Comentários homofóbicos: MP investiga professor da Universidade de Aveiro

05/07/2022 19:27:00

Justiça: Comentários homofóbicos: MP investiga professor da Universidade de Aveiro

Justiça: Comentários homofóbicos: MP investiga professor da Universidade de Aveiro

Paulo Lopes classificou comunidade LGBTQ+ como “organizações ‘terroristas’ que nos tentam impor a força os seus desvarios”.

Paulo Lopes é professor na Universidade de Aveiro Universidade de Aveiro | Facebook O Ministério Público abriu uma investigação a Paulo Lopes, professor do departamento de Física da Universidade de Aveiro, após comentários proferidos pelo docente nas redes sociais e em entrevistas a órgãos de comunicação social.+ Artur Mesquita Guimarães CMTV O Ministério Público (MP) quer que os dois alunos de Vila Nova de Famalicão proibidos pelos pais de frequentarem a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento sejam colocados à guarda da escola"durante o período escolar".e receba as informações em primeira mão.Irmãos novamente retidos por não frequentarem aulas de Cidadania Em causa estão dois alunos, irmãos, que frequentam o Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, em Famalicão, distrito de Braga, e cujos pais os impedem, desde o ano letivo 2018/2019, de frequentarem a disciplina Cidadania e Desenvolvimento.

“Confirma-se a recepção de denúncia relativa à matéria em referência.A mesma deu origem a inquérito que corre termos no DIAP de Aveiro”, respondeu a Procuradoria-Geral da República (PGR) ao PÚBLICO.Em causa estão dois alunos, irmãos, que frequentam o Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, em Famalicão, distrito de Braga, e cujos pais os impedem, desde o ano letivo 2018/2019, de frequentarem a disciplina Cidadania e Desenvolvimento.A notícia foi avançada inicialmente pelo Expresso.Nos últimos quatro anos, os alunos, que são de excelência, foram dados como"chumbados", por causa das faltas àquela disciplina, mas, por decisão do Ministério da Educação, têm transitado, de forma condicionada, de ano, enquanto se aguarda pelo desfecho dos processos judiciais relacionados com o assunto.Em causa está uma publicação que o professor fez na sua página do Facebook, na qual critica abertamente a comunidade LGBTQ+, a propósito de uma campanha publicitária que dá a conhecer vários termos relacionados com esta comunidade, como “ gay ”, “lésbica”, “ queer ” ou “não-binária”.Dizem ainda que os restantes módulos da disciplina são uma"perda de tempo".Na publicação, o professor define a comunidade como “organizações ‘terroristas’ que nos tentam impor a força os seus desvarios”.Diz que fica também em perigo a formação em matérias como direitos humanos, igualdade de género, saúde, sexualidade, segurança, defesa, paz e bem-estar animal, entre outras.

“Acho que estamos a precisar urgentemente duma ‘inquisição’ que limpe este lixo humano todo!”, escreveu o docente, considerando que este acto publicitário “é uma agressão” que merecia umas valentes pedradas nas vitrinas só para aprenderem”.Entretanto, o assunto passou também para a alçada do Tribunal de Família e Menores.Além disso, acrescenta o MP, há o perigo de retenção e de consequente dificultação de acesso ao ensino superior, quando em causa estão"alunos de excelência, com um percurso académico irrepreensível".Na noite da quinta-feira, 30, em declarações à TVI, Paulo Lopes afirmou: “ ”.Contudo, assegurou que a sua postura enquanto docente é, e sempre foi, “100% profissional”.Além disso, acrescenta o MP, há o perigo de retenção e de consequente dificultação de acesso ao ensino superior, quando em causa estão"alunos de excelência, com um percurso académico irrepreensível".Em , na sexta-feira, dia 1 de Julho, o professor declarou não ter conhecimento do termo “homofóbico": “'Homo’ o quê? Não sei o que isso é”."Atuam como agentes de infrações", acrescenta.Num email enviado à Lusa, o professor referiu que esta polémica “é artificial”, afirmando que advém de uma “reacção violenta” do grupo visado.O MP considera que a atitude dos pais pode configurar"coerção emocional", além de dar"exemplo de foras da lei, que decidem não cumprir, decidindo em causa própria como se juízes fossem"."A medida que se configura como efetivável a ultrapassar o impasse da situação de perigo, passado, presente e futuro, será a de confiança a pessoa idónea, no concreto circunstancialismo, a confiança dos jovens à entidade mais indicada para o concreto perigo: a própria Escola.

“Os ditos ‘estudantes’ reagiram na qualidade de cidadãos e não de alunos, pois as minhas acções não decorreram no meu local de trabalho que deve ser mantido à margem e nem sequer no âmbito do meu trabalho”, afirmou o docente, considerando que a reitoria “não tem que se manifestar sobre rigorosamente nada”.Paulo Lopes insistiu ainda que a publicação que fez foi a título pessoal e espelha a sua opinião pessoal, que “é soberana num Estado que é considerado livre e consagrada na Constituição”.Alerta ainda que os alunos em questão podem ser vítimas de ‘bullying’ por parte da restante comunidade escolar que respeita as leis,"o que já vem acontecendo nas redes sociais".Por tudo isto, o Ministério Público quer que os alunos sejam colocados à guarda da escola, apenas durante o período escolar.“Naturalmente, haverá quem não goste da minha posição, mas isso faz parte da vida.Eu também não gosto de muitas posições e não faço alarido nem persigo ninguém, limito-me a comentar, como aliás o fiz na minha publicação”, concluiu.Por tudo isto, o Ministério Público quer que os alunos sejam colocados à guarda da escola, apenas durante o período escolar.Suspenso pela UA suspendeu temporariamente Paulo Lopes esta segunda-feira.Especifica que a escola, na pessoa do diretor do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, Carlos Teixeira, e/ou da interlocutora da primeira linha, a psicóloga Marta Silva,"serão as pessoas de quem se não duvida da idoneidade, até pelas funções que lhes estão confiadas.Contactado pela Lusa, o pai dos alunos, Artur Mesquita Guimarães, disse que está marcada para terça-feira uma audiência de julgamento no Tribunal de Família e Menores de Famalicão.

