Déficit de vergonha na cara | Mundialista

Boris, Andrew e Novak deram maus exemplos de desonra

22/01/2022 18:00:00

Vilma Gryzinski: Boris Johnson, Príncipe Andrew e Novak Djokovic deram maus exemplos de desonra VEJAColunistas

Boris, Andrew e Novak deram maus exemplos de desonra

Vilma GryzinskiAtualizado em 20 jan 2022, 23h30 - Publicado em 22 jan 2022, 08h00Boris Johnson foi tripudiado, com justiça, pelo pedido arrevesado de desculpas por uma happy hour em Downing Street TOBY MELVILLE / POOL/AFPPublicidadePublicidade

“Tire-me a honra e minha vida terá acabado”, escreveu o supremo mestre dos dramas em que se entrechocam ambição, sede de poder e sentimento de honra. Os personagens de dias recentes que perderam a dignidade e a reputação no teatro moderno da opinião pública seriam no máximo coadjuvantes num drama de Shakespeare. Estariam mais à vontade numa comédia em que espertalhões se enroscam em suas artimanhas. Boris Johnson foi tripudiado, com justiça, pelo pedido arrevesado de desculpas por uma happy hour em Downing Street quando o resto da Inglaterra penava sob regras do confinamento. “Eu acreditei implicitamente que era um evento de trabalho”, disse ele sobre a festinha no jardim do conglomerado onde os primeiros-ministros britânicos moram e trabalham. A frase foi uma cuidadosa construção para que, mesmo encaixada num pedido de desculpas, deixasse uma saída legal a Boris no caso de uma investigação policial. Em outras palavras, uma mentira deslavada. Outro mentiroso simultaneamente coberto de desonra foi o príncipe Andrew, o filho a quem a rainha Elizabeth cortou de vez de qualquer função pública. Andrew foi segregado e degradado depois de definido que ele será objeto de uma ação indenizatória na Justiça americana por fazer sexo com uma menor de idade propiciada pelo bilionário pervertido Jeffrey Epstein. O trio de desonrados se completou com Novak Djokovic, cuja falta de classe nas quadras foi vergonhosamente transposta para fora delas com a exposição da sequência constrangedora de mentiras em que se enrolou para participar do campeonato Aberto da Austrália sem a vacinação contra a Covid.

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Virada Cultural tem shows de Chico César, Gloria Groove e outros artistas em São Paulo

Chico César e Glória Groove são os convidados do CBN São Paulo e falam sobre suas participações nos shows da Virada Cultural, que acontece neste fim de semana na capital paulista. Chico toca no