PMs que pisaram em pescoço de mulher negra para imobilizá-la se tornam réus na Justiça Militar em SP; veja vídeo da agressão

PMs que pisaram em pescoço de mulher negra para imobilizá-la se tornam réus na Justiça Militar em SP #G1

18/06/2021 02:50:00

PMs que pisaram em pescoço de mulher negra para imobilizá-la se tornam réus na Justiça Militar em SP G1

Caso foi em maio de 2020 durante fiscalização a bares que funcionavam irregularmente durante pandemia na Zona Sul da capital. Ministério Público acusou dois policiais militares por lesão corporal grave, abuso de autoridade, falsidade ideológica e inobservância de regulamento. Primeira audiência será em 12 de julho.

Os dois policiais militares que participaram de uma abordagem que imobilizou uma mulher negra pisando no pescoço dela em 30 de maio de 2020 se tornaram réus nesta quinta-feira (17) pela Justiça Militar para responderem a quatro crimes pela agressão (relembre o caso no vídeo abaixo).

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A Justiça Militar aceitou a denúncia, que foi feita em 9 de junho deste ano pelo Ministério Público (MP). A primeira audiência foi marcada pra 12 de julho, com o início de instrução com testemunhas arroladas pelo MP e a presença dos acusados.

Os dois agentes da Polícia Militar (PM) respondem aos crimes em liberdade. A Promotoria Militar acusou João Paulo Servato e Ricardo de Morais Lopes por lesão corporal grave, abuso de autoridade, falsidade ideológica e inobservância de regulamento. Eles estão afastados das atividades de rua, trabalhando internamente na corporação. headtopics.com

O caso foi revelado pelo Fantástico, da TV Globo, em 12 de julho do ano passado, quando o programa divulgou um vídeo, gravado por uma testemunha, que mostra o momento em que um dos agentes da Polícia Militar (PM) pisa no pescoço da comerciante de 51 anos, em frente a seu bar, em Parelheiros, Zona Sul da capital.

Os policiais alegaram que fiscalizavam bares que funcionavam irregularmente durante a pandemia de coronavírus na cidade quando foram atacados com uma barra de ferro e se defenderam. Em entrevista à época ao Fantástico, a mulher negou. Ela não quis se identificar por medo de represálias.

""Achei que iria ser morta como ele [George Floyd]. Eu estava no chão e lembrava daquela cena dele. Achei que iria morrer ali", disse a mulher, naquela ocasião, ao programa Encontro, também da TV Globo, lembrando do caso do norte-americano negro morto por policiais durante uma abordagem em maio de 2020.

As imagens mostram que ela foi algemada e arrastada pela rua até a calçada, onde um dos PMs colocou o joelho direito no seu pescoço e o joelho esquerdo em suas costelas. A comerciante falou ainda que teve a perna fraturada por causa da violenta ação policial e precisou passar por uma cirurgia. headtopics.com

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"Eu cheguei a desmaiar quatro vezes", disse ela ao Fantástico. 12 min PM filmado pisando no pescoço de uma mulher negra em SP é indiciadoDefesaO advogado João Carlos Campanini, que defende os dois PMs, afirmou ao G1 que ainda não havia sido notificado do andamento processual do caso na Justiça Militar. E que tão logo tomasse conhecimento, se pronunciaria. Até a última atualização desta reportagem ele não havia retornado o contato.

Em outras entrevistas, o advogado havia dito que seus clientes "agiram dentro da legalidade, no estrito cumprimento do dever legal e exercício regular do direito". O ato do policial militar de pisar no pescoço da mulher para imobilizá-la e as outras ações violentas vistas nas imagens não fazem parte do Procedimento Operacional Padrão (POP) da PM, segundo a própria corporação.

PMs defenderam ação 6 min 'Quanto mais me debatia, mais ele apertava a botina no meu pescoço', diz agredida por PMO policial militar João Paulo Servato, que aparece no vídeo gravado por um celular pisando no pescoço da mulher para imobilizá-la, já havia sido indiciado pela Polícia Civil por abuso de autoridade. Apesar disso, em 23 de julho de 2020, o caso foi encaminhado da Justiça comum para a Justiça Militar, onde deverá ser julgado.

"Ela estava sendo contida e levada até a calçada", disse Servato ao Fantástico, em julho do ano passado. Segundo ele, a comerciante havia agredido o outro PM, Ricardo de Morais Lopes, com uma barra de ferro. Servato ainda negou que tenha ocorrido excesso na abordagem para imobilizar a mulher. "Ali foi um meio necessário", alegou. headtopics.com

Os dois PMs chegaram a levar a mulher para uma delegacia, onde registraram um boletim de ocorrência contra a comerciante por desacato, lesão corporal, desobediência e resistência. A mulher chegou a dizer que ficou trancada numa sala fedida e escura no local. Só depois foi solta.

