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Casillas lembra angústia do enfarte: «Foi como se estivesse numa piscina e não conseguisse sair»

Antigo guardião partilhou a sua experiência do documentário feito pela Movistar

28/11/2020 01:40:00

Internacional - Casillas lembra angústia do enfarte: «Foi como se estivesse numa piscina e não conseguisse sair»

Antigo guardião partilhou a sua experiência do documentário feito pela Movistar

...A Movistar+ divulgou esta sexta-feira os primeiros dois episódios da série documental 'Colgar las Alas', que passa em revista a carreira de Iker Casillas, mas também o episódio sofrido num treino do FC Porto que provocou o seu abandono precoce. Uma passagem que o antigo guardião detalhou de uma forma incrível, ao mais pequeno pormenor.

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"Há uma sensação de meio segundo, ou nem isso, em que inspiras e o ar te sabe diferente. Quando vou com a equipa sinto que não estou bem, que me vai faltando o ar. Começo a pensar que podia ser uma alergia... Quando vou ter com o treinador dos guarda-redes sinto que começo a ter uma aperto no peito, noto que estou a ficar sem ar. Digo-lhe 'Roberto, dá-me açúcar ou algo, porque não estou bem e não sei o que se passa'... Caí ao solo, não podia mais. Vejo que é algo sério. É como se estivesse numa piscina e de repente queres sair e não consegues. É uma angústia. Cada vez me faltava mais o ar. 'Rober, chama o médico, que estou a afogar-me'", lembrou o antigo guardião dos dragões, que nesse momento, segundo Nelson Puga"se contorcia, estava inqueito, não parava de se mexer"."Nesse momento tenho de o levar comigo para o examinar com mais calma".

Dali seguiu para o hospital, na companhia de um dos seguranças do Olival."Ia no banco do passageiro, mas não me conseguia segurar. Puseram-me o cinto e caí para o lado. Ia com o segurança, o Sandro, que com o polegar dizia ao médico que ia no outro carro que eu estava bem. Jamais pensei que era um enfarte!", assumiu o espanhol. headtopics.com

Nesse momento, em Espanha estava Sara Carbonero, que viu o chão fugir-se dos pés."Sara, tem calma... o Iker sofreu um enfarte. Peguei no telefone e liguei-lhe. Nem sei por que o fiz, pois era muito provável que não atendesse. Nem o médico, nem o Sandro, e isso era muito estranho, porque o Sandro atende sempre. Quando entrei no avião ligou-me o Iker, com uma voz débil, mas conseguiu tranquilizar-me. Já nem sei o que me disse..."

Seguiram-se para Iker os exames, que deixaram o guardião bastante desconfortável."Há um momento em que sinto o cateter perto do coração e quando é feita a injeção de contraste passo mal. Sentia muito calor no corpo. Digo ao médico que não aguentava, que me queimava e ele diz-me que era normal, que tinha de aguentar 30 segundos. Sinto que o tira e do nada o ar volta a ser limpo".

"Se me acontecesse no dia anterior estaria em casa. Seguramente que teria ficado ali parado. Nunca mais voltei a dormir com a boca para baixo, passo as noites em angústia e até um espirro é um drama. O médico dizia-me 'Iker, não vais morrer'. E houve um dia em que, tanta era a angústia que tinha, que lhe disse 'vou dormir, se não acordar, não acordei, mas vou tentar descansar'", lembrou o antigo jogador do FC Porto.

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