Jamil Chade - Mordaça: Jogadores da Alemanha entram para história do esporte

23/11/2022 16:30:00

Jamil Chade: Mordaça: Jogadores da Alemanha entram para história do esporte

Jamil Chade: Mordaça: Jogadores da Alemanha entram para história do esporte

Num gesto simples e poderoso, os jogadores da Alemanha entraram nesta quarta-feira para a história do esporte. Ao cobrirem suas bocas no momento de fazer a foto oficial da estreia na Copa do Mundo, o time tetracampeão driblou de maneira inteligente a |

https://noticias.Luiz Inácio Lula da Silva (PT), negocia a ampliação do Fundo da Amazônia para incluir novos países doadores, pelo menos no primeiro ano do mandato que começa em 2023.https://noticias.https://noticias.

uol.com.Brasil e Noruega criaram o maior fundo de cooperação internacional durante o primeiro governo Lula, com mais de US$ 1 bilhão e administrado pelo BNDES e instituições em Oslo.br/colunas/jamil-chade/ Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra.br/colunas/jamil-chade/ Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra.Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros.Mas, em 2019, o governo de colocou novas exigências que acabaram levando a Noruega e a Alemanha a encerrar a transferência de recursos.Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti.Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti.

Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.Mas a reportagem apurou que Marina Silva conversou com John Kerry, enviado do governo de Joe Biden , sobre a possibilidade de os EUA se uniram ao Fundo da Amazônia, ainda que sejam em um valor relativamente modesto.Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.Colunista do UOL Receba os novos posts desta coluna no seu e-mail Email inválido Cadastrar Num gesto simples e poderoso, os jogadores da Alemanha entraram nesta quarta-feira para a história do esporte.Ao cobrirem suas bocas no momento de fazer a foto oficial da estreia na Copa do Mundo, o time tetracampeão driblou de maneira inteligente a Durante a atual Copa, certas brechas foram permitidas para que torcedores pudessem fazer gestos políticos.Marina Silva ainda fez a mesma proposta para o governo do Reino Unido e para as autoridades do Canadá.Mas sempre de maneira controlada e com fronteiras bem estabelecidas.Colunistas do UOL O motivo é tão simples como poderoso: em apenas 20 anos, o Qatar comprou seu lugar no mundo e se transformou num dos principais atores econômicos em diversos setores.Quem cruza essa linha é imediatamente silenciado.Outra linha de atuação será com a filantropia.Nenhum argumento cultural ou religioso justifica a privação de dignidade de uma pessoa.

Colunistas do UOL Ao longo dos anos, vimos como o monopólio do uso político do esporte está nas mãos dos políticos e de seus dirigentes cúmplices.Aos demais, a lei estabelece a mordaça, um ato político.Para 2023, o governo eleito quer organizar a viagem de uma missão desses empresários para que conheçam a realidade da Amazônia.O motor da transformação foi o gás, que catapultou o Qatar a uma nova situação.Com o argumento de se evitar a política no esporte, instituições e suas leis garantem que apenas quem está no poder possa politizar o esporte, o torcedor e a emoção.De forma consciente ou não, quem defende que atletas e torcedores não se manifestem politicamente está simplesmente prestando um enorme serviço para perpetuar essa manipulação.A proposta do novo governo é ainda de que parte dos recursos seja destinado para órgãos específicos, que nos últimos quatro anos foram esvaziados e viram seus orçamentos desaparecer.E sufocar qualquer grito de cidadania.Hoje, os ativos de um dos maiores fundos soberanos do mundo são superiores ao PIB de mais de 160 países pelo mundo.

