Reconstruir o hímen, uma questão de vida ou morte no Afeganistão

23/10/2021 18:00:00

Religião, família, violência e uma cultura ancestral pesam sobre as mulheres afegãs para que se casem virgens, uma prova que pode ser exigida tanto pelos pais como pelas autoridades

Religião, família, violência e uma cultura ancestral pesam sobre as mulheres afegãs para que se casem virgens, uma prova que pode ser exigida tanto pelos pais como pelas autoridades

Religião, família, violência e uma cultura ancestral pesam sobre as mulheres afegãs para que se casem virgens, uma prova que pode ser exigida tanto pelos pais como pelas autoridades

e se livrar das amarras, no que é um plano muito arriscado. Ele se mostra mais decidido que ela. Essa fuga do entorno familiar é considerada um crime moral não tipificado nas leis afegãs, mas castigado através da aplicação da jurisprudência mais rigorosa que a Constituição do país permite nestes casos. A legislação afegã considera também delito a

zina, as relações sexuais entre pessoas não casadas entre si. Por isso, Leila e Ehsan podem ser também processados e punidos.“Os chamados crimes de honra, incluído o homicídio, são um grave problema no Afeganistão. E corre o risco de piorar com o Talibã de novo no comando,

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Tem que manter isso aí Uma médica q fez 70 procedimentos ao longo de 10 anos e um relatório da HRW feito com base em uma entrevista de 50 mulheres, dados de mulheres presas no ano de 2012. Com essa mesma base de 'pesquisa' a gente consegue afirmar qq coisa de qq país. Mentira. Essas pessoas são oprimidas. O islã é a religião da paz. FASCISTAS!!! Ah a hipocrisia progressista.

Que violência contra as mulheres.

Morte misteriosa de família que fazia escalada na Califórnia tem explicação revelada - BBC News BrasilA família de três pessoas e seu cachorro foram encontrados mortos em uma trilha no Vale do Devil's Gulch há dois meses. Fazer trilha com 2,5 litros de água sob um sol escaldante de 42 graus, foi de uma insanidade total dos dois e ainda levaram junto uma criança e um cachorro. REVOLTANTE. WOW! Alguem lê e resume aqui pliss

Covid-19: Número de mortes diárias completa uma semana abaixo de 500Índice apresentou diminuição de 22% em relação há duas semanas; confira levantamento feito por VEJA Graças a vacina. deve ser o efeito da cloroquina.

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Da morte de Brandon Lee ao coma do dublê de Vin Diesel: outros acidentes durante filmagens além do caso Alec BaldwinDisparo de armas, como o que matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins, é uma das causas dos infortúnios nos sets cinematográficos Lembro de ter lamentado a morte dele depois de ter visto O Corvo a primeira vez há muitos anos atrás. Realmente muito trágico. SylvioGoncalves ☝️😟 Quando o Brandon Lee morreu, alteraram algumas regras sobre o uso de armas em set de filmagem. É estranho que a história se repita.

Ministro da Justiça pede que PF investigue revista que ligou Bolsonaro a Hitler: 'Crime contra a honra'A IstoÉ publicou uma capa com o título 'Mercador da morte' e uma foto do ex-capitão com um bigode que forma a palavra 'genocida' Já pensou o André Mendonça , no S .T.F.? Sugestão para próxima capinha: gente, parece coisa de ditadura.

a possibilidade de tentar fugir do país e se livrar das amarras, no que é um plano muito arriscado.A solução suíça para irrigar terras semiáridas que desafia a gravidade Fim do Talvez também te interesse De acordo com a emissora CBS News, Gerrish era do Reino Unido e conheceu Chung em San Francisco antes de se mudar para a pequena cidade de Mariposa em 2020.À ESPERA DO NATAL - Compras: crescimento esperado de 60% em dezembro - Andre Coelho/Getty Images Publicidade Publicidade A campanha de vacinação segue impactando de maneira positiva os números da Covid-19 no Brasil.Da Redação 23/10/21 - 10h38 - Atualizado em 23/10/21 - 10h44 A Polícia Civil de Minas Gerais apura a morte de uma bebê de seis meses na última quinta-feira (22) em Governador Valadares, no Rio Doce.

