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@EstadaoEconomia Executivo brasileiro ganha destaque em cargos de liderança na América Latina

13/06/2021 16:30:00

EstadaoEconomia Executivo brasileiro ganha destaque em cargos de liderança na América Latina

Movimento de valorização do Brasil em cargos Latam para relações institucionais tem mais espaço nos últimos anos; crises econômicas, questões culturais e pandemia ajudam

Para ela, a questão não é econômica, mascultural. As empresas multinacionais, segundo Suelma, têm sentido mais necessidade de estar presentes na geografia local, devido à maior facilidade de movimentação e a vantagem de uma maior compreensão cultural da região. 

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“No passado, a qualidade de vida e percepção de risco, com a violência, faziam com que as sedes regionais Latam tivessem de fato baseadas na Flórida, principalmente para empresas norte-americanas. Hoje, já existe uma segurança muito alta percebida, tanto de brasileiros quanto de estrangeiros, em relação a São Paulo”, diz. 

No Zoom - multinacional norte-americana de comunicação - o cargo de diretor de relações governamentais Latam foi criado em janeiro desde ano e é, desde então, ocupado por Nicolas Robinson Andrade, de nacionalidade inglesa, mas que já mora no Brasil há sete anos. Atualmente, ele se reporta diretamente ao diretor global de relações governamentais da empresa, que fica em Washington.  headtopics.com

“Na maioria dos casos, o responsável por Latam costuma ficar no Brasil, principalmente se tiver só uma pessoa. A escolha tem a ver com a proximidade cultural e geográfica, com a capacidade de falar a língua, ter uma comunicação mais frequente e mais clara e uma resposta mais assertiva e mais rápida a qualquer problema que surgir”, explica. 

Outro fator que pode ter influenciado essa regionalização de executivos é arestrição de movimentaçãoocasionada pela pandemia do coronavírus. Para João Marcio Souza, CEO da Talenses Executive - empresa especializada em recrutamento C-Level -, houve uma desconstrução da necessidade real do executivo estar presente na sede, mas é preciso aguardar para entender se os movimentos serão apenas temporários.

“A pandemiadeslocamento geográfico total, então, o que acaba acontecendo é que o principal executivo que antes sentava na matriz, está na casa dele no Brasil ou no México, por exemplo. As pessoas voltaram para suas casas e continuam tocando os cargos. Mas eu vejo esse movimento mais ligado a um fenômeno temporário da pandemia do que a companhia realmente entendendo que vai ser melhor para o negócio colocar o executivo na América Latina”, pontua.

A oportunidade para o profissional brasileiroSe do lado das empresas ter um cargo sênior na América Latina ajuda a enxugar custos e a se conectar culturalmente com a região - além de driblar os obstáculos impostos pela pandemia -, os especialistas acreditam que para os profissionais brasileiros pode ser uma oportunidade de alavancar a headtopics.com

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carreira. “Para o profissional, o ponto principal é a possibilidade de seguir crescendo dentro da sua própria corporação. Antes, havia umamovimentação muito grandeentre empresas e consultorias. Existia um teto de vidro, um limite até onde você podia crescer. Quando as posições regionais vêm para o Brasil você tem a possibilidade de continuar crescendo para uma liderança que incorpora uma nova geografia”, pontua Suelma Rosa, presidente do IRelGov. 

Os especialistas explicam que, apesar de já haver brasileiros ocupando a função mais sênior dentro das companhias, eles nunca foram a maioria, sendo muito comum a presença de norte-americanos ou profissionais expatriados de outros países. 

“Eu já vi muitos cargos senioresda América Latina serem ocupados por americanos, chilenos, brasileiros e mexicanos. Não há uma regra, mas o idioma ajuda muito. Culturalmente falando é necessário um hispanohablante que se conecta com a região, porque existem regionalidades que não podem ser desconsideradas na América Latina. A escolha desse executivo tem que ser muito ampla. Se é alguém do Brasil, por exemplo, e vai cuidar de Latam, ele precisa também se conectar com o México, para além das barreiras culturais”, destaca João Marcio Souza, da Talenses. 

O diretor de relações governamentais doZoom, Nicolas Andrade, reforça que as empresas têm contratado cada vez mais brasileiros para o segmento, pois têm reconhecido suas  capacidades profissionais e a qualidade da formação acadêmica no País.  headtopics.com

“Uma curiosidade que eu percebo no Brasil é que, no geral, o brasileiro fala e entende espanhol muito melhor do que as pessoas dos outros países da América Latina falam e entendem o português. E isso é importante, principalmente quando a empresa é menor e tem orçamento apenas para uma pessoa, ela precisa de alguém que consiga lidar bem com o cargo e que fale espanhol e português”, destaca.

Não há umaformação específicapara os cargos de relações institucionais e governamentais, mas é comum que os profissionais sejam graduados em direito, comunicação, ciência política, relações internacionais, economia, administração e, em alguns casos, áreas técnicas, como Farmácia, Medicina e Engenharia. 

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“No nosso caso (setor de tecnologia médica) são pessoas que acabam se formando dentro da indústria. E são raras de se encontrar, então acabamos contratando a peso de ouro, porque não há grande disponibilidade no mercado”,  aponta a diretora de Recursos Humanos Latam da Biotronik, Stela Amaral.

A área de RIG no BrasilDe acordo com o Anuário de Relações Institucionais e Governamentais - publicação que mapeia anualmente o setor - de 2020, a área vem crescendo nas empresas. Em 2019, 31,6% das companhias contavam com cinco ou mais profissionais na função. Em 2020, o número saltou para 41,09%. Entre os 420

líderes entrevistados, 41% afirmaram ter ampliado a equipe entre 2019 e 2020. Desses, 17,84% contrataram profissionais de nível gerencial ou superior, 12,21% o fizeram com nível médio e 9,39% recrutaram profissionais em estágio inicial da carreira.

“Nos últimos 15 anos, as empresas multinacionais brasileiras e estrangeiras já tinham criado posições nas áreas deassuntos corporativos, relações governamentais e institucionais. Nos últimos 5 anos, esse movimento se consolidou em empresas de grande porte nacional. E, no último ano, durante a pandemia, quando uma série de decretos federais, municipais e estaduais aconteceu, a necessidade desse profissional dentro da empresa se tornou mais evidente. Também pudemos observar um crescimento de novas vagas em empresas que não tinham essa posição”, explica Suelma.

Segundo o Anuário de Relações Institucionais e Governamentais, asgrandes empresasseguem sendo as que mais possuem uma área destinada à função, com 72,95% das entrevistadas tendo faturamento anual acima de R$1 bilhão. As multinacionais são o perfil dominante entre elas e as empresas estrangeiras correspondem a dois terços das que possuem uma área de relações institucionais e governamentais estruturada. 

Em relação aos segmentos de mercado, o setor de saúde e o de bens de consumo não duráveis (incluindo alimentos e bebidas) encabeçam a lista das empresas em que a área se faz mais presente. Amédia de idade do profissional que conduz a área nas empresas, segundo o anuário, caiu de 44,8 anos em 2019 para 43 anos em 2020.

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