Alemanha levará FIFA a tribunal (Mundial 2022 )

23/11/2022 11:29:00

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Por Luís Filipe Simões Está longe de estar resolvida a questão das braçadeiras com o símbolo One Love.Por Redação Sete seleções que haviam prometido que os capitães iriam usar a braçadeira arco-íris que reivindica os direitos da comunidade LGBTQ+ no Mundial do Catar, comunicaram esta segunda-feira que não usarão as braçadeiras ‘OneLove’ pois a FIFA «deixou claro que irá impor sanções desportivas».Kevin Prince Boateng, jogador do Hertha Berlim e colonista da Sport1 durante o Mundial, deixou várias críticas à realização da competição no Catar.Por Redação Steve Cockburn, diretor da Amnistia Internacional, criticou esta segunda-feira a FIFA pelo facto de ter ameaçado com sanções os capitães de várias seleções que pretendiam usar uma braçadeira arco-íris (denominada 'one love'), mas que acabaram por ter de recuar por decisão das suas federações (ver notícia associada).

O jornal Bild noticiou ontem que a Alemanha está disposta a lutar e anunciou que dará entrada no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), em Lausana, com um Pedido de Proteção Legal Provisório para evitar as ameaças da FIFA, pela voz do presidente Gianni Infantino, de que as seleções que fossem contra as orientações teriam penalização desportiva.Infantino não concretizou, não disse se a FIFA estaria a pensar em obrigar as equipas de arbitragem a mostrar cartão amarelo aos capitães de equipa que tivessem o símbolo nas suas braçadeiras ou se estaria na disposição de punir com derrota as seleções que se apresentassem com símbolos visíveis desta campanha.«A FIFA foi muito clara.O porta-voz da federação da Alemanha, Steffen Simon, anunciou a intenção de avançar com queixa no TAS e disse porquê: «A FIFA proibiu-nos de defender a diversidade e os direitos humanos.Tenho pena dos jogadores.E fê-lo com ameaças massivas de sanções desportivas, sem especificá-las.Como federações, não podemos colocar os nossos jogadores nesta posição, porque as sanções podem incluir cartões ou mesmo ter de sair de campo, portanto tivemos de pedir aos capitães para não usarem a braçadeira nos jogos do Mundial», pode ler-se no comunicado conjunto.A federação está a verificar se essa ação é legal.Steve Cockburn disse ainda que os trabalhadores migrantes «que tornaram o torneio possível» deveriam ser «compensados pelos abusos indescritíveis que sofreram».

» A análise dos argumentos alemães durará 48 horas, pelo que no jogo de hoje, frente ao Japão, o capitão Manuel Neuer não usará a tão mediática braçadeira, mas no domingo, frente a Espanha, esperam os germânicos que a decisão do TAS permita que seja usado no braço do guarda-redes o coração com as cores do arco-íris.Ainda assim, não podemos colocar os nossos jogadores nesta situação porque podem até ser forçados a deixar o relvado.«No final, o campeão mundial será a equipa que mais fechar os olhos, que engolir tudo… Também não acho correto que o Mundial se realize nesta altura do ano, sem uma pausa pelo meio.A ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, também falou ao Bild.«Proibir uma mensagem de amor é um grande erro da FIFA.Informámos da nossa intenção em setembro, mas não obtivemos resposta.É de partir o coração de todos os adeptos a forma como a FIFA está a travar este conflito nas costas dos jogadores.O que está a acontecer é que está a fazer ameaças para impedir que defendam a tolerância», disse.Eles continuam determinados em apoiar a inclusão e mostrar isso todos os dias» concluem.

Faeser defende que este era momento para os países europeus se unirem: «Deve ser possível mostrar a diversidade abertamente.E é mais do que lamentável que as federações europeias não se tenham oposto a isso, juntas.”.Isso teria sido um sinal importante.Neste momento é tudo uma questão de atitude… de todos, especialmente das federações!» Faeser tem a pasta do desporto e é nessa condição que junta mais um argumento e justifica a presença no Catar para o jogo de hoje com o Japão: «Como ministra do Desporto tenho uma responsabilidade: pelos adeptos e pela nossa equipa da Alemanha.Eu quero e continuarei a abordar as difíceis questões dos direitos humanos e é isso que farei no local.

Apoiarei a nossa equipa com toda a paixão.É por isso que vou assistir ao primeiro jogo, contra o Japão.» Ler Mais.

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