Ibovespa cede à pressão externa e cai em dia de tensão com Fed e Ucrânia

Ibovespa cede à pressão externa e cai em dia de tensão com Fed e Ucrânia

25/01/2022 00:40:00

Ibovespa cede à pressão externa e cai em dia de tensão com Fed e Ucrânia

Agentes financeiros vêm ampliando a demanda por ativos de proteção nos últimos dias

Após ajustes, a principal referência da bolsa brasileira terminou o dia em baixa de 0,92%, aos 107.937,11 pontos, após ter marcado 106.624 pontos na mínima intradiária, em queda de 2,12%. O volume financeiro negociado dentro do Ibovespa hoje foi de R$ 23,48 bilhões, acima da média diária observada em 2022, de R$ 21,79 bilhões.

Em Nova York, o S&P 500 fechou o pregão em alta de 0,28% mas, nas mínimas do dia, chegou a recuar 3,98%. O Dow Jones subiu 0,29%, enquanto o Nasdaq, após registrar tombo de 4,89% nos menores níveis da sessão, reverteu as perdas no fim da sessão e avançou 0,63%. Na Europa, o Stoxx 600 caiu 3,81%.

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O Ibovespa não resistiu a mais um dia de aversão generalizada a ativos de risco nos principais mercados acionários globais e encerrou o pregão em baixa, retornando à marca dos 107 mil pontos. Apesar da queda do mercado local, no entanto, a volatilidade dentro do índice foi menor do que a observada no exterior, onde as bolsas em Nova York chegaram a recuar perto de 4% nas mínimas do dia, antes de terem virado para o positivo no fim da sessão. Após ajustes, a principal referência da bolsa brasileira terminou o dia em baixa de 0,92%, aos 107.937,11 pontos, após ter marcado 106.624 pontos na mínima intradiária, em queda de 2,12%. O volume financeiro negociado dentro do Ibovespa hoje foi de R$ 23,48 bilhões, acima da média diária observada em 2022, de R$ 21,79 bilhões. Em Nova York, o S&P 500 fechou o pregão em alta de 0,28% mas, nas mínimas do dia, chegou a recuar 3,98%. O Dow Jones subiu 0,29%, enquanto o Nasdaq, após registrar tombo de 4,89% nos menores níveis da sessão, reverteu as perdas no fim da sessão e avançou 0,63%. Na Europa, o Stoxx 600 caiu 3,81%. Segundo profissionais do mercado, os agentes financeiros vêm ampliando a demanda por ativos de proteção nos últimos dias, em meio a tensões geopolíticas na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia e, especialmente, diante da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), que ocorre na quarta-feira. Além da queda nos rendimentos dos Treasuries de 10 anos, o índice de volatilidade do S&P 500, o VIX, disparou no pregão de hoje, chegando a subir 35% nas máximas do dia, para 38,98 pontos, maior patamar desde outubro de 2020. Com o alívio no fim do pregão, no entanto, o índice terminou o dia aos 29,90 pontos, em alta de 3,64%. De modo geral, a dinâmica na bolsa local tem se mostrado menos negativa do que no exterior. Após um ano de performance amplamente negativa do Ibovespa frente aos pares globais e com os temores relacionados à normalização da política monetária pelo Federal Reserve, investidores têm privilegiado ações de "Value". A estratégia consiste na busca de papéis de empresas já maduras e que são negociadas a preços baixos, que são tipicamente encontradas em setores como o financeiro e o ligado a materiais básicos, dois segmentos que têm elevada representatividade no Ibovespa. Tanto é que, enquanto o S&P 500 cai 7,47% em 2022, o Ibovespa sobe 2,97%. "A palavra da bolsa local em 2022 tem sido resiliência. Ano passado, [em comparação com as bolsas em Nova York] a gente caía mais e quando subia, subia menos. Na 'velha economia', temos boas empresas. Não temos uma Apple, mas quando os investidores buscam ações de 'Value', o Brasil tem um arcabouço muito maior ", afirma o chefe da mesa de renda variável do BTG Pactual digital, Jerson Zanlorenzi. ele pontua que a demanda elevada do investidor estrangeiro por ações locais, até o momento, é um reflexo dessa conjunção de fatores e ajuda o índice a apresentar um desempenho superior a de seus pares em mercados desenvolvidos. Nos primeiros 14 pregões de 2022 - todos em que há dados disponíveis - houve ingresso de recursos estrangeiros no mercado secundário à vista da B3 em montante que ultrapassa os R$ 18 bilhões em compras. "A boa notícia é que entramos neste ano com uma quantidade razoável de notícias ruins já incorporadas aos preços. Grande parte do Ibovespa responde pelas ações da Petrobras, da Vale e dos bancos, que são impulsionados por uma Selic mais alta. Então há um ambiente melhor para ações brasileiras nesse começo de ano", conclui o profissional. No pregão de hoje, não houve direção clara entre as blue chips - empresas mais negociadas da B3. Os papéis da Vale ON caíram 1,22%, em meio à realização de lucros em empresas de commodities metálicas, enquanto Petrobras ON e PN subiram 0,17% e 0,57%, respectivamente. Itaú PN perdeu 0,13%, mas Bradesco PN subiu 2,11%. As ações do Banco do Brasil ON avançaram 0,48% e da Ambev ON tiveram alta de 0,07%. Na ponta negativa do dia, os papéis de 'Growth' voltaram a ser duramente penalizados pelos investidores e terminaram o dia em queda firme. As ações da Magazine Luiza ON caíram 7,39%, as units do Banco Inter perderam 7,28% e os papéis da Locaweb ON recuaram 5,11%. Banco Pan PN caiu 5,88%, Méliuz ON recuou 3,55% e as ações da B3 ON fecharam em baixa de 4,25%. — Foto: Boonmachai Mingkhwun/Pixabay