Catarina Martins diz que pensões são condição 'inultrapassável' para acordo e passa a bola a Costa: 'Só PS não dá sinais de disponibilidade'

Catarina Martins diz que pensões são condição “inultrapassável” para acordo e passa a bola a Costa: “Só PS não dá sinais de disponibilidade”

22/01/2022 16:30:00

Catarina Martins diz que pensões são condição “inultrapassável” para acordo e passa a bola a Costa: “Só PS não dá sinais de disponibilidade”

Na feira em Matosinhos, a líder bloquista ouviu recados sobre pensões e aproveitou para pressionar PS: 'É o passo que falta no caminho que fizemos entre 2015 e 2019'.

Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.Foi por entre selfies (três), abraços (com máscara pelo meio) e gritos de simpatia (“A Catarina é pequenina como eu, é daí que saem as mulheres grandes”) que Catarina Martins avançou pelo meio da feira da Nossa Senhora da Hora, em Matosinhos, este sábado. Ainda precisou de lidar com um palhaço que a meio do caminho insistiu em oferecer-lhe um balão em forma de coração — e dar-lhe “os parabéns pela mulher que é” — para acabar os cumprimentos e chegar à política, depois de ouvir vários recados de

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Romperam com o governo e agora querem voltar?Carater muito baixo,é isto que os eleitores querem mesmo? Catarina Martins está como gosta, no meio de palhaços 😂😂 Não sabe nem o que diz !

PS é o único que não dá sinais de entendimento, diz Catarina MartinsA coordenadora do Bloco arrancou o sétimo dia de campanha para legislativas de 30 de janeiro com uma visita matinal à Feira da Senhora da Hora e aproveitou para deixar recados a António Costa.

Sócrates critica Costa: ″Quer maioria, não devia desmerecer a única que o PS teve″Antigo primeiro-ministro voltou a afirmar que o juiz Carlos Alexandre 'quis ficar com o caso' da Operação Marquês 'por causa da sua vaidade, da intenção de construir a sua biografia e para agradar às suas simpatias'.

Costa: Questão é entre modelo PS ou PSD e não de maioria'A questão não é saber se há ou não maioria, mas que política nós queremos para o país', disse o secretário-geral do PS. 'Não é indiferente votar no PS ou no PSD', completou.

Costa apela ao voto no PS para ″haver tranquilidade outra vez na vida dos portugueses″'Os que não votarem no domingo, que votem no dia 30, e que votem bem para dar estabilidade ao país para os próximos quatro anos, para haver tranquilidade outra vez na vida dos portugueses', salientou. votar em ti nunca, foda se tu fechas tudo .....

Quanto mais o PS bate, mais Rio gosta do PSSem fazer nada, Rio recebeu de bandeja um insulto em forma de 'nazizinho' e só teve de reforçar a narrativa de que António Costa está a jogar 'feio'. O eleitor do centrão agradece - e Rio ainda mais.

Legislativas: Catarina Martins diz que PS 'faz mal em queimar todas as pontes à sua volta' - RenascençaDepois de participar no debate das rádios, Catarina Martins e a restante comitiva do BE rumaram até Portimão, Algarve, para uma viagem de comboio. .

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante. Foi por entre selfies (três), abraços (com máscara pelo meio) e gritos de simpatia (“A Catarina é pequenina como eu, é daí que saem as mulheres grandes”) que Catarina Martins avançou pelo meio da feira da Nossa Senhora da Hora, em Matosinhos, este sábado. Ainda precisou de lidar com um palhaço que a meio do caminho insistiu em oferecer-lhe um balão em forma de coração — e dar-lhe “os parabéns pela mulher que é” — para acabar os cumprimentos e chegar à política, depois de ouvir vários recados de pensionistas descontentes. Ora se o fim dos duplos cortes em algumas pensões (não se aplicam à maior parte dos pensionistas que pedem a reforma atualmente) é uma das propostas em que o BE insiste e que Costa diz ser o principal motivo para a esquerda não ter chegado a acordo no Orçamento, por supostamente pôr em perigo a sustentabilidade da Segurança Social, Catarina voltou à carga. “Já acabou para quase toda a gente, mas algumas pessoas ainda vivem com esse corte. Portugal não pode tratar assim quem trabalha . É tão importante que avancemos com esta justiça básica”, argumentou. Até em nome do legado da geringonça: “Fizemos muito caminho entre 2015 e 2019 mas temos um sistema de pensões que ainda tem injustiças relativas muito grandes. Agora o PS parece querer impor, de uma forma intransigente e inexplicável , que algumas das pensões mantenham os cortes. Um sistema simples é o passo que falta no caminho”. Pelas contas do Bloco, isto implicaria acabar com os cortes apenas para os 42 mil pensionistas “apanhados” pela mudança das regras entre 2014 e 2018 e para um em cada dez dos que pedem a reforma astualmente. E será isto uma condição obrigatória para um acordo à esquerda? “É uma condição de justiça para o país. Este entendimento não podemos ultrapassar PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR O problema é que Costa continua a virar as costas à esquerda, concentrando-se apenas em duas soluções para governar: ter maioria absoluta ou governar “à Guterres”, fazendo entendimentos caso a caso com os vários partidos — incluindo o PSD. Questionada pelos jornalistas sobre se será importante os partidos de esquerda darem sinais de estarem disponíveis para chegarem a acordo até às eleições, a líder bloquista aproveitou para passar a bola a Costa: “O único partido que não dá sinais é o PS, portanto talvez seja bom fazerem essa pergunta a António Costa. Tenho respondido com toda a clareza todos os dias sobre os compromissos que o Bloco está disposto a assumir depois das eleições”. Na feira houve quem pressionasse para ver isso mesmo acontecer: “Vou dar-lhe um voto de confiança. Não gostei da história do Orçamento , mas vou dar-lhe esse voto de confiança”, sentenciava um dos clientes das bancas. Mas, até ver, não há sinais de fumo branco do lado do PS. Leia também: