Um arranjo luxuoso para composição de Mahler na Sala São Paulo - Cultura - Estadão

Um arranjo luxuoso para composição de Mahler na Sala São Paulo (via @EstadaoCultura)

23/10/2021 08:30:00

Um arranjo luxuoso para composição de Mahler na Sala São Paulo (via EstadaoCultura)

Percorso Ensemble interpreta a ‘Sinfonia n.º 1 – Titãs’ sob a regência de Ricardo Bologna

Sinfonia n.º 1 – Titã, deGustav Mahler, em arranjo para 16 músicos realizado por Klaus Simon. E paixão de um punhado de notáveis músicos que, liderados pelo regente Ricardo Bologna desde 2005, se juntam sem nenhum tipo de subvenção pública ou patrocínio com o objetivo de fazer música nova, contemporânea. 

Comissão do Senado aprova André Mendonça para vaga no STF; plenário votará indicação Com avanço da PEC dos Precatórios no Senado, dólar inicia dezembro cotado a R$ 5,67 Conselho Regional de Medicina do DF cassa registro do 'Dr. Bumbum'

Leia TambémCaetano Veloso lança álbum 'Meu Coco' reagindo às demandas do mundo virtualAté o início do século passado, os arranjos, transcrições e reduções tinham uma função prática, utilitária. Concertos sinfônicos ou de grandes proporções eram raros. O frequentador de concertos só podia rememorar o que ouvira tocando reduções para piano ou pequenas formações. Com a invenção da reprodução fonográfica, foi-se a utilidade. Em compensação, veio uma aura de amor e paixão de músicos e compositores por obras de outros criadores musicais. 

O pianista e maestro alemão Klaus Simon, 63, vem fazendo, dos arranjos e reduções, uma marca em sua carreira recheada de gravações, várias delas com a Holst Sinfonietta, que fundou e dirige. Foca, sobretudo, no período das décadas finais do século 19 e início do 20. Nessa época, dirigiu suas atenções para os arranjos realizados entre 1918 e 1921 por Arnold Schoenberg e seus parceiros na sua célebre Sociedade de Execuções Musicais Privadas. Arranjos de obras sinfônicas de Bruckner e Schoenberg, entre outros, passando por Mahler. Em 2007, Simon aventurou-se neste domínio, assinando reduções camerísticas para duas sinfonias de Mahler: a quarta, que o Percorso interpretou em concerto no Sesc Bom Retiro, em outubro de 2017, comemorando seus 15 anos de existência. E agora, para uma nova comemoração, a da volta aos concertos presenciais após longo jejum, o grupo escolheu a Sinfonia n.º 1. headtopics.com

Embora não considere sacrilégio ou missão impossível tal tarefa, Simon admite que “a instrumentação única e as poderosas sonoridades” definem as sinfonias de Mahler. “Mas, quando a música é boa, funciona em formatos diferentes.” Nisso ele concorda com Busoni, um dos devotos desta arte tão específica, para quem “a notação, a escrita das composições, é antes de tudo um engenhoso expediente para capturar uma inspiração com o propósito de explorá-la posteriormente”. Busoni completa: “Mas a notação está para a inspiração assim como o retrato está para o modelo-vivo. Cabe ao intérprete resolver a rigidez dos signos e fazê-la retornar à emoção primitiva”.

No caso daSinfonia n.º 1– de instrumentação grandiosa, prevendo mais de uma centena de músicos –, a tarefa é particularmente difícil. Simon relembra a Sociedade de Execuções Musicais Privadas, que Schoenberg idealizou e liderou entre 1918 e 1921 em Viena. Naquele momento Erwin Stein fez reduções de sinfonias de Mahler e de vários outros compositores. “A ideia de Schoenberg era examinar a essência dessas obras. Com o tempo, algo semelhante a uma orquestração padrão emergiu: flauta, clarinete, às vezes oboé, harmônio, piano, quarteto de cordas e contrabaixo. Senti falta da trompa e do fagote especialmente. Como a orquestração original desta sinfonia tem uma estrutura orquestral maior do que a quarta sinfonia, aqui meu arranjo é levemente mais luxuoso, com um clarinete/clarone, uma segunda trompa e um trompete em si bemol”, conclui.

Consulte Mais informação: Estadão »

Ponto de Vista: Lula pode desistir da corrida presidencial? | Clarissa Oliveira

Entre alguns adversários e até aliados, cresce a tese de que o petista poderia desistir e dar a vaga a Fernando Haddad, dependendo do cenário político

Cultura PrefiroCiro

São 9 os crimes que comprovam: Bolsonaro é um genocida | por Maria do RosárioE o papel histórico que a CPI precisa cumprir é garantir que os responsáveis pelos crimes cheguem ao banco dos réus mariadorosario Assassinou o povo e foi chorar no banheiro mariadorosario Aguardando os defensores do 'mito' mariadorosario Kkkk MAS O QUE É ISSO

Halyna Hutchins, a promissora estrela de fotografia cinematográfica morta por um tiro acidentalA diretora, uma ucraniana que cresceu em uma base soviética no Círculo Polar Ártico, vinha despontando no campo da cinematografia

O que é um “NFT”? - ISTOÉ IndependenteImagine que está em França, no Louvre, querendo tirar uma foto do quadro da Mona Lisa. Dá dois passos em frente, tira 100 japas do caminho, se chega ao cordão vermelho que protege a dona Lisa, conecta o zoom do celular — a tela é mesmo pequena, pô ! — foca através do vidro antibala […] josemanueldiogo Uma CÂMARA ou uma CÂMERA Eita sexta-feira, o estagiário já está em águas....

Probióticos: um universo em expansãoA família de produtos para a microbiota intestinal cresce com uma lista de prefixos e funções, que vão de modular a imunidade a preservar a saúde mental (via VejaSaude) VejaSaude O cache foi alto pra fazer propaganda das farmacêuticas. Vsf

O Brasil é um paraíso fiscal para os mais ricos, diz pesquisadorPara o organizador do livro 'Que conta é essa? O sistema tributário das desigualdades', proposta que tramita no Congresso é tímida Com certeza. E para o gargamelo do Paulo Guedes.

O que um quadro desconhecido de Vincent van Gogh nos ensina para a vida - ISTOÉ IndependenteA obra de Vincent van Gogh é o maior exemplo de que as pessoas só crescem errando. Talvez se ele, como pintor autodidata, não tivesse se desafiado para pintar uma mulher nua, certamente não teríamos outras obras-primas. Leia a coluna de Keka Consiglio O mr bean Com exceção de certos veículos da imprensa...