alguma parte". Referindo-se às objeções dos quatro"frugais", salientou que"há um limite a partir do qual têm de ser os 23 a dizer não". E"para não chegarmos a isso, os quatro frugais têm de fazer um movimento no sentido positivo".

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"A Holanda deve ser o primeiro ou segundo país que beneficia do mercado interno. Precisa que Itália e Espanha não estejam em recessão [e, por isso] ou saímos todos ao mesmo tempo do problema ou ficamos no problema."O primeiro-ministro insistiu que é necessário encontrar"pontos de convergência". Deixou, no entanto, claro que"não é aceitável, como alguns frugais dizem, que sejam necessárias condicionalidades para apoiar os países como se fosse uma questão de solidariedade. Não é, é de racionalidade".

"A Holanda deve ser o primeiro ou segundo país que beneficia do mercado interno. Precisa que Itália e Espanha não estejam em recessão" e, por isso,"ou saímos todos ao mesmo tempo do problema, ou ficamos no problema",

afirmou também, dizendo ser"urgente" que o plano seja aprovado.De Haia, o PM segue para Budapeste, onde se encontrará na terça-feira ao fim da manhã, para um almoço de trabalho, com o seu homólogo húngaro. Viktor Orbán já disse que apoia a criação de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros mas avisou também que o vetará se as negociações incluírem o condicionamento do acesso aos fundos ao respeito pelo Estado de Direito.

"Nenhuma decisão económica deve estar associada a condições políticas", disse Orbán, acrescentando que essa é"a condição mais importante" do seu apoio ao novo orçamento plurianual e ao fundo de recuperação económica pós-pandemia.

"Se se misturam as coisas, não haverá recuperação da economia e teremos longas discussões", acrescentou, afirmando"não aconselhar os grandes", uma referência a França e à Alemanha,"a tentarem isso".

Costa conversa agora com Rutte e Orbán depois de já ter reunido com os seus homólogos da Espanha (Pedro Sánchez) e da Itália (Giuseppe Conte). No final da semana passada também falou ao telefone e com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen.

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"Não podemos perder mais tempo na capacidade de resposta e na robustez dessa resposta. As posições estão ainda afastadas, mas há um dado positivo que é a vontade de todos chegarem a acordo."Nessa altura reconheceu que as posições entre os Estados-membros estão ainda"afastadas" em relação às propostas da Comissão Europeia, mas considerou positiva a vontade comum a todos os líderes europeus para que haja acordo.

"Sinto que há de todos a consciência de que, havendo posições diferentes, temos mesmo de chegar a acordo e que a situação económica e social da Europa não é compatível com mais adiamentos", afirmou.

Insistindo:"Não podemos perder mais tempo na capacidade de resposta e na robustez dessa resposta. As posições estão ainda afastadas, mas há um dado positivo que é a vontade de todos chegarem a acordo", sendo"o diálogo muito fluido entre todos" e havendo"um intenso ritmo de contacto entre todos".

"Para ultrapassarmos problemas, é importante tentarmos compreender o problema dos outros e também que os outros compreendam o nosso problema. Esse é o primeiro passo para um ponto de entendimento", defendeu o líder do executivo, deixando depois um aviso:"Seria muito negativo para a Europa se não chegássemos já a um ponto de entendimento nos próximos dias 17 e 18."

"Temos que agir rapidamente. A História ensina-nos que a melhor reação não vale muito se for lenta demais."Quem não parece tão otimista é a chanceler alemã."Não sei se vamos chegar a um acordo", advertiu Angela Merkel, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, em Meseberg, perto de Berlim.

"Nada ainda está seguro. Os caminhos que temos de percorrer ainda são longos", acrescentou."Não sei se vamos obter um acordo a partir de sexta-feira, mas isso seria positivo para a Europa", assinalou, admitindo implicitamente a necessidade de uma segunda cimeira.

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A dirigente conservadora, que se congratulou pela"disciplina e a admirável paciência" dos italianos duramente atingidos pela pandemia, insistiu na necessidade de uma"resposta forte" a esta crise que atinge de forma violenta as economias europeias.

"Pelo facto de se tratar de uma imensa tarefa, a resposta também deve ser importante", acrescentou. Merkel recusou qualquer perspetiva de redução do plano de relançamento, insistindo pelo contrário de que deverá"ser massivo".

A cimeira europeia deve demonstrar que"a Europa deseja ser solidária. Isso implica uma dimensão política, para além dos números", segundo assinalou, alertando para"a necessidade de ainda construir pontes" entre os países da UE.

Na conferência de imprensa, o PM italiano aproveitou para voltar a salientar a importância de um acordo rápido."Temos que agir rapidamente. A História ensina-nos que a melhor reação não vale muito se for lenta demais."

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