‘Hoje ele estaria se vacinando’, diz mãe que perdeu filho para Covid

Imunização de crianças incentivará volta às aulas, redução de trabalho infantil, violência e maus-tratos, apontam especialistas

Vacinação, İnfantil

18/01/2022 17:00:00

‘Hoje ele estaria se vacinando’, diz mãe que perdeu filho para a Covid-19 Guilherme do Nascimento morreu aos 11 anos pela doença no Rio de Janeiro

Imunização de crianças incentivará volta às aulas, redução de trabalho infantil, violência e maus-tratos, apontam especialistas

Por trás da preocupação de Juciara está um dos motivos mais dolorosos vivenciados por pais, mães e responsáveis por crianças desde o início da pandemia do coronavírus. No ano passado, ela, que vive no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, perdeu o filho mais velho, Guilherme Henrique Gomes do Nascimento, de 12 anos, para a Covid-19. “Eu brigava muito com ele para não ficar na rua, mas o pai pegou Covid e, em uma semana, essa doença destruiu a minha criança”, diz. “Hoje, ele estaria se vacinando.”

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R7 no terrorismo tb? Quem na verdade é o “negacionista” Aquele que dúvida da eficácia de uma vacina (isso não significa ser contra vacinas) ou os que se negam a ver que tem pessoas morrendo por causa da vacina? Tava demorando essa imprensa nojenta fazer esse tipo de matéria… pq não vão entrevistar as mães dos que morreram de forma “estranha” depois que vacinaram… VCS SÃO NOJENTOS

Naty só que eu conheço 8 pessoas completamente vacina pegou é morreu tanta pessoa completamente vacina pegou covid é morreu Será tenho minhas duvidas.... Se tivesse vacinado mudaria algo ? Quantos vacinados já morreram e estão morrendo ? 💔

Um ano de imunização contra a Covid-19: 'as vacinas mudaram a história natural da pandemia'No marco de um ano do começo da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, a pós-doutora em epidemiologia e professora da UFES, Ethel Maciel, e o presidente do departamento de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Marco Aurélio Sáfadi, esclarecem questões sobre o vírus e a imunização de crianças. Eles comentam, entre outros assuntos, a importância de completar o ciclo vacinal e a evolução do coronavírus.

Olavo de Carvalho cancela aulas por estar com covid-19 - Política - EstadãoEstadaoPolitica Olavo de Carvalho cancela aulas por estar com covid-19 Politica Aula ele não dá, não. Nem tem formação alguma. Politica Esse vírus não tem preconceito... Politica Mas não foi ele que disse que o Covid não existe!? Ué... 🤡

Moderna: vacina combinada de Covid-19 e gripe poderá estar disponível em 2023 | CNN BrasilA farmacêutica Moderna estuda o desenvolvimento de uma vacina combinada contra a Covid-19 e a gripe que poderá estar disponível no segundo semestre de 2023, disse o CEO Stéphane Bancel Olha os especialistas kkkkkk donos da verdade um bando de ' repórteres 'militantes. Kkkkkkkkkk Palhaços Em breve a alquimia criará a variante que transforma Covid em ouro. As farmacêuticas descobriram a “galinha dos ovos de ouro”, te adoeço e te vendo o “medicamento”!

Olavo de Carvalho cancela aulas por estar com Covid-19 - CartaCapitalEntre julho e agosto do ano passado, Olavo foi internado três vezes no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Que deus o elimine 🙏🙏 Vai ficar de mimimi? 🤡 COVID em quem está com pulmões debilitados...

