Aiatola Khamenei garante que vai punir quem matou um dos maiores cientistas nucleares do Irão

Aiatola Khamenei garante que vai punir quem matou um dos maiores cientistas nucleares do Irão

28/11/2020 13:55:00

Aiatola Khamenei garante que vai punir quem matou um dos maiores cientistas nucleares do Irão

O Irão acusa Israel de agir como 'mercenário' para os Estados Unidos terem perpetuado esta sexta-feira o assassinato de Mohsen Fakhrizadeh, cientista do programa nuclear iraniano

WANA NEWS AGENCYO Irão acusa Israel de agir como"mercenário" para os Estados Unidos terem perpetuado esta sexta-feira o assassinato de Mohsen Fakhrizadeh, cientista do programa nuclear iranianoLusaO líder supremo iraniano, Ali Khamenei, pediueste sábado que fossem"punidos" os responsáveis pelo assassínio de um dos mais proeminentes cientistas nucleares do Irão, que ocorreu na sexta-feira.

″Claques″ de André Ventura hostilizam jornalistas em Braga Covid-19: ''Nunca assisti a tantas mortes na minha vida profissional num tão curto espaço de tempo'' Economia da China cresce 2,3% em 2020

O aiatola Khamenei pediu"que este crime seja investigado e, claro, que haja punição para os autores e responsáveis (...), dando continuidade ao esforço científico e técnico deste mártir em todas as áreas em que trabalhou", segundo um comunicado divulgado no portal oficial do líder iraniano.

O Presidente iraniano, Hassan Rohani, também acusou este sábado Israel de agir como"mercenário" para os Estados Unidos ao assassinar um cientista do programa nuclear iraniano."Mais uma vez, as mãos impiedosas da arrogância mundial, com o regime sionista usurpador como mercenário, estão manchadas com o sangue de um filho desta nação", denunciou Rohani numa declaração publicada no seu portal oficial, referindo-se ao assassínio de Mohsen Fakhrizadeh. headtopics.com

O Irão usa geralmente o termo"arrogância global" para se referir aos Estados Unidos. Rohani prometeu que a morte do cientista não iria"perturbar" o progresso científico no país, reforçando que a morte se devia à"fraqueza e incapacidade" dos inimigos de Teerão de impedir o seu desenvolvimento.

Será"uma terrível vingança", prometeu o Presidente iranianoO Presidente iraniano também deu as condolências"à comunidade científica e ao povo revolucionário do Irão".Na sexta-feira, o chefe do Estado-Maior iraniano, general Mohammad Bagheri, alertou que"uma terrível vingança" se abaterá sobre os responsáveis pelo assassínio do cientista iraniano especializado no sector nuclear.

"Os grupos terroristas e os responsáveis e autores dessa tentativa cobarde devem saber que uma terrível vingança os aguarda", escreveu Bagheri na rede social Twitter, segundo a agência estatal Irna.Em comunicado, o Ministério da Defesa do Irão identificou o alvo do ataque como sendo Mohsen Fakhrizadeh, chefe do departamento de investigação e inovação daquele ministério.

Mohsen Fakhrizadeh ficou"gravemente ferido" quando o seu carro foi alvejado por vários atacantes, que por sua vez foram atacados pela equipa de segurança do cientista, pode ler-se no comunicado, em que acrescenta que a equipa médica não o conseguiu reanimar. headtopics.com

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos indicou, em 2008, que o cientista estava a realizar"atividades e transações que contribuíam para o desenvolvimento do programa nuclear do Irão.Fakhrizadeh tinha sido descrito pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, como o pai do programa de armas nucleares do Irão. Fakhrizadeh liderou o chamado programa"Amad", ou"Esperança", do Irão.

Israel e o Ocidente alegaram que essa operação militar tinha como objetivo saber a viabilidade de construção de armas nucleares no Irão, mas Teerão alegou sempre que o seu programa nuclear é pacífico.A Agência Internacional de Energia Atómica referiu que o programa"Amad" terminou no início dos anos 2000 e os seus inspetores monitorizam agora as instalações iranianas como parte do acordo nuclear do Irão com os cinco países com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França - e a Alemanha.

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