O que se sabe sobre a Sputnik V, a vacina russa que tem efetividade de 97,6%, de acordo com novo estudo - BBC News Brasil

Sputnik V: o que se sabe sobre a vacina russa que tem efetividade de 97,6%, de acordo com novo estudo

20/04/2021 02:39:00

Sputnik V: o que se sabe sobre a vacina russa que tem efetividade de 97,6%, de acordo com novo estudo

Imunizante já foi autorizado em 62 países, segundo o instituto Gamaleya, responsável por seu desenvolvimento, mas ainda não foi aprovado pela Anvisa no Brasil, onde governo federal, Estados e municípios negociam milhões de doses.

Fim do Talvez também te interesseNo Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando um pedido de uso emergencial da Sputnik V feito pela farmacêutica União Química, que fechou um acordo com o Gamaleya para fabricação e distribuição da vacina russa localmente.

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Dezenas de milhões de doses já foram compradas pelo governo federal, Estados e municípios do país, que agora aguardam o aval da agência para começar a aplica-la.Entenda a seguir o que se sabe sobre esse imunizante até o momento.

O que apontaram os testes feitos na Rússia?Crédito,Legenda da foto,Sputnik V foi registrada na Rússia antes mesmo de ter eficácia comprovada em testesAs duas primeiras fases dos estudos clínicos da Sputnik V começaram na Rússia no final de junho, quando foi investigado se a vacina, que é aplicada em duas doses com diferença de 21 dias entre elas, é segura e leva à produção de anticorpos. Cada fase teve 38 participantes. headtopics.com

Publicados no periódico The Lancet, os resultados apontaram que só foram registrados eventos adversos leves e nenhum grave, e que todos os participantes desenvolveram uma resposta imunológica capaz de combater o coronavírus e impedir a infecção por ele.

A Sputnik V foi aprovada nesses testes e partiu para a terceira e última etapa do estudo, para verificar se ela realmente conseguiria proteger contra a covid-19.Os resultados preliminares desta fase forampublicados no The Lancetem 2 de fevereiro e revelam uma taxa de eficácia de 91,6%. A eficácia contra casos moderados e graves da doença foi de 100%.

A pesquisa, feita com 20 mil voluntários, continua em andamento para avaliar a proteção ou possíveis efeitos colaterais em longo prazo. O objetivo é chegar a 40 mil participantes.Outra importante observação do artigo publicado no The Lancet foi o fato de a Sputnik V ter funcionado bem em indivíduos acima dos 60 anos. Na análise de um subgrupo de 2 mil idosos, a eficácia também ficou na casa dos 91%.

Agora,um estudo realizado com 3,8 milhões de pessoasque já tomaram duas doses da vacina, entre 5 de dezembro e 31 de março, apontaram uma efetividade de 97,6%.Desse grupo, 0,027% foram infectados pelo novo coronavírus a partir de 35 após a data da aplicação da primeira dose. O índice foi de 1,1% entre adultos que não foram vacinados. headtopics.com

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A pesquisa ainda não foi publicada, mas isso será feito em maio, de acordo com o Gamaleya.Como funciona a Sputnik V?Crédito,Legenda da foto,Vacina russa usa a mesma tecnologia do imunizante de OxfordEssa vacina usa uma tecnologia conhecida como vetor viral não replicante, que já é pesquisada há décadas pela indústria farmacêutica e é a mesma da vacina de Oxford.

Esse tipo de vacina usa outros vírus inofensivos para simular no organismo a presença de uma ameaça mais perigosa e que se deseja combater para gerar uma resposta imune.No caso da vacina russa, ela é feita com adenovírus que causam resfriados em humanos. Eles foram modificados para não serem capazes de se replicar depois que entram nas células humanas.

Os cientistas inseriram neles as instruções genéticas para a produção de uma proteína característica do novo coronavírus, a espícula.Uma vez injetados no organismo, eles entram nas células e fazem com que elas passem a produzir e exibir essa proteína em sua superfície.

Isso alerta o sistema imunológico, que aciona células de defesa e, desta forma, aprende a combater o Sars-CoV-2, o que protegerá uma pessoa se ela for infectada pelo vírus.Onde a vacina já foi aprovada?A Sputnik V tornou-se em 11 de agosto a primeira vacina a ser aprovada registrada no mundo por uma autoridade sanitária — no caso, a agência da própria Rússia — antes msmo de os testes de eficácia serem concluídos. headtopics.com

Desde então, o país imunizante já recebeu autorização de uso emergencial ou teve seu registro definitivo concedido em mais 61 países.São eles (em ordem alfabética): Angola, Antígua e Barbuda, Argélia, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Camarões, Cazaquistão, Congo, Djibouti, Egito, Emirados Árabes, Eslováquia, Filipinas, Gabão, Gana, Guatemala, Guiana, Guiné, Honduras, Hungria, Índia, Ilhas Maurício, Irã, Iraque, Jordânia, Laos, Líbano, Macedônia do Norte, Mali, Marrocos, México, Mianmar, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Namíbia, Nicarágua, Panamá, Palestina, Paquistão, Paraguai, Quênia, Quirguistão, República da Guiné, República do Congo, San Marino, São Vicente e Granadinas, Seicheles, Sérvia, Síria, Sri Lanka, Tunísia, Turcomenistão, Uzbequistão, Venezuela e Vietnã.

