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As células imunitárias “conversam” antes de tomar uma decisão

Imunoterapias: As células imunitárias “conversam” antes de tomar uma decisão

15/02/2020 10:01:00

Imunoterapias : As células imunitárias “conversam” antes de tomar uma decisão

Estudo mostra que, na linha da frente do sistema de defesa do organismo, as células imunitárias consultam as suas vizinhas antes de decidir como agir. Este mecanismo pode ser importante para novas terapias contra cancro e doenças auto-imunes

Os cientistas estiveram a observar os movimentos deste conjunto específico de células imunitárias e perceberam que estas coordenam a actividade colectiva depois de uma “conversa” entre elas. “O sistema imunitário está constantemente a trabalhar para manter um equilíbrio delicado. Quando uma ameaça é introduzida, o sistema precisa responder com força suficiente para combater infecções ou doenças, mas não de uma forma excessiva ao ponto de causar danos”, refere o comunicado.

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Joshua Leonard, investigador especializado engenharia biológica que coordenou o estudo, avisa que “quando se trata de respostas imunes, é a diferença entre vida e morte”. “Se o corpo responder em excesso a uma infecção bacteriana, essa pessoa pode morrer com choque séptico. Se o corpo não responder o suficiente, pode morrer de uma infecção desenfreada. Para se manter saudável, é necessário que o organismo encontre um equilíbrio entre esses extremos”, refere, citado no comunicado.

“É especialmente interessante porque o sistema imunitário é descentralizado”, acrescenta Joseph Muldoon, outro dos autores do artigo e investigador na mesma instituição. “As células imunitárias são agentes individuais que precisam trabalhar juntas, e a natureza criou uma solução para que possam estar coordenadas. As células chegam a diferentes estados de activação, mas de maneira a que, a um nível global, a resposta da população é calibrada.”

Nas experiências, a equipa colocou os macrófagos a reagir a um produto químico produzido por bactérias – que representa um sinal de alerta ao organismo para a presença de infecção. A técnica usada permitiu acompanhar as respostas de células individuais ao longo de um determinado período de tempo. “As respostas de sinalização de células individuais a sinais pró-inflamatórios são heterogéneas, com subpopulações a surgir com estados de activação altos ou baixos”, explica o artigo.

Cabelo voltou a nascer em três pessoas com calvície de origem imunitáriaDepois, recorreram a modelos computacionais para interpretar os dados recolhidos. Ao longo do tempo, revela Joseph Muldoon, as células parecem avaliar o ambiente em volta e perceber o que as outras células (as suas vizinhas) estão a fazer. Só depois tomam a decisão sobre o tipo de resposta que vão activar. “Uma parte essencial deste trabalho baseou-se no desenvolvimento de novos modelos computacionais para interpretar as nossas experiências e esclarecer como as células fazem cálculos para tomar decisões coerentes”, elucida Neda Bagheri, da Universidade de Washington, que co-liderou o trabalho com Joshua Leonard.

Assim, a equipa rastreou cada uma das células para validar um modelo adaptado à activação de macrófagos induzida por uma molécula (lipopolissacarídeo) usada neste tipo de experiências sobre o sistema imunitário. Encontrou na organização das células um mecanismo que decidiu chamar “licenciamento de quórum”.

“Este é um aspecto pouco reconhecido da função imunitária”, nota Joshua Leonard, que conclui: “As células não são activadas uniformemente, mas decidem colectivamente quantas células serão activadas, para que, juntas, o sistema possa afastar uma ameaça sem um perigoso exagero.”

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O melhor do Público no emailSubscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público.Subscrever×Os resultados mostraram que o processo de resposta dos macrófagos é iniciado quando ainda se encontram em “estado de repouso” e depende de forma muito evidente da densidade celular e de uma série de troca de sinais (a tal conversa de consulta em vizinhos) entre as células.

Consulte Mais informação: Público »

bom.

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