Naquela mesa | Coluna da Lucília

Memórias afetivas que permanecem por toda a vida

20/09/2020 05:00:00

Coluna da Lucília Diniz: Qualquer comida é melhor quando compartilhada.

Memórias afetivas que permanecem por toda a vida

Guardo na retina e na alma as cenas banais e marcantes dos jantares semanais de terça-feira em casa. Meus pais nas cabeceiras, os seis filhos entre eles. Minha mãe provavelmente não entenderia o sentido de “gluten free”. Portuguesa típica, gostava de um bom bacalhau e mergulhava o pão no vinho. Adorava ainda a água portuguesa Pedras Salgadas, bicarbonatada e naturalmente gaseificada, indicada por ela para “anular” alguns exageros à mesa. Minha mãe dizia ainda que água boa deve ser rica em minerais, e jamais purificada — que só serviria para expelir os minerais do nosso organismo. Mamãe também não queria saber se alguém não gostava de cebola ou maçã, como era o caso do Abilio, o mais velho dos seis irmãos. Embates passageiros sobre esses ingredientes, aliás, fazem parte do folclore familiar, da mesma maneira que a superstição de minha mãe, que se recusava a pôr treze pessoas na mesa (mas isso só seria um problema quando a nós se juntaram genros e noras). Diz o ditado popular que, para conhecer uma pessoa, é preciso antes comer um saco de sal com ela. Famílias que comem unidas batem a marca proverbial com folga.

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“Guardo na retina e na alma as cenas banais e marcantes dos jantares semanais de terça-feira em casa”Hoje, aqueles que podem ficar em casa estão tendo a oportunidade de resgatar um hábito — de ouvir e falar entre goles e garfadas — que emprestou leveza de espírito, inteligência e charme à própria civilização.

É inevitável que a mesa também nos faça sentir saudade daqueles que já não se sentam mais ao nosso lado. A cadeira vazia é uma metáfora pungente da partida de um ente querido. “Naquela mesa ele sentava sempre / E me dizia sempre o que é viver melhor”, diz o samba clássico que o filho de Jacob do Bandolim fez para o pai. Em meio à nostalgia vazada em tom menor, o que ficam, para mim, é o elogio do convívio e as boas lembranças, que logo se sobrepõem ao vácuo. Ficam ainda as histórias divertidas, os argumentos afiados, as lições pertinentes, o exemplo de vida. E fica também, como que embaçada nos vapores que sobem das travessas, a cena agitada e alegre embalada pelo tilintar de copos e talheres.

P.S.: a todos aqueles que perderam seus entes queridos pela Covid-19 neste ano tão difícil e doloroso eu dedico este artigo. Consulte Mais informação: VEJA »

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