'Não vamos pedir autorização para proteger população', diz governador do Pará sobre Bolsonaro e coronavírus

'Não vamos pedir autorização para proteger população', diz governador do Pará sobre Bolsonaro e coronavírus

3/26/2020

'Não vamos pedir autorização para proteger população', diz governador do Pará sobre Bolsonaro e coronavírus

Helder Barbalho afirma que pronunciamento do presidente não influenciará ação no estado, que segue OMS, ministério e 'quem entende de saúde pública'

PUBLICIDADE Um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticar em cadeia nacional de TV o fechamento de escolas, comércio e transporte em diversas regiões do país como forma de combater o avanço do novo coronavírus, nada mudou nos planos do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). "Estamos fazendo a nossa parte aqui. Nós não vamos nos apegar ao calendário de quem quer que seja, muito menos pedir autorização a quem quer que seja para cumprir com a nossa obrigação que é defender a população paraense", afirmou. No Estado, continuarão fechados, sob determinação do governo estadual, escolas, estradas e transporte fluvial, bares, restaurantes e casas de show. Na hierarquia de recomendações sobre como superar a crise, as palavras da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde valem mais para Barbalho que a do presidente da República. Jair Bolsonaro em pronunciamento em que criticou atos de alguns governadores Foto: Isac Nóbrega No sábado (21/03), Barbalho divulgou um vídeo em que criticava a demora na atuação do Planalto em propor soluções para a chegada da pandemia ao Brasil. Em entrevista à BBC News Brasil, concedida em meio à avalanche de críticas ao pronunciamento mais recente de Bolsonaro sobre a pandemia, Barbalho diz que a divergência tão extrema de orientações entre presidente e Ministério da Saúde não ajuda no combate ao coronavírus. Barbalho, que tem 40 anos e já foi ministro da Pesca e Aquicultura e ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos no governo Dilma Rousseff (PT), além de ministro da Integração Nacional no governo Michel Temer (MDB), enfatiza que, no Pará, a autoridade máxima do poder Executivo é ele. Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista: BBC News Brasil - O que acha do posicionamento do presidente Bolsonaro em relação ao coronavírus? Helder Barbalho - Olha, nós temos dialogado com o Ministério da Saúde de maneira muito frequente e intensa. Temos construído parcerias efetivas e vamos prosseguir nessa busca constante para viabilizar que o governo federal possa nos permitir que tenhamos. Estamos buscando todas as parcerias necessárias para proteger a nossa população. E o Ministério da Saúde é o nosso ponto focal junto ao governo federal. BBC News Brasil - A ponte tem sido mais o Ministério que o presidente? Barbalho - Nossa tratativa é com o ministro da Saúde e com a área de vigilância em saúde, que são os nossos interlocutores para que possamos fazer frente a estas ações que nós planejamos aqui no nosso protocolo de contingência que estamos colocando em prática aqui. Com relação à questão econômica nós assistimos o anúncio do presidente e do ministro da Economia [um pacote de R$ 88 bilhões para ajudar os Estados], achamos que é importante. Pará teve, até terça-feira, cinco casos confirmados do coronavírus Foto: MARCO SANTOS/FOTOS PUBLICAS BBC News Brasil - O senhor tem seguido as recomendações do Ministério da Saúde sobre as medidas e cuidados de isolamento social. Ontem (24/3), na TV, o presidente orientou com todas as letras que se abra o comércio, que se isolem apenas os idosos, e disse que vai falar com o ministro da Saúde para que se reverta parte dessas medidas. Vai acatar? Barbalho - Eu respeito e convivo muito bem com o contraditório. BBC News Brasil - Desculpe a interrupção, mas nesse caso é a União, o governo federal, falando com os Estados, é mais que uma opinião. BBC News Brasil - Eu respeito o contraditório, porém, como chefe do poder Executivo no território paraense, os procedimentos de orientação do governo do Estado do Pará estão absolutamente alinhados com a Organização Mundial da Saúde, alinhados com as orientações técnicas de todos aqueles que entendem de estratégia de saúde pública. Temos buscado estudar experiências de outros países que já enfrentaram esta crise, portanto no território paraense não haverá mudança de rota daquilo que tem sido colocado claramente por parte das autoridades locais. BBC News Brasil - Então, no tema coronavírus, a autoridade máxima não será o presidente da República. Barbalho - Nós estamos seguindo as orientações técnicas. Os agentes políticos devem assessorar-se dos técnicos para tomada de decisão. As orientações da OMS e as orientações dos técnicos do Ministério da Saúde colocam claramente qual é a estratégia correta a seguir, e é isso que nós vamos fazer. Respeitando quem pensa diferente, respeitando quem possa defender teses contrárias. Agora, da mesma forma que eu respeito o contraditório, não abro mão que respeitem o contraditório também. BBC News Brasil - De que cada Estado possa seguir sua decisão? Barbalho - Sem dúvida alguma. Coronavírus deixou as ruas vazias e fez as pessoas buscarem proteção ao sair de casa Foto: BUDA MENDES/GETTY IMAGES BBC News Brasil - O senhor acha que essa situação de cada Estado ter que montar seu plano e ouvir, mas não seguir a Presidência da República, atrapalha as estratégias? A população segue as orientações do presidente, quer voltar para a rua, romper o isolamento? Barbalho - Não ajuda. Não ajuda, é fato. Agora vamos medir qual o nível de repercussão, se isso será restrito a segmentos muito isolados. BBC News Brasil - Na semana passada o senhor reclamou que o governo federal estava demorando em reagir ao coronavírus. O senhor mantém essa avaliação? Barbalho - O que eu tenho colocado é de que cada um tem o seu tempo. Não devemos, inclusive, perder tempo fazendo avaliação do outro. Deve se focar em cada um fazer a sua parte e nós estamos fazendo a nossa parte aqui. Nós não vamos nos apegar ao calendário de quem quer que seja, muito menos pedir autorização a quem quer que seja para cumprir com a nossa obrigação que é defender a população paraense. BBC News Brasil - Que medidas o senhor considera mais fundamentais no Pará? Barbalho - Além das medidas de isolamento social, na região metropolitana (de Belém) nós fizemos uma estrutura no estádio de futebol para as pessoas que são moradores de rua, de maior vulnerabilidade social. Contratamos ontem 720 leitos que começam a ser levantados a partir da semana que vem em quatro hospitais de campanha espalhados, já que o Pará tem uma extensão territorial muito significativa. Teremos em Belém, outro no Oeste, outro no Marajó, e estamos adquirindo equipamentos de UTI para acréscimos de UTI na nossa rede. E no campo da área econômica, lançamos um fundo de microcrédito para microempreendedores, empreendedores individuais e trabalhadores informais. São R$ 100 milhões. E outra linha para capital de giro e folha de pagamento, para garantir que as pessoas não precisem demitir todo mundo. Antecipamos o salário dos servidores, todos começam a receber hoje até o dia 27 para dar uma injeção de recursos. Já havíamos, antes da Aneel, suspendido o corte de energia por 30 dias, desde a terça-feira da semana passada. E de água também. Compramos medicamentos ontem, novas máquinas para ampliar a testagem no laboratório central. Eram 40, vamos chegar na segunda-feira para até 120 testes. BBC News Brasil - Qual a importância dos recursos federais para essas medidas? Barbalho - Fundamental. Todas as ações que estamos fazendo demandam custeio e investimentos. Se você vai comprar um conjunto de equipamentos, você tem que pagar. Inclusive o mercado está tão aquecido que se não antecipar 30%, 40%, você não assina contrato. Da mesma forma, por exemplo, os leitos. Tivemos que antecipar também 30%, senão não saem as carretas de São Paulo para vir montar os leitos. Além dos recursos é fundamental que o Ministério da Saúde possa garantir o funcionamento dos EPIs (equipamentos de proteção individual) para que os trabalhadores da área da saúde tenham condições de trabalho. E que possam ajudar na distribuição de medicamentos. É muito importante que o teste rápido seja distribuído, que possa verificar e validar os sintomas desde o primeiro dia. E não esse outro modelo de teste rápido que só valida a partir do sétimo dia do vírus. Aí você corre o risco de mascarar o resultado, e até estimular as pessoas negativadas a pensar que estão bem, quando na verdade só não foram positivadas porque o vírus ainda não cumpriu o ciclo dos sete dias. BBC News Brasil - E os efeitos econômicos? O Pará tem muitos trabalhadores informais. PUBLICIDADE Barbalho - Me preocupa profundamente. As iniciativas lançadas pelo governo federal são importantes, eu recomendei que eles possam adicionar a isso a possibilidade de facilitar, inclusive, para que os próprios Estados tenham acesso aos fundos constitucionais. E defendo o raciocínio do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, que estimula que o governo federal possa criar uma transferência de renda excepcional neste momento e que possa garantir um seguro para as populações mais sofridas do Brasil. BBC News Brasil - O coronavírus cria uma expectativa de recessão global, impactos tanto em mortes como depressão econômica. Que riscos vê para o Pará, se o combate não for bem administrado? Barbalho - Não há risco maior do que perder vidas. Esse é, seguramente, nosso maior desafio, é proteger as pessoas. Garantir que o Brasil possa atravessar esse momento sem que assistamos aqui exemplos como a quantidade de pessoas que vieram a óbito, seja na Itália, seja na China, nos EUA, e outros tantos países. O principal nesse momento é que consigamos salvar a população. Em paralelo a isso que sejamos capazes de diminuir o sofrimento e as consequências econômicas que a população está vivendo. Por isso a busca pelo combate do único inimigo que esse país deve ter, que é o coronavírus, deve ser o que nos pauta neste momento. BBC News Brasil - O senhor está mais otimista ou mais preocupado? Barbalho - Todos nós devemos estar preocupados, (é preciso) agir e tranquilizar a população. E liderar, de maneira leal, o enfrentamento desse desafio que está posto. Escolha as edições de sua preferência: Diárias Consulte Mais informação: Época