Quando um atleta se cala, portanto, o que está em jogo é a liberdade.Na avaliação da equipe de transição, o dinheiro internacional poderia ser fundamental para compensar pela queda de recursos destinados ao combate ao desmatamento nos últimos anos e para equilibrar o corte ainda maior planejado para o orçamento de 2023.Ao longo da história, foram vários os exemplos dessa situação.Stalin, por exemplo, tinha medo do Spartak.De acordo com a entidade, pelo segundo ano consecutivo, não há recursos previstos para Monitoramento da Cobertura da Terra e do Risco de Queimadas e Incêndios Florestais, realizado pelo INPE,"órgão de excelência e referência internacional, que foi amplamente atacado e desmontado nos últimos anos".Alguns dos prédios mais icônicos de Londres também estão nas mãos dos Qatar, entre eles Canary Wharf, HSBC Tower e The Shard.Ele sabia que, naquelas arquibancadas, o grito não era apenas de gol.Os nazistas, anos depois, temeram o Dínamo Kiev.Essa é uma posição radicalmente diferente do tom usado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que insistia em afastar qualquer participação estrangeira e desmontou os mecanismos de cooperação Lula, porém, deixa claro que qualquer iniciativa estrangeira não poderá significar qualquer ameaça à soberania e que caberá ao Brasil pilotar o mecanismo.

Eles sabiam que uma vitória não era apenas por um troféu.Os presentes dados pelo Qatar aos parlamentares britânicos em apenas doze meses antes da Copa chegaram a 251 mil libras esterlinas (R$ 1,6 milhão).Nos anos 50, os argelinos formaram uma seleção clandestina.Os franceses tentaram impedir a fuga dos jogadores que se uniram ao time.Não temiam serem derrotados em campo.O país também controla 20% do aeroporto de Heathrow e um quinto da British Airways.Mas nas trincheiras.

Em jogo, em todos esses casos, estava a liberdade.Em 1978, em plena ditadura argentina, o general Videla iria cumprir uma tradição da histórica das Copas.Um terço do valor estaria na Europa.Receberia os finalistas: o time de casa e os holandeses.Os anfitriões não tiveram escolha e estavam la.Já os europeus optaram por não aparecer, num ato político de protesto.Em menos de 20 anos, o país do Golfo usou seus recursos para comprar importantes parcelas de tradicionais empresas ocidentais, entre elas a Volkswagen e a Porsche.

Joseph Blatter me conta que Videla ficou furioso e João Havelange, ofendido diante da postura do time europeu, decidiu que tais encontros não deveriam mais ocorrer para não criar saia justa aos ditadores.Hipócrita, o futebol martela desde então que esporte e política não se misturam, enquanto regras proliferam limitando o espaço cívico para fora dos estádios.A ideia ganhou outros esportes e foi importada pelo COI aos seus eventos.A gigante Miramax Studios também passou para as mãos do emir, enquanto o QIA chegou a ter investimentos no Uber.Mas, curiosamente, essa é uma regra que vale apenas para dois grupos: esportistas e torcedores.Para os políticos e dirigentes esportivos, as leis são solenemente pisoteadas.

Havelange continuou visitando ditadores africanos, sendo recebido por Pinochet, regimes autoritários no Oriente Médio.Além de investir no exterior, outra medida foi a de passar a ser um dos maiores compradores de armas do Ocidente.Ele não foi o único.A CBF não viu qualquer problema quando alugou a seleção em 2010 para que Robert Mugabe aparecesse em todos os jornais do país ao lado de Kaká.No mundo olímpico, a repressão chinesa jamais preocupou o COI em 2008.Entre 2012 e 2016, após a Copa do Mundo ser designada para o Qatar, dados da entidade sueca Sipri indicou que o país do golfo aumentou em 282% a importação de armas.Ou em Sochi em 2014.

Os Jogos Europeus em Minsk em 2019 pareciam ignorar Aleksandr Lukashenko.Tampouco parecia ser um problema que Ilham Heydar Aliyev, presidente do Azerbaijão, fosse também o presidente do Comitê Olímpico de seu país, uma"tradição" em diversos outros países onde sobra propaganda e falta democracia.Não se pode fazer um gesto de defesa dos direitos humanos durante um evento esportivo.Mas se permite que aquele mesmo torneio seja manipulado para abafar crimes e abusos.Não se permite levantar o uniforme para mostrar uma mensagem de apoio à democracia ou ao movimento LGBT.

Mas se premia regimes autoritários no Qatar e em tantos outros lugares com a concessão de direitos de sediar grandes eventos.Por alguns dias, aqueles líderes ilegítimos ganham uma chancela de legitimidade, entregam medalhas e sorriem para o mundo.Ou seria um deboche? ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL As mais lidas agora.

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