Campanha nacional de imunização contra a Covid completa 1 ano nesta segunda (17)O início da vacinação das crianças de cinco a 11 anos é o mais novo passo da maior campanha de imunização que o Brasil já realizou. Um gigantesco mutirão pela nossa saúde, que completa um ano nesta segunda (17). Nesse tempo, as vacinas salvaram milhões de vidas e, mesmo agora diante de uma variante extremamente contagiosa, elas continuam evitando casos graves e mortes. Que Deus proteja essas crianças. Deus me livre

Brasil tem 68,25% da população com 2ª dose da vacina contra a covid-19O Brasil registrou 92 novas mortes pela covid-19 neste domingo, 16. O número de novas infecções notificadas foi de 31.629

Guilherme do Nascimento morreu aos 11 anos por Covid-19, no Rio de Janeiro Arquivo pessoal Mesmo tomada por tristeza e revolta, a trabalhadora doméstica Juciara Gomes Coelho, de 49 anos, não descuida nem por um momento da proteção do filho Nicolas Gomes Ribeiro, de 9 anos. “Toda hora eu falo para ele não brincar na rua sem máscara. Ele quer sair para jogar e eu mando colocar a máscara. Agora, com a vacinação de crianças, se precisar eu até falto no trabalho para levá-lo ao posto”, diz. Por trás da preocupação de Juciara está um dos motivos mais dolorosos vivenciados por pais, mães e responsáveis por crianças desde o início da pandemia do coronavírus. No ano passado, ela, que vive no município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, perdeu o filho mais velho, Guilherme Henrique Gomes do Nascimento, de 12 anos, para a Covid-19. “Eu brigava muito com ele para não ficar na rua, mas o pai pegou Covid e, em uma semana, essa doença destruiu a minha criança”, diz. “Hoje, ele estaria se vacinando.” Em uma semana, essa doença destruiu a minha criança. Hoje, ele estaria se vacinando Juciara Gomes Coelho, mãe de Guilherme Dados da Arpen Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) revelam que os cartórios registraram 324 mortes de crianças com faixa etária entre 5 e 11 anos desde o início da pandemia. O levantamento mostra ainda que a parcela mais afetada pela pandemia foi a de 5 anos, com 65 mortes registradas, seguida pela faixa de 6 anos, com 47 registros. Depois, as crianças com 7 anos seguidas pelas de 11 anos — ambas com 46 falecimentos. Os números mostram que crianças de 10 anos totalizam 43 óbitos, de 9 anos, 40 e de 8, 37 mortes. Segundo o levantamento, o ano passado registrou o maior número de mortes de crianças tendo como causa a Covid: foram 174 mortes, enquanto em 2020, 150. “Quando falamos em crianças, sentimos uma sobrecarga maior das famílias quando vão aos cartórios registrar essas mortes”, diz Devanir Garcia, vice-presidente da Arpen Brasil. “A expectativa de vida é muito diferente. Eram pessoas com todo um futuro pela frente. Por isso, o impacto nas famílias é muito maior, as pessoas ficam bastante abaladas. É um momento de muita inquietude.” Os dados contabilizados fazem parte do Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados que reúne as informações de nascimentos, casamentos e óbitos registrados pelos 7.663 cartórios brasileiros — e que é administrada pela Arpen Brasil. A expectativa de vida é muito diferente quando falamos em mortes de crianças. Eram pessoas com todo um futuro pela frente. Por isso, o impacto nas famílias é muito maior. É um momento de muita inquietude Devanir Garcia, vice-presidente da Arpen Brasil Guilherme morreu de Covid-19 no dia 26 de abril do ano passado. A mãe Juciara logo avisa que ainda não tem forças para falar sobre o assunto — tampouco para se lembrar. “Mas como esquecer se eu vejo na televisão toda hora? Falaram que criança não morria de Covid, colocaram isso na cabeça das pessoas e agora estamos vendo muitas morrendo e transmitindo o vírus”, diz. “Fico me perguntando: por que meu filho não voltou do hospital?” Juciara lembra que tudo começou com uma febre no dia 12 de abril do ano passado. Naquele dia, ela percorreu hospitais e postos de saúde até conseguir atendimento para o filho. “Levamos ele no posto, deram dipirona e fomos muito mal atendidos. Saí desesperada, chorando, sem saber para onde ia. Em outro posto, mandaram a gente para casa com medicamento”, lembra. “No dia