Sheriff, sensação da Champions, tem estrutura 'ostentação' com três estádios, diz brasileiro - Esportes - Estadão

Sheriff, sensação da Champions, tem estrutura 'ostentação' com três estádios, diz brasileiro Victor Oliveira (via @EstadaoEsporte)

20/10/2021 04:30:00

Sheriff, sensação da Champions, tem estrutura 'ostentação' com três estádios, diz brasileiro Victor Oliveira (via EstadaoEsporte)

Zagueiro Victor Oliveira revela detalhes do clube moldavo, além de ressaltar as diferenças do futebol brasileiro e europeu e como é morar num país com resquícios da antiga União Soviética

— falou com o também brasileiro Cristiano, um dos melhores em campo e responsável pela assistência no gol de Yakshiboev, que abriu o marcador naquela partida. Mesmo já tendo deixado a Moldávia há quatro anos, o atleta guarda com carinho o período em que atuou pela equipe, o descrevendo como “intenso”, com títulos e a primeira classificação do clube para um torneio internacional — a Liga Europa. A participação na Liga dos Campeões era iminente. 

Brasil tem 115 mortes por Covid em 24h, média entra em queda Farofa da GKay: fãs derrubam grade para tentar entrar em hotel onde ocorre festa da influencer, em Fortaleza; vídeo Bolsonaro diz que Moro não aguenta '10 segundos de debate' - Política - Estadão

Leia Também"A gente realmente acreditava. A gente conversava, entre os brasileiros, que seria questão de tempo chegar, mas não imaginava que seria tão rápido", disse Victor aoEstadão."Desde que eu saí, o clube vinha em um crescimento fenomenal."

Com apenas 24 anos de história, o Sheriff é heptacampeão nacional e já conquistou 19 vezes o Campeonato Moldavo, sendo a primeira em 2000. Com Victor Oliveira em campo, o time conquistou a liga nacional de 2016-2017, mesma temporada em que ergueram a taça de campeão da Copa da Moldávia. A hegemonia no país não é por acaso. De acordo com o brasileiro, o clube dispõe de uma estrutura de ponta, que conta com três estádios para a disputa de seus jogos.  headtopics.com

Mas onde fica a Mondávia? A República da Moldávia é um pequeno país no mapa, sem saída para o mar, localizado no leste da Europa. Faz fronteira com a Romênia a oeste e a Ucrânia a norte, leste e sul. Dizem que os moldavos são bons anfitriões. Lá, a língua oficial é o romeno.

"A estrutura do Sheriff chega a ser uma ostentação. Em uma curta análise, tinha muita coisa que seria desnecessária, como por exemplo as arenas. Uma indoor para o período de frio, outra para competições nacionais e outra ainda, maior, para partidas internacionais. Campos para treinamento são seis ao todo. No Brasil, se o clube tem uma boa condição, trabalha no máximo com três campos", compara o zagueiro. Os CTs do São Paulo e do Palmeiras, por exemplo, têm três campos cada.

Apesar da estrutura de fazer inveja a clubes grandes do Brasil, incluindo hotéis e alojamentos aclopados, o jogador admite que o Sheriff pecava em “detalhes” nas competições, o que acabava influenciando para a equipe não decolar fora de solo moldavo. Ele cita uma defasagem nos departamentos de fisiologia, fisioterapia e nutrição, e sugeria aos membros do clube que tivessem como referência as equipes do oeste na Europa, onde acontecem as principais ligas — Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano e Francês. Era preciso olhar para o futuro e abandonar de vez o passado com ares russos. 

"Na minha época tinha um médico para cuidar de tudo, incluindo alimentação", diz Victor, afirmando, ainda, que o corpo de colaboradores já estava passando por mudanças naquela época. Mais profissionais foram se junto ao futebol do clube. Para o brasileiro, isso fez com que o time desse um salto.  headtopics.com

As modelos com deficiência ou aparência alternativa que quebram barreiras França decreta fechamento de baladas em meio a mais restrições contra a Covid-19 antes do fim do ano Instituto Butantan tem 15 milhões de doses de CoronaVac paradas

Dentro de campo, o jogador contou com a ajuda do preparador físico brasileiro Michel Huff, com experiência no futebol do leste europeu, para conseguir se adaptar mais rapidamente ao estilo e ritmo de jogo local. Entre as diferenças no treinamento dado na Europa com o do Brasil, Victor destaca os treinos longos, com menos intensidade e trabalhos específicos para cada setor, incluindo uma maior cobrança em detalhes, como o posicionamento do corpo e o jeito para bater na bola. 

"No Brasil não sinto essa cobrança detalhada, fica mais por conta do atleta mesmo, a experiência de ele já ter realizado ou não aquele trabalho", observa. Fora das quatro linhas, marcas da União Soviética

O Sheriff é um clube de Tiraspol — cidade na qual carrega o nome —, capital da Transnístria, estado não reconhecido pela comunidade internacional que se declarou independente em 1990. A região se considera uma nação, com direito a governo, moeda e bandeira próprias, e está situada dentro das fronteiras pertencentes à Moldávia, que, por sua vez, fazia parte da antiga União Soviética. Não ouse chamar os torcedores do clube de “moldavos”. Eles se consideram russos. O fato ajuda a explicar o histórico imbróglio envolvendo o território, que se recusa a fazer parte do novo país desde a dissolução da URSS. 

