Contra os privados: uma outra forma de populismo

18/01/2022 12:01:00

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Não consigo compreender esta sanha contra os grupos privados no setor da saúde, a não ser por questões ideológicas.A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) apresentou queixa do Benfica ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, confirmou o Maisfutebol .Milhares de pessoas manifestaram-se este domingo em Paris contra uma proposta legislativa para aumentar os prazos para se fazer um aborto em França.O conteúdo completo está disponível apenas para Subscritores.

  A saída do grupo Luz Saúde do hospital Beatriz Ângelo é um bom momento para questionar a pertinência das parcerias entre o Estado e os privados. Segundo os partidos mais à esquerda, os grandes grupos do setor da saúde são uma espécie de sanguessugas movidas pela ganância. As queixas do Benfica surgem na sequência do empate em casa na véspera (1-1) frente ao Moreirense, em jogo da 18. Alimentam-se do Estado e da desgraça alheia para deles retirarem os seus lucros. Os manifestantes, segundo o relato da agência de notícias AFP, exibiram cartazes com frases como: “Parem de chatear os embriões” ou “Viver é um direito, não uma escolha” . É natural que um grupo empresarial se reja por critérios económicos.. Mas a questão principal, evidentemente, não é essa: é sim se presta ou não um bom serviço e se justifica o dinheiro que lhe é pago.

Seja qual for o prisma pelo qual se olha para a questão, não consigo compreender esta sanha contra os grupos privados no setor da saúde, a não ser por questões ideológicas. Nicolas Tardy-Joubert afirmou que os grupos que organizaram esta manifestação não apoiam candidatos, mas têm “10 propostas”, incluindo o restabelecimento de pelo menos três dias de reflexão para fazer um aborto e a rejeição do suicídio assistido e da eutanásia. Por um lado, creio que se revelaram essenciais na resposta à crise sanitária provocada pela covid-19. Sem eles teria sido muito pior. Mas, mesmo em tempos normais, só um cego não vê que os hospitais privados retiram milhares e milhares de doentes dos hospitais públicos, dando assim uma ajuda preciosa ao Estado, que como sabemos não tem capacidade para receber todos os doentes. O capitalismo, como o darwinismo, vê o mundo como competição – todos contra todos, e no fim sobrevive o mais forte.

Mas o marxismo, que continua a ter os seus seguidores, não é muito diferente: vê tudo segundo a perspetiva enviesada da luta de classes, que neste caso se traduz na luta entre o Estado bondoso e os privados gananciosos. E, por esse raciocínio, tudo o que os privados ganham é roubado ao Estado. Nunca tive de recorrer ao Hospital Beatriz Ângelo – tanto quanto sei, não é pior do que outros hospitais públicos da sua dimensão. Mas sei que no campo do ensino, por exemplo, há escolas com contratos de associação (escolas privadas às quais o Estado paga um certo valor para que recebam alunos) que funcionam às mil maravilhas. Têm ginásios bem equipados, instalações aquecidas, professores motivados, apoio ao estudo e até piscinas.

Mais: custam menos dinheiro ao Estado por aluno do que as escolas públicas. Sei que há quem, ainda assim, continue a defender nem mais um tostão do Estado para os privados. Mas creio que é apenas uma outra forma de populismo. .