seguinte, fomos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e depois para o Hospital Menino Jesus, mas não tinha vaga.” Quando Juciara finalmente conseguiu uma vaga para o filho, Guilherme foi intubado com dificuldades respiratórias. “Não passa pela nossa cabeça que um filho vai morrer.” No dia 26 de abril, ela e os familiares foram avisados sobre a morte de Guilherme. “Já tinham tirado meu filho de lá [hospital] e ele não ganhou nem uma flor.” Não passa pela nossa cabeça que um filho vai morrer Juciara Gomes Coelho, mãe de Guilherme Guilherme cursava a 7ª série, gostava de jogar bola e brincar com jogos de celular. “Ele era muito bom no inglês”, lembra a mãe, orgulhosa. No ano passado, enquanto o país enfrentava o pico da segunda onda de Covid-19, Juciara vivia na mesma casa em que o pai de Guilherme. “Estava construindo um quartinho para ele na casa da minha irmã, mas ele não está mais aqui para ver como ficou.” Vacinação de crianças no Rio de Janeiro começou por faixa etária e gênero Beth Santos/Prefeitura do Rio Segundo ela, mesmo com a elevada taxa de disseminação da doença em todo o país, o pai do garoto costumava frequentar bares e restaurantes sem a devida proteção contra o vírus. “Se eu tivesse para onde ir, teria ido com meus filhos. Estava com muito medo”, diz. “O pai dele tossia, espirrava, e eles dormiam juntos. Fiz questão que o pai dele fizesse o teste para Covid e deu positivo.” Traumas e efeitos devastadores Os efeitos da morte das crianças, segundo o advogado e especialista em direitos de crianças e adolescentes, Ariel de Castro Alves, são devastadores, e os traumas, eternos. “Não existe nada mais grave e traumático do que um pai ou mãe perder o filho, em qualquer circunstância, por doença, acidente ou assassinato. No caso da Covid, esses pais e mães acabam se sentindo culpados por terem contaminado os filhos, por levarem as crianças para escolas ou a locais de grande concentração de pessoas”, explica. “Ou até se culpam por não terem bons planos de saúde e não conseguirem propiciar os atendimentos de saúde mais avançados.” Ainda que as crianças não tenham sido as principais vítimas da doença, Alves afirma que atualmente a Covid é uma das principais causas de morte por doenças de crianças no país. “Por isso, todo o possível para evitar mortes e contaminações deve ser feito: medidas de higiene, isolamento e vacinação.” O advogado lembra ainda que a Constituição Federal e o Estatuto da Criança determinam proteção especial e prioridade absoluta para crianças. “Elas deveriam ser as primeiras a serem vacinadas e não as últimas”, diz. “O número de mortes é expressivo e as famílias atingidas acabam desestruturadas diante das mortes trágicas que poderiam ter sido evitadas.” Pais e mães acabam se sentindo culpados por terem contaminado os filhos, por levarem as crianças a locais de grande concentração de pessoas ou até por não terem bons planos de saúde Ariel de Castro Alves, advogado O vice-presidente da Arpen afirma que, nesses casos, os cartórios buscam oferecer um atendimento humanizado aos pais. “Trabalhamos isso internamente, os profissionais passam por palestras para que se tenha uma atenção especial e não haja embaraço desnecessário no momento do registro”, afirma Garcia. Durante o período mais crítico da pandemia, os familiares tinham 60 dias para apresentar a declaração de óbito nos cartórios. “Houve uma demanda reprimida e, infelizmente, existe a possibilidade de subnotificação.” Garcia afirma que a interligação entre os hospitais e os cartórios facilitaria a identificação de fraudes nesses processos. Incentivo para a volta às aulas O Ministério da Saúde incluiu, no dia 5 de janeiro, crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. A imunização das crianças com a vacina da Pfizer já havia sido autorizada no dia 16 de dezembro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “A vacinação infantil representa a proteção integral das crianças, prevista em lei. Os pais terão mais tranquilidade para que seus filhos voltem a frequentar cursos, escolas, atividades culturais, esportivas e de lazer." Em São Paulo, indígena da etnia Xavante é a primeira criança vacinada contra Covid-19 Nelson Almeida/AFP - 14.01.2022