Segundo Victor Oliveira, além do frio “insuportável” para um paraense, Tiraspol surpreende pela arquitetura e urbanidade ainda marcada pelo período soviético, com uma paisagem pouco modificada mais de 30 anos depois. O zagueiro conta que é comum ver carros e ônibus antigos rodando pelas ruas da cidade. Dar de cara com veículos militares também faz parte do dia a dia. O clube, mesmo que indiretamente, também se faz onipresente, uma vez que Sheriff nada mais é do que um conglomerado de empresas, dentre as quais estão supermercados, postos de gasolina, construtora, emissora de televisão e, por fim, time de futebol.  headtopics.com

O tradicional arroz com feijão dificilmente poderá ser apreciado na Transnístria. Contudo, isso não foi problema para o jogador brasileiro, salvo pelas tradicionais massas, sopas e carnes da gastronomia russa, bem mais fáceis de encarar do que o que os brasileiros encontram na China quando vão tentar a sorte no país asiático. Por outro lado, o idioma foi uma barreira inicialmente para Victor, já que o inglês é dispensado na Tiraspol. A situação motivou o jogador a contratar uma professora e ter aulas de russo. 

"O que me ajudou bastante foi o farto de outros brasileiros que já estavam lá e já tinham uma comunicação fluente, mas depois comecei a me virar, conseguia ir em restaurantes e mercados. Mas abrir uma conversação, aí já era mais difícil", lembra aos risos. 

Moro não aguenta 10 segundos de debate comigo, diz Bolsonaro Segunda-feira, 6 de dezembro Estudo aponta Viagra como medicamento candidato para prevenção e tratamento contra o Alzheimer

A experiência na Europa, segundo Victor, foi importante para olhar o futebol além da bolha. O contato com jogadores de diferentes cantos do mundo mudou sua percepção tanto futebolisticamente quanto culturalmente."Imagina dentro de um campo ter representantes de seis nacionalidades diferentes, falando línguas diferentes, pensando futebol de maneira diferente. Querendo ou não, isso abre sua mente para o futebol."

LIGA DOS CAMPEÕESLiderando o Grupo D com 6 pontos, o Sheriff volta a campo nesta terça-feira para enfrentar a Inter de Milão, terceira colocada na chave com apenas um ponto. O confronto acontece no Estádio San Siro, em Milão, às 16h (horário de Brasília). 

Consulte Mais informação: Estadão »

Após receber medalha, Bolsonaro é vaiado e chamado de genocida na Câmara

Sob protestos de deputados da oposição, presidente foi condecorado por Arthur Lira (PP-AL)

O João Gilberto que Zuza Homem de Mello nos deixou - Cultura - EstadãoO JOÃO GILBERTO QUE ZUZA HOMEM DE MELLO NOS DEIXOU 'Estadão' lê com exclusividade o livro ‘Amoroso – Uma Biografia de João Gilberto’, finalizado horas antes da morte do pesquisador e com lançamento previsto para 4 de novembro (via EstadaoCultura)

Sociedade Amigos da Cinemateca é escolhida pelo governo federal para gerir instituição - Cultura - EstadãoDiretor executivo da instituição conversou com o 'Estadão' sobre o resultado do chamamento publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 18, e falou sobre expectativas e problemas

Fifa faz parceria com OMS e Catar para promover saúde física e mental de operários da Copa - Esportes - EstadãoDecisão ocorre após anos de críticas de instituições e lideranças internacionais sobre as condições de trabalho oferecidas aos que ajudaram a erguer estádios e estruturas que serão utilizadas no Mundial de 2022

Relatório final da CPI aponta conduta criminosa do governo na pandemia; leia trechos inéditos - Política - EstadãoDocumento obtido com exclusividade pelo Estadão conclui que o governo federal agiu de forma dolosa, ou seja, intencional, na condução da pandemia, tornando-se responsável pelas milhares de vidas perdidas Politica Crime segundo a pandemia não e roubar, desviar , comprar respirador superfaturado ou fantasma. Crime e apenas dar opinião sincera e questionar o lobby dos laboratórios. Politica Mais 'vazamento' OmarAzizSenador kkkkk. Todo mundo já conhece o 'relatório' menos vocês da CPI kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Vai vendo Brasil. Politica Governo do consórcio nordeste?!!

'O Bolsonaro acha que é dono da Petrobras', diz ex-presidente da empresa - Economia - EstadãoEm sua primeira entrevista sobre o período em que esteve à frente da estatal, Roberto Castello Branco diz que sofreu pressões políticas para segurar os preços dos combustíveis e que Bolsonaro defendia os interesses dos caminhoneiros E disseram que colocando um militar lá na Petrobras a coisa ia ficar maravilhosa. Olha a maravilha que está... Essa turma dos Talibãsonarilicianos se acham os donos das Rachadinhas de ouro, Todo ex-funcionário, ex-esposa, ex-amante, ex-genro, ex-nora, ex-jogador, costuma, por despeito, falar muito mal, depois de tomar um pé no rabo!

Campeã brasileira com o Corinthians, Katiuscia define comunidade LGBT+: ‘Autonomia e liberdade' - Esportes - EstadãoLateral de 27 anos entrou com bandeira do arco-íris em campo após título sobre o Palmeiras e deu mais um exemplo da postura do futebol feminino em respeito à diversidade no esporte Esporte