Apelar aos 'setubalenses' ... em Almada: 'Desculpem, isto ainda não está no sítio'

Apelar aos “setubalenses“ ... em Almada: “Desculpem, isto ainda não está no sítio“

18/09/2021 23:50:00

Apelar aos “setubalenses“ ... em Almada: “Desculpem, isto ainda não está no sítio“

Foi uma gaffe. A candidata da CDU à Câmara de Almada enganou-se no discurso perante uma praça cheia e com Jerónimo de Sousa a apoiá-la nesta 'importante batalha'. Lembrou a obra feita pelos comunistas, no concelho que o PS conquistou nas últimas autárquicas, mas fugiu-lhe a boca para os 'setubalenses', de quem foi presidente durante três mandatos consecutivos. 'Peço desculpa, peço muita desculpa', disse no palco.

FotojornalistaDe cravo ao peito, Maria das Dores Meira subiu ao palco da Praça da Liberdade, em Almada, sem esconder desde logo que estava ali para"apelar ao voto", trazendo como trunfo as provas do trabalho realizado."Sou autarca, sou mulher, sou mãe e também sou avó", disse a até agora presidente da Câmara de Setúbal a uma plateia bem composta de militantes e bandeiras. A batalha é renhida para recuperar a câmara ao PS e Jerónimo de Sousa, logo na primeira fila, é uma ajuda preciosa na recta final da campanha.

A confiança é moderada nas hostes da CDU -"aquilo que era um objetivo transformou-se numa real oportunidade", diria o líder do PCP - mas o curriculum preenchido por Dores Meira na autarquia setubalense serve como mais valia, e prova que a"experiência e obra feita" é suficiente para contrariar a"inércia" da gestão socialista só capaz de"realizar obras à pressa com as eleições à porta", disse a candidata.

Maria das Dores Meirapedro nunesO discurso até corria bem. Dores Meira ia elencando as visitas feitas"a mais de 400 organismos almadenses", que lhe permitiram"fazer um"levantamento exaustivo" dos problemas do concelho. Falou de"uma cidade como a nossa casa, que precisa de ser digna e de estar arrumada" e deu garantias de que não era"de fantasias. A obra fala por si, não é vaidade ou miragem", dando Setúbal como prova. headtopics.com

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O público acompanhava atento e, até por vezes, com aplausos. Sobretudo quando ouviu a candidata avançar com as promessas de reabilitar escolas, criar um centro de artes, adjudicar novos centros de saúde ou alargar o metro de superfície e até de criar uma linha direta entre Cacilhas e o Terreiro do Paço. Tudo"solenemente" comprometido a ser posto em prática, mal a Câmara seja conquistada nas urnas e devolvida à gestão comunista.

A coisa até parecia estar a correr de feição quando, aos nove minutos de discurso, Dores Meira começa então a enunciar a obra feita, no passado, pelos autarcas comunistas que, entre 1976 e 2017 geriram os destinos de Almada. Lembrou mesmo"a Praça da Liberdade e o Forum Romeu Correia, feito para o usufruto dos setubalenses". Ups. Há um movimento de braços na primeira fila e nem mesmo as máscaras apagam as vozes do público que grita:"almadenses, almadenses". António Manuel Ribeiro, líder dos UHF e apoiante da candidata, também agita as mãos no ar. É ele que canta"Somos de Almada", o hino oficial da campanha que foi distribuido, em formato CD, no arranque do comício.

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