Ele se mostra mais decidido que ela. Essa fuga do entorno familiar é considerada um crime moral não tipificado nas leis afegãs, mas castigado através da aplicação da jurisprudência mais rigorosa que a Constituição do país permite nestes casos. O Gabinete do Xerife do Condado de Mariposa tem trabalhado com o FBI, pesquisadores ambientais e toxicologistas para determinar o que matou a família. A legislação afegã considera também delito a zina , as relações sexuais entre pessoas não casadas entre si. De lá para cá, além dos 16 dias em queda, em 11 a curva de vítimas fatais se manteve estável. Por isso, Leila e Ehsan podem ser também processados e punidos. O FBI ainda está tentando acessar o telefone celular de Gerrish, disse o xerife Jeremy Briese do condado de Mariposa aos repórteres. “Os chamados crimes de honra, incluído o homicídio, são um grave problema no Afeganistão. O corpo da bebê foi levado para o Instituto Médico-Legal onde vai passar por exames para se identificar as reais causas da morte.

E corre o risco de piorar com o Talibã de novo no comando, devido às suas políticas e atitudes misóginas e porque o sistema para reagir à violência de gênero foi destruído pelo Talibã”, comenta Heather Barr, diretora associada da área de mulheres da HRW, com experiência como pesquisadora no Afeganistão. As preocupações com a qualidade da água no rio Merced, próximo à área, levaram à especulação de que uma proliferação de algas poderia tê-los matado, mas as autoridades dizem que não há evidências de que a família tenha bebido a água do rio.502 novos brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus, fazendo com que a média móvel de diagnósticos atinja o valor de 12. No novo gabinete do Governo afegão, o Ministério da Mulher, supostamente encarregado de protegê-las, foi substituído pela pasta da Promoção da Virtude e Combate ao Vício, uma espécie de polícia da moral. Vista de uma das colinas de Cabul ao entardecer. Já assistiu aos nossos novos vídeos no. Luis De Vega Hernández O clandestino namoro entre Leila e Ehsan sofreu um terremoto quando a família da moça anunciou que já escolheu um noivo para ela. O cálculo de médias móveis feito pelo levantamento de VEJA consiste em somar todos os registros dos últimos sete dias e dividir o total por sete. O casamento foi marcado para daqui a seis meses, com um homem que ela não escolheu e por quem não está apaixonada.

Alguns depoimentos colhidos nas últimas semanas no Afeganistão confirmam que os casamentos arranjados não são um resquício do passado nem se circunscrevem exclusivamente a zonas remotas do país. Nem sequer estão vinculados ao rigor fundamentalista do Talibã. Com. Alguns universitários reconhecem entre risos que se casaram sem pestanejar com a mulher que sua família pôs na frente deles. Algumas garotas expressaram o desejo de se livrar dessa imposição . Leila e Ehsan têm meio ano pela frente para tentar impedir o arranjo matrimonial de se concretizar.

Mas, conscientes de que o vento sopra contra eles, há quatro semanas ela se submeteu a uma cirurgia clandestina de reconstrução do hímen. Não chegar virgem ao casamento seria não só uma desonra para as duas famílias, como motivo potencial para marginalizá-la ou até mesmo pôr sua vida em grave perigo. Ela mesma, pouco loquaz, simula o gesto de cortar o pescoço. Os exames de virgindade continuam sendo frequentes no Afeganistão, a pedido tanto das autoridades como das próprias famílias, afirma Heather Barr, da HRW. “ Quero ajudar as garotas a terem uma vida livre e alegre .

Nascemos para vivermos livres, este é o nosso direito”, defende Shakila, de 30 anos, a médica que operou Leila. “Por isso para mim é tão importante restaurar o hímen de todas elas. Temos uma religião que proíbe uma garota de manter relações sem ter se casado. E quem não se casa tem que estar com seu hímen intacto”, acrescenta, sem esconder que vive aterrada com a possibilidade de ser descoberta. Nem o marido dela —com quem diz ter se casado por livre escolha e viver contente— sabe do que ela faz.

“Ele me mataria”, conclui. Shakila, que trabalha num hospital privado onde nem imaginam sua vida dupla, define-se como “médica e feminista” . Calcula que já fez mais de 70 reconstruções de hímen em sete anos, desde antes mesmo de se formar. Faz o procedimento dentro das casas, com anestesia local e seu próprio instrumental. Afirma ser uma intervenção “simples” e sem “nenhum risco”.

Mais do que comentar as duvidosas condições em que realiza seu trabalho, prefere centrar seu discurso na mola que move seu ativismo. “Se você não tiver o hímen quando se casar, pode ser morta”, adverte. Diz que o preço de cada intervenção beira os 500 dólares (cerca de 2.850 reais), mas nem sempre consegue recebê-los, porque a maioria das pessoas que a procuram —90%, calcula— é de classe média ou baixa. As mulheres costumam chegar até ela pelo boca a boca ou, às vezes, acrescenta, é procurada pelos próprios pais da jovem, sobretudo após casos de estupro.

Uma mulher escolhe tecidos para comprar numa banca na estrada que leva de Jalalabad a Cabul. Luis De Vega Hernández .