Coreia do Norte, Síria e Irão entre os países que mais violam os direitos humanos

09/12/2022 14:01:00

Da lista fazem ainda parte o Iraque, Afeganistão e Arábia Saudita.

Da lista fazem ainda parte o Iraque, Afeganistão e Arábia Saudita.

Da lista fazem ainda parte o Iraque, Afeganistão e Arábia Saudita.

Linkedin Mail Coreia do Norte, Síria e Irão são três dos países que mais violam os direitos humanos, segundo as Nações Unidas, que assinalam no sábado o aniversário da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948.Assine para partilhar E usufrua de todas as vantagens de ser assinante O Qatar está a investigar a morte de um trabalhador de nacionalidade filipina, de 40 anos, no centro de estágios da Arábia Saudita durante o Mundial'2022, anunciaram esta quinta-feira as autoridades do país anfitrião da prova.As autoridades do Afeganistão, executaram esta quarta-feira um afegão condenado por ter matado um homem há cinco anos e ter roubado a sua mota e telemóvel, comunicou um porta-voz dos talibãs.Linkedin Mail As autoridades talibãs executaram, esta quarta-feira, um afegão condenado por homicídio, a primeira execução pública desde que os antigos rebeldes tomaram conta do Afeganistão no ano passado, disse um porta-voz dos fundamentalistas islâmicos.

O Conselho dos Direitos Humanos na ONU, criado em 2006 para fortalecer a promoção e a proteção dos direitos humanos em todo o mundo e fazer recomendações sobre as situações de violações, elaborou uma lista dos países com mais infrações.Apesar de sublinhar que os direitos humanos são violados em muitos mais países e ocasiões, o órgão das Nações Unidas nomeou seis Estados como as situações mais complexas: Coreia do Norte, Síria, Irão, Afeganistão, Iraque e Arábia Saudita.A notícia sobre esta morte foi avançada pelo 'The Athletic', adiantando que o trabalhador caiu de uma empilhadora enquanto consertava um poste de iluminação no parque de estacionamento do centro de treinos da Arábia Saudita.O primeiro país deste 'ranking' é a Coreia do Norte uma longa história de violações dos direitos humanos ".A execução ocorreu na província de Farah e teve centenas de pessoas a assistir à condenação, entre eles altos funcionários talibãs, incluindo de Cabul e da província, segundo Zabihullah, porta-voz máximo do Governo talibã.Embora sejam considerados vários fatores para classificar um país nesta lista, um dos mais importantes é o tratamento dado pelo governo aos seus cidadãos."A embaixada filipina em Doha ainda está a investigar este caso", disse à agência de notícias francesa AFP o Ministério dos Negócios Estrangeiros das Filipinas, sem avançar mais detalhes.A Comissão de Inquérito das Nações Unidas sobre Direitos Humanos na Coreia do Norte concluiu que"o regime de Kim [Jong-un atualmente no poder, mas também os regimes liderados pelo seu pai e avô] cometeu crimes contra a humanidade incluindo extermínios, assassinatos, escravatura, tortura, violações, abortos forçados e outras formas de violência sexual, perseguições por motivos políticos, religiosos, raciais e de género e transferências forçada de populações ".A vítima foi identificada como sendo Mustafa, da província vizinha de Farah.

Além disso, Pyongyang mantém campos de prisioneiros onde os detidos são deixados à fome até morrerem, forçados a trabalhar em situações perigosas e sujeitos a violência sistemática, além de realizar com frequência execuções públicas como forma de intimidar, sobretudo os que tentam fugir do país.Em Doha, o comité organizador do Mundial'2022 vincou, em nota de imprensa, que não contratou o trabalhador em questão e que o acidente ocorreu"em propriedade fora de sua jurisdição".O regime , que controla todas as informações que entram e saem do país, omitindo qualquer dificuldade ou crítica ao país ou mesmo inventando cenários favoráveis, proíbe qualquer atividade religiosa não autorizada , prendendo ou executando aqueles que desobedecem.A Coreia do Norte também restringe a liberdade de movimento dentro do país, tornando difícil às pessoas fugirem de abusos de direitos humanos e vários relatos dão conta da existência de tráfico de pessoas para trabalhos forçados em países como a China e a Rússia e para exploração sexual no caso das mulheres e meninas.O Qatar tem um mecanismo de compensação para acidentes de trabalho e salários não pagos, que pagou mais de 350 milhões de dólares até agora, segundo as autoridades.A lista dos países onde os direitos humanos são mais ignorados conta também com a Síria , sendo que a ONU sublinha que, em relação a este Estado, os abusos estão"bem documentados e incluem assassinatos, tortura, prisões e detenções arbitrárias e desaparecimentos forçados ".De acordo com a organização, o Governo sírio já foi repetidamente acusado de restringir a liberdade de expressão , de reunião e de religião, além de impedir ajuda humanitária aos necessitados.Em resposta, Doha está a promover reformas sem precedentes do código do trabalho, bem recebidas pelos sindicatos, que, no entanto, pedem uma aplicação mais rigorosa da legislação.Em vez disso, restringiram os direitos e liberdades, incluindo a proibição da educação das raparigas para além do sexto ano.

Os abusos dos direitos humanos na Síria acontecem há muitos anos, mas a situação piorou desde o início da guerra civil, em 2011.Segundo a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional, mais de 100.Por Lusa.000 pessoas foram mortas no conflito e mais de quatro milhões fugiram.O regime de Damasco, liderado por Bashar Al-Assad, foi ainda acusado de crimes contra a humanidade , incluindo uso de armas químicas contra civis, bombas e munições de fragmentação (proibidas pela lei internacional), além de atos de tortura e execução de trabalhadores humanitários e médicos.A guerra civil na Síria provocou uma enorme crise humanitária, com mais de 13 milhões de pessoas a precisar de ajuda humanitária , e possibilitou um terreno fértil para grupos terroristas como o autoproclamado Estado Islâmico.

Um outro país que ocupa o ranking elaborado pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU é o Irão."O regime iraniano é culpado de violações dos direitos humanos por uma série de razões, a começar pelas execuções e detenções de dissidentes políticos e jornalistas críticos", acusam as Nações Unidas.Além disso, aponta a organização internacional," pratica tortura e outras formas de tratamento cruel e desumano dos detidos e nega aos seus cidadãos direitos básicos como liberdade de expressão e reunião".Até há poucos dias, o Irão mantinha uma polícia da moralidade que era responsável pelo cumprimento do rígido código de vestuário feminino do país.Depois de meses de protestos, na sequência da morte de uma jovem chamada Mahsa Amini.

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