E no Brasil?Em março, um consórcio de nove governos do Nordeste anunciou a compra de 37 milhões de doses da Sputnik V, e o governo federal divulgou a aquisição de mais 10 milhões de doses.O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central, formado pelo Distrito Federal e os Estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins, também divulgou que negocia a compra de cerca de 30 milhões de doses.

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O Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras, que representa 2,5 mil municípios, divulgou a intenção de comprar 30 milhões de doses.Vários outros Estados e cidades também já disseram ter a intenção de comprar a vacina russa. Mas isso depende do aval da Anvisa.

A agência está analisando um segundo pedido de uso emergencial feito pela União Química. O primeiro havia sido entregue em janeiro, mas foi devolvido pela agência por não apresentar os requisitos mínimos para análise, e acabou sendo cancelado.

A empresa deu entrada em uma segunda solicitação em 26 de março. Uma vez feito o pedido de uso emergencial, a agência tem 30 para analisar a solicitação e emitir seu parecer. A Anvisa informa que um imunizante "precisa ter demonstrado um mínimo de 50% de eficácia, além de segurança bem estabelecida" para ser aprovado.

De acordo com osite da agência sobre o andamento destes pedidos, 15,48% da documentação necessária ainda não foi enviada e que 63,75% ainda precisa ser complementada. O restante já foi analisado ou está em análise.

Além do pedido de uso emergencial, 11 Estados (Acre, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe) pediram à Anvisa autorização para importar o imunizante.

Em uma reunião com os governadores no início de abril, a agência se comprometeu a buscar ativamente informações para avaliar o pedido de importação junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) e à Agência Europeia de Medicamentos (EMEA).

A Anvisa tem até 30 dias para analisar esse pedido. Se não o fizer, o autor da solicitação fica autorizado a importar e distribuir o imunizante. A decisão foi referente a um pedido do governo do Maranhão, feito em 29 de março.

A agência também enviou uma equipe à Rússia para inspecionar as fábricas da vacina russa, que não é um requisito para importação, mas é uma exigência para a autorização de uso emergencial feito pela União Química.

Anteriormente, a farmacêutica havia informado ter capacidade de fabricar e distribuir 150 milhões de doses do imunizante até dezembro de 2021. A empresa tem um acordo com o Gamaleya para transferência de tecnologia. Consulte Mais informação: BBC News Brasil »

Resumão diário #32: Quarta-feira, 5 de maio

Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro ex-ministro da Saúde a depor na CPI da Covid. Hoje seria a vez de Eduardo Pazuello, mas o depoimento foi adiado para o dia 19 de maio. Um rapaz de 18 anos assassinou 2 funcionárias e 3 crianças numa creche em Santa Catarina. E com 90,15% dos votos, Juliette é a grande campeã do BBB 21.

Que jairbolsonaro não comprou porque os americanos ORDENARAM que ele não comprasse ... Todos os bolsominions que agora pede vacina apoiaram o genocída quando ele disse que isto era uma gripezinha e que as vacinas faziam as pessoas.virar jacaré. Agora só pedem vacina para a gripezinha. Deviam ser os últimos a levar, cambada de FDP.

Sabe -se que o governo genocida não adquiriu. Sabemos que é a vacina que todos riram quando anunciada por Putin. Até Alex Kid deu risada. Quem ri por ultimo ri melhor. Eu sei que a Anvisa não aprovou o uso emergencial até agora e a cada dia que passa morrem 2 mil vidas. Sabe-se que não temos ela disponível para aplicação no povo brasileiro.

bora!!! E a Anvisa continua enrolando para liberá-la. Anvisa vai continuar pedindo documentos?

Sputnik V tem 97,6% de eficácia na prática, diz estudo russoPesquisadores na Rússia avaliaram 3,8 milhões de pessoas que receberam o imunizante; análise ainda não foi publicada em revista científica Então publique o estudo em uma revista cientista séria e mande todos os dados possíveis para uma agência de grande renome internacional fazer uma avaliação rigorosa; O problema é que o Putin não merece confiança alguma. Aqueles russos que amam mentir e viraram super humanos nas olimpíadas, totalmente 'naturais'? Não, Obgd. O vendedor sempre vai dizer que a sua vacina é a melhor, por isso a importância de uma Anvisa séria e independente.

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Após revolta de eslovacos contra Sputnik derrubar premiê, Europa se divide sobre vacina russa - Internacional - EstadãoTurbulência política é exemplo de como a diplomacia da vacina pode ter efeitos colaterais negativos para um país contemplado por ela Inter XeuleBot Inter A esquerdalha adora a Russia Inter Só tomo essa. Zigue Zigue Sputnik.