É, mas quando precisar pagar a conta pelo desemprego, empresas fechadas e recessão vai pedir pra quem? Para o Governo Federal. O boso não tem moral com ninguém. Pessoal só lembrando a emissora globo no para é da família barbalho viu ? Revista época só não quebrou ainda porque tá mamando nessa teta ai O Brasil conhece a fama da familia barbalho não precisa nem comentar

Está certíssimo helderbarbalho, pela verticalidade, coragem, tenacidade, destemor. 👏 Deus Pai o abençoe, e ti guarde, você e tua família! Até porque no Estado do Pará a população se sente bem protegida... E tá certinho!!!👏🏼👏🏼 Família de corruptos do Pará, fui lá em julho do ano passado, mais uma vez na gestão dessa família lugares como o vero-peso está as miguas de novo, está horrível! A cidade não está cuidada! A BR 316 está uma porcaria, buracos e remendos, agora esse aí vem falar q proteje o povo!

Hereditariedade

Não vamos pedir autorização para proteger população, diz governador do Pará sobre Bolsonaro e coronavírusEm entrevista à bbcbrasil, o governador do Pará, Helder Barbalho, diz que o pronunciamento de Bolsonaro não influenciará a ação de combate ao coronavírus no Estado, que segue OMS, ministério e 'quem entende de saúde pública'. Ele é governador ou secretário de saúde? E as outras áreas Filho do Jader Barbalho? Precisa dizer algo? OBrasilNaoPodeParar BolsonaroTemRazao Depois vai pedir dinheiro para a União!!! Não vai ter o Brasil vai quebrar..governador esperto.. helderbarbalho e ta errado?

