Já era hora de alguém dizer “não” | Ricardo Rangel

Como os ministros aceitam tudo, coube à turma do segundo escalão dizer 'basta'

22/10/2021 01:25:00

Ricardo Rangel: Como os ministros aceitam tudo, coube à turma do segundo escalão dizer 'basta' (via rprangel)

Como os ministros aceitam tudo, coube à turma do segundo escalão dizer 'basta'

Como os ministros aceitam tudo, coube à turma do segundo escalão dizer "basta"PorRicardo RangelAtualizado em 21 out 2021, 19h08 - Publicado em 21 out 2021, 19h07Bruno Funchal, secretário especial do Tesouro e Orçamento, e mais quatro se demitiram em protesto contra os desmandos de Jair Bolsonaro Antonio Cruz/Agência Brasil

Ladrão que agrediu homem dentro de casa foi espancado até a morte após crime em MS

PublicidadePublicidadeUma das coisas mais impressionantes em Jair Bolsonaro sempre foi sua assombrosa capacidade de fazer as maiores barbaridades e maluquices e todo mundo abaixar a cabeça.O sangue de barata não se restringe a oportunistas como Pedro Guimarães ou debilóides como Eduardo Pazuello. Não. Abrange pessoas experientes, maduras, em tese respeitáveis, com a cabeça no lugar.

Oficiais generais de quatro estrelas; um economista respeitado e bem sucedido como Paulo Guedes; um cardiologista renomado, ex-presidente da SBC, como Marcelo Queiroga; o chanceler Carlos Alberto França; a ministra Tereza Cristina; e tantos outros, todos lustrando os coturnos do capitão. headtopics.com

Com a exceção, que confirma a regra, do ex-ministro Mandetta, até agora ninguém tinha ousado dizer “não” a Jair Bolsonaro.Pois o presidente acaba de ouvir um “não” rotundo, sonoro, definitivo. E não foi de nenhum ministro. Foi da garotada do segundo escalão.

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Pediram demissão, em protesto contra a irresponsabilidade fiscal, o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, todos do ministério da Economia.

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, aproveitou a deixa para ir embora também. Depois de uma longa lista de atos irresponsáveis em relação aos combustíveis, o auxílio que Bolsonaro prometeu aos caminhoneiros foi a gota de óleo que faltava para Coelho pedir o boné.

Já era hora de alguém mostrar um mínimo de fibra e coragem.

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