Em declarações à Lusa, o reitor da UA, Paulo Jorge Ferreira, esclareceu que a suspensão temporária foi determinada na sequência de um processo disciplinar instaurado na sexta-feira contra o professor de Física.A colocação dos jovens, apenas durante o período escolar, sob a guarda da própria escola", refere o MP.Segundo Paulo Jorge Ferreira, esta decisão foi justificada pela “natureza das declarações e a forma como afectaram o imprescindível ambiente de confiança que deve existir entre um professor e os seus estudantes, o conflito óbvio entre os valores da Universidade e a falta de valores que essas declarações implicam e o impacto sobre a imagem e valores da própria Universidade”.O reitor referiu ainda que actuou “o mais rapidamente que era possível actuar, dentro da lei e dos procedimentos disponíveis”, garantindo que a UA “rejeita liminarmente qualquer discurso de ódio, qualquer apelo à violência, seja por que motivo for”.Segundo o MP, uma medida de apoio junto dos pais não se afigura viável, porque os perigos foram criados pelos próprios pais.Contactado pela Lusa , o pai dos alunos, Artur Mesquita Guimarães, disse que está marcada para terça-feira uma audiência de julgamento no Tribunal de Família e Menores de Famalicão.Paulo Jorge Ferreira falava aos jornalistas em frente à reitoria quando decorria à mesma hora, naquele lugar, uma manifestação contra o discurso de ódio e discriminação na UA, reunindo cerca de 200 estudantes universitários que entoavam cânticos como “a nossa luta é todo o dia, contra o racismo, machismo e homofobia” e “presta atenção, homofobia não é opinião”.Também descontente com a situação, a Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) declarou que “não é aceitável ter um docente que defende esse tipo de valores”.Contactado pela Lusa, o pai dos alunos, Artur Mesquita Guimarães, disse que está marcada para terça-feira uma audiência de julgamento no Tribunal de Família e Menores de Famalicão.JN/Agências.

Como forma de protesto, vários alunos criaram um grupo no Facebook intitulado “Ação contra o Prof.º e o 11.Paulo Lopes” que já conta com mais de 700 membros.Os alunos têm 14 e 16 anos e vão frequentar, em 2022/2023, o 9.Leia os artigos que quiser, até ao fim, sem publicidade Faça parte da comunidade mais bem informada do país.

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MP quer que alunos proibidos pelo pai de frequentar Cidadania fiquem à guarda da escolaNas alegações do processo de promoção e proteção dos dois alunos, o MP diz que aquela é a única medida 'que se apresenta como do superior interesse dos jovens'. Isto e inadmissivel.

MP quer que alunos proibidos de frequentar Cidadania fiquem à guarda da escolaEm causa estão dois alunos, irmãos, que frequentam o Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, em Famalicão, e cujos pais os impedem, desde o ano letivo 2018/2019, de frequentarem a disciplina Cidadania e Desenvolvimento. Um dia as coisas vão alterar! Quando um maluco fizer uma asneira, as coisas mudam... Era o que faltava agora a escola ou o governo querer substituir os pais! Provavelmente o doutrinamento seria mais facil! Mudar a mente das crianças p/ posteriormente ser mais fácil abusar delas! No Brasil o PT cada dia mais envolvido nas denúncias de aliança com o NARCOTRÁFICO INTERNACIONAL Fechem Portugal. O país pirou de vez!

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MP quer retirar responsabilidade aos pais na decisão sobre aulas de CidadaniaO caso dos dois alunos impedidos pelo pai de irem às aulas de Cidadania e Desenvolvimento e de participarem em iniciativas da escola sem o seu consentimento prévio vai esta terça-feira a julgamento no Tribunal de Família e Menores de Famalicão, no d Faria o mesmo, governo da esquerda quer implantar asneiras nas crianças desde cedo, isso se chama de doutrinação , sexualidade para crianças?Igualdade de género?Isso são planos diabólicos totalmente destrutivo para saúde mental do miúdos.

Casoaulas de cidadania: MP defende alunos à guarda da escola - CNN PortugalEstá a provocar alguma agitação a mais recente pretensão da justiça sobre os alunos de Famalicão que foram proibidos pelos pais de frequentar as aulas de cidadania. Depois dos jovens terem sido impedidos de passar de ano, o caso está agora no t... Em que consiste 'à guarda da escola?' Tenham todos vergonha. Alunos em perigo por causa dos pais? Alunos de quadro de honra, notas extraordinárias e porque os pais exercem a sua parentalidade de forma ativa ao não compactuar com a implementação ideológica da moda estão em perigo? Ganhem juízo e vergonha na cara! Isto é mais um exemplo do 'nosso' estado 'forte com os fracos e fraco com os fortes!'. Neste caso será forte com quem tudo a perder e fraco com as 'famílias' das 'Valentinas' deste país!! Sim ser forte com esses é que importa, mas como dá trabalho e custa €... invertemos!!

MP quer as duas crianças de Famalicão à guarda da escola