Grupos antivacina mudam foco para coronavírus e divulgam informações falsas, revela análise da USP - Saúde - Estadão

Grupos antivacina mudam foco para coronavírus e divulgam informações falsas, revela análise da USP (via @EstadaoSaude)

01/04/2020 09:30:00

Grupos antivacina mudam foco para coronavírus e divulgam informações falsas, revela análise da USP (via EstadaoSaude)

A maior parte das postagens de dois grupos tinha problemas. Elas disseminavam teorias da conspiração, informações falsas, distorção e a sugestão de uso e comercialização de produtos e tratamentos sem comprovação científica

e têm divulgado informações falsas sobre a doença e seus tratamentos. É o que revela uma análise produzida pela União Pró-Vacina, um grupo criado por pesquisadores do Instituto de Estudos Avançados da USP de Ribeirão Preto para combater a desinformação sobre vacinas.

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LEIA TAMBÉMAO VIVO - Acompanhe as notícias do coronavírus em tempo realEles avaliaram 213 postagens feitas entre 15 e 21 de março nos dois maiores grupos públicos brasileiros de conteúdo antivacina no Facebook, “O Lado Obscuro das Vacinas” e “Vacinas: O Maior Crime da História”, que atuam há 5 e 2 anos.

“Os métodos da desinformação continuam os mesmos: distorcer conteúdo científico e jornalístico, espalhar teorias da conspiração e até oferecer falsas curas usando produtos conhecidamente tóxicos para a saúde humana”, apontam os pesquisadores. 

“Entre as publicações, há insinuações de que o vírus seria uma ferramenta para instituir uma nova ordem mundial ou mesmo uma arma produzida pela China. Outras afirmam que a vacina da gripe seria a responsável pela disseminação da covid-19 e que a doença seria facilmente curada por meio da frequência do cobre ou de zappers, supostos antibióticos eletrônicos”, continuam.

As páginas na rede social estavam na mira dos pesquisadores desde o fim do ano passado, quando a União Pró-Vacina começou a funcionar. A equipe, multidisciplinar, conta com vários especialistas de saúde e comunicação. 

“Já tentamos dialogar, trabalhamos sempre com linguagem cordial, mas eles não aceitam. Qualquer manifestação contrária a deles é excluída”, disse aoEstadoJoão Henrique Rafael, analista de comunicações do IEA e idealizador do projeto.

Os dois grupos, que em geral produzem 30 publicações por dia, aumentaram o ritmo de postagens no período analisado – no dia 21, chegou a 43. Durante a semana analisada, 65,3% dos posts (139) foram sobre coronavírus. O período, dizem os pesquisadores, coincide com o aumento de buscas no Google de informações sobre a doença.

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“A gente sempre monitora o que eles estão falando, mas percebemos que algo estava estranho, que o tom tinha mudado. Na semana em que todo mundo estava buscando informações sobre coronavírus eles deram uma guinada”, diz. A equipe resolveu, então, analisar todas as postagens dos dois grupos naquela semana. “Virou um repositório de conteúdo problemático no meio da pandemia”, afirma Rafael.

Segundo os pesquisadores, 78,4% das postagens “apresentam sérios problemas, como a disseminação de teorias da conspiração, utilização de informações falsas e de afirmações sem evidências, a distorção de informações confiáveis, a sugestão de uso e até a comercialização de produtos e tratamentos que não possuem comprovação científica ou aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”.

Eles observaram que mesmo quando o conteúdo da postagem era verídico, os comentários distorciam ou desacreditam as fontes e os dados, “gerando uma nova interpretação deturpada para o conteúdo original”. As interações nessas publicações também foram o dobro do que a média observada nos posts tradicionais dos grupos.

Rafael deu como exemplo uma postagem que só compartilhava um link de uma notícia sobre o início da vacinação contra a gripe. “Era uma notícia real, mas logo já tinha comentário dizendo que era a vacina que tinha causado a nova infecção porque a epidemia do novo coronavírus no Japão começou depois da campanha de vacinação lá”, explica. “Um link real às vezes é só o começo, mas os comentários vão dar cara falsa para o conteúdo. O problema não está na informação compartilhada, mas na interpretação.”

Segundo a análise, a postagem com maior envolvimento (204 interações) abordou o uso do chamado “MMS na cura da covid-19”, ou solução mineral milagrosa, na sigla em inglês. “O produto é composto por dióxido de cloro e é semelhante à água sanitária usada como alvejante. Sua ingestão ou administração pelo reto pode causar lesões no intestino, vômito, diarréia, desidratação, insuficiência renal, anemia, entre outros problemas de saúde graves”, escreve o grupo.

Para Rafael, esses grupos têm atuado como uma “formação midiática inversa”, adotando a campanha do: “não acreditem em mais ninguém, só na gente”. Ele sugere que a mudança de tema ocorreu porque, com a ameaça do coronavírus, o “mundo está clamando por um vacina”. “Eles já estão atacando antes mesmo de ela surgir.”

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OEstadonão conseguiu contato com os administradores das páginas citadas no estado. Procurado pela reportagem, o Facebook não se manifestou até 19h30. A disseminação de informações falsas sobre o novo coronavírus não se restringe a grupos específicos de Facebook. Desde o início da pandemia, diversas postagens do tipo já circularam nas redes.  

Entre elas, a teoria conspiratória sobre o vírus criado em laboratório para ser usado como arma biológica, a vinda do coronavírus ao Brasil por produtos importados da China e o chá de abacate (e até o uísque) para prevenir a infecção.

Veja algumas das mentiras mais comuns sobre o novo coronavírus que circularam nas redes sociais:O novo coronavírus foi desenvolvido em laboratório por cientistas chineses que pretendiam usar o vírus como uma arma biológicaO novo coronavírus teria sido manipulado geneticamente e teria uma estrutura similar ao do vírus HIV, que causa a Aids.

Chá de abacate, hibisco, lança perfume e uísque seriam algumas das substâncias capazes de prevenir a infecçãoProdutos importados da China estariam trazendo o vírus para o Brasil.O papa Francisco está com coronavírus (

)Confira dicas para identificar notícias falsas:​Muitos sites de fake news têm nomes parecidos com sites de notícias. Avalie o endereço e verifique se a fonte é confiávelSites de fake news costumam apresentar erros de português e uso exagerado de pontuação

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Saude Absurdo!!! BlogdoNoblat Saude Deveriam ser processados e talvez detidos em prisão. BlogdoNoblat Saude Tinha q virar crime ser antivacina Saude Quem acredita em vcs ? BlogdoNoblat Saude Gente tosca BlogdoNoblat Saude USP? Tô sentindo um cheiro de.... Saude Quem se importa com eles? Saude Quem paga esse trabalho de imbecil?

Saude Os Bolsominions estão perdidos. Enquanto uns atacam a China, outros dizem que é só uma gripizinha.

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