Advogada de João Rendeiro vai opor-se à ajuda portuguesa às autoridades sul-africanas

Advogada de João Rendeiro vai opor-se à ajuda portuguesa às autoridades sul-africanas

Bpp, Sociedade

15/01/2022 02:22:00

Advogada de João Rendeiro vai opor-se à ajuda portuguesa às autoridades sul-africanas

June Marks defendeu que Ministério Público sul-africano 'não pode procurar assistência externa', sublinhando que tem de ser 'independente'.

SubscreverParalelamente, June Marks adiantou que os magistrados portugueses não poderão estar em tribunal se forem indicados como testemunhas, lembrando que o NPA"sugeriu anteriormente chamá-los a depor".O Expresso avançou esta sexta-feira que a PGR já teria escolhido os representantes para enviar à África do Sul, indicando os nomes do procurador José Góis e da diretora do Departamento de Cooperação Internacional, Joana Gomes Ferreira. Confrontada pela Lusa, a PGR recusou fazer mais comentários além da admissão de estar a ponderar o envio de uma delegação.

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e receba as informações em primeira mão. Subscrever Paralelamente, June Marks adiantou que os magistrados portugueses não poderão estar em tribunal se forem indicados como testemunhas, lembrando que o NPA"sugeriu anteriormente chamá-los a depor". O Expresso avançou esta sexta-feira que a PGR já teria escolhido os representantes para enviar à África do Sul, indicando os nomes do procurador José Góis e da diretora do Departamento de Cooperação Internacional, Joana Gomes Ferreira. Confrontada pela Lusa, a PGR recusou fazer mais comentários além da admissão de estar a ponderar o envio de uma delegação. A advogada sul-africana admitiu ainda estar a procurar mais informações neste âmbito e a"estudar a melhor abordagem". Contudo, mostrou não ter dúvidas sobre a estratégia para o processo de extradição do antigo banqueiro. "As minhas instruções são para me opor à extradição, até utilizar o nosso tribunal constitucional" , garantiu, sem deixar de notar que o processo"demorará anos", face à possibilidade de"múltiplos recursos" disponíveis. Sobre o pedido formal de extradição que foi recebido na quarta-feira pelas autoridades sul-africanas, através de via diplomática, June Marks reconheceu ainda não ter tido acesso ao mesmo e que irá solicitá-lo"na próxima semana" ao NPA. Já em relação à audiência agendada para 21 de janeiro, a mandatária de João Rendeiro antecipou mais uma sessão breve e na qual será decidido um novo adiamento, a fim de dar tempo ao estudo da documentação. "Nada de especial irá acontecer a 21 de janeiro. Vamos pedir adiamento para analisar os documentos e prepararmo-nos" , referiu, esclarecendo que não deverá estar presente nessa sessão, mas apenas nas audiências seguintes: "Assumirei o controlo após este adiamento". Por último, June Marks expressou a sua preocupação com o estado de saúde do antigo presidente do BPP, sublinhando, inclusive, que essa é atualmente a sua"maior preocupação" em relação ao caso. "Ele tem um problema de coração. O magistrado simplesmente assumiu que é saudável e nunca se preocupou em inquirir, deveria ter perguntado sobre a sua saúde antes de assumir que estava saudável" , notou, em alusão ao juiz Rajesh Parshotam, do tribunal de Verulam, concluindo: "No recurso, argumentaremos que deveria ter perguntado e não assumido". Detido em 11 de dezembro na cidade de Durban, após quase três meses fugido à justiça portuguesa, João Rendeiro foi presente ao juiz Rajesh Parshotam, do tribunal de Verulam, que lhe decretou no dia 17 de dezembro a medida de coação mais gravosa, colocando-o em prisão preventiva no estabelecimento prisional de Westville. O ex-banqueiro foi condenado em três processos distintos relacionados com o colapso do BPP, tendo o tribunal dado como provado que retirou do banco 13,61 milhões de euros. Das três condenações, apenas uma já transitou em julgado e não admite mais recursos, com João Rendeiro a ter de cumprir uma pena de prisão efetiva de cinco anos e oito meses. João Rendeiro foi ainda condenado a 10 anos de prisão num segundo processo e a mais três anos e seis meses num terceiro processo, sendo que estas duas sentenças ainda não transitaram em julgado. O colapso do BPP, em 2010, lesou milhares de clientes e causou perdas de centenas de milhões de euros ao Estado. Partilhar