Ele é oriundo de DNA corrupto. O que diz não vale de nada. Smileyf79302663 vish Claro, quando quebrar o estado vai culpar a união kkkkkkkkkkkkkkkkk Quero ver quando a comida acabar. Sinto tanto orgulho em ter o helderbarbalho como governador! Estamos com você para vencer a batalha contra o COVID19 conte conosco pra tudo o que precisar!

aleandropereira O mais engraçado é ver o tanto de acefalo defendendo o MITO. Seguindo os passos do pai, sempre fora da lei. BolsonaroTemRazao Certo !!! Fada sensata! E bonita

Helder Barbalho: ‘Governador não deve pedir licença para o governo federal para agir’ - Política - EstadãoGovernador do Pará diz que, em um momento extraordinário como o atual, os chefes dos Estados devem agir e não perder tempo com disputas políticas Politica Principalmente quando o Presidente é um verme Politica Politica Filho de Ladrão, ladrão é

Quero ver quando acabar tudo que tem na geladeira. 17 Por isso que cairão. Não tem apoio popular. Os gripados irão derrubar os governadores e prefeitos. Hauahauahauahuahauaa Vagabundo igual ao pai... Demagogo e corrupto! Depois não venha jogar a culpa das suas ações na conta do Executivo federal! Proteger ou matar de fome.

Gente, peguem exemplo de outros governadores, esse daí nunca protegeu o paraense antes do Covid19, vai proteger agora? Por favor. tudo que precisa sobre este senhor chamado helderbarbalho Fica e casa quero ver as contas fecha os mercados os açougue quero ver comer acaba com os empregos

Se Bolsonaro não recuar, Congresso derrubará restrições à Lei de AcessoUma blitz matinal das principais lideranças da Câmara e do Senado mostra que, se Jair Bolsonaro não recuar pelo segundo dia consecutivo de uma Medida brpolitico Tomara brpolitico Mala. Aproveitou a situação pra ser mais obscuro ainda. brpolitico fundopartidarioparacombatercovid19 . 🙏🏾Vamos elevar está hastag 🙏🏾.

FILHO DO JADER BARBALHO! PORQUE NÃO COLOCAM O NOME DELE? TEM MEDO? O futuro próximo, os irresponsável dos governadores. O corporativismo do jornalismo militante quer o caos! BolsonaroTemRazao

Após fala de Bolsonaro, Gilmar diz que ‘crise não sustenta o luxo da insensatez’Ministro do STF voltou a pedir que as pessoas fiquem em casa, por meio de seu Twitter, pouco mais de uma hora após a declaração do E o luco do STF, sustenda bando de fdp? E o LUXO dos ministros semi deuses? E a lagosta da 'suprema corte'? Esse boca de sapo perdeu totalmente o senso de proporção. Se Maia não aceitar o pedido de impeachment de Bolsonaro vai ficar feio quando interditarem ele. Vai mostra medi e fraqueza.

'Se Bolsonaro não calar estará preparando o fim', diz FHC sobre pronunciamento - Política - EstadãoPara tucano, atual presidente passa dos limites ao opor-se a orientações de infectologistas magicjpca A corucaca saiu do toco, impressionante. FimDoBolsonaro decreta o boca de caçapa.

Após fala de Bolsonaro, Gilmar diz que 'crise não sustenta o luxo da insensatez' - ISTOÉ IndependenteO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes voltou a pedir que os brasileiros fiquem em casa, na noite desta terça-feira, 24, pouco mais de uma hora após o pronunciamento no qual o presidente Jair Bolsonaro, em rede nacional, criticou o fechamento de escolas e voltou a falar em histeria. “A pandemia do covid19 … Só se for comendo lagosta e bebendo champagne que nem ele! BolsonaroTemRazao Isso não passa de um vagabundo, solta bandido e quer prender trabalhador! BolsonaroTemRazao



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