O que dizem os demais citadosPM pisa no pescoço de uma mulher negra de 51 anos para imobilizá-la — Foto: ReproduçãoO G1 não conseguiu localizar Felipe Pires Morandini, advogado da comerciante, para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem. Em outras oportunidades, Morandini havia se manifestado contrario à decisão de que o caso fosse analisado pela Justiça Militar. Ele defendia que fosse levado à Justiça comum para ser julgado como tentativa de assassinato.

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Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, na denúncia feita pela promotora Giovana Ortolano Guerreiro, há a informação de que a mulher "foi atacada ao tentar impedir a agressão contra dois homens praticada pelos policiais, que tinham sido acionados para atender uma ocorrência de funcionamento irregular de estabelecimento, com base na legislação vigente por conta da pandemia".

Ainda, de acordo com a acusação, a comerciante "foi lançada ao chão e pisada no pescoço por um dos denunciados, conforme registrado em vídeo". A comunicação do MP informou ainda que, "na delegacia, os policiais apresentaram uma versão dos fatos segundo a qual teriam sido agredidos com barra de ferro, socos e chutes por populares. Eles foram desmentidos após a oitiva de testemunhas e análise das imagens".

Para a promotora, os PMs "inseriram e fizeram inserir declaração falsa e diversa da que devia ser escrita, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, atentando contra a administração e o serviço militar".

Representação contra o governo de SPGovernador João Doria visitou a cidade de Suzano na tarde deste sábado. — Foto: Kriss Oliveira/TV DiárioO movimento Coalizão Negra por Direitos (CND), formado por 150 organizações e movimentos negros do país, ingressou em julho do ano passado com uma representação contra a Polícia Militar de São Paulo e o governador João Doria (PSDB) na Organização dos Estados Americanos (OEA), exigindo providências no caso da comerciante negra que teve o pescoço pisado por um PM.

“Os policiais militares que agrediram uma mulher em Parelheiros, na capital de SP, já foram afastados e responderão a inquérito. As cenas exibidas no Fantástico causam repulsa. Inaceitável a conduta de violência desnecessária de alguns policiais. Não honram a qualidade da PM de SP”, afirmou Doria em um post publicado nas redes sociais em 13 de julho de 2020.

VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana Consulte Mais informação: G1 »

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Podcast explica quem são o Legião Urbana da Rússia, o Roberto Carlos da China, o Alok francês e mais 32 artistas. Curadoria é do projeto Invasões Bárbaras, da rádio UFMG Educativa.

Mulher ou pessoa com vagina? Vão ser absolvidos se depender dessa justiça militar Vai dar em nada, são ratos julgando ratos, a PM é inútil podre e corrupta. Tinham que serem julgados pela justiça comum, não militar. O crime foi praticado contra civil, em via pública, não dentro de repartição militar. Tá virando guerra racial…. Branca preta…. Pauta comunista

É a mesma que tava em praça pública caminhando no loquidau Aquela mulher branca vcs não falaram né? Nunca vi uma punição real dentro dessa instituição... os servidores cometem as maiores barbares contra a dignidade Humana e no máximo são premiados com uma função administrativa Sério? Só agora? Achei que já estavam presos.

Sempre nós negros... Infelizmente isso só virou notícia porque logo eles estão por ai passeando e fazendo tudo isso ou até pior nosso Brasil não existe mais muito triste essa lei que não se cumpri. Ah! Mas por que? Essa prática é tão comum para a polícia. Se condenados, além da expulsão da corporação, eles deveriam cumprir sentença, em um presídio comum, junto com criminosos comuns. Seria um excelente exemplo para os demais policiais dessa qualidade no Brasil.

Grande dia 👍🏿 Disney Plus Apple Music Neymar EsseDiaFoiSoda Firmino EliminacaoPowerCouple CORRE OUVIR MORENA ExNaMTV Ortega MestreDoSabor jessi Naka fofoca DoomAtYourServiceEp12 MyRoommateIsAGumihoEp7 Essa imagem representa perfeitamente como a sociedade, as instituições de Estado, tratam o negro no Brasil.

Prisão é pouco V A G A B U N D O S limalblue Vão ser ' afastados temporariamente das funções ' 🤡 Que a justiça seja feita Justiça militar 🤣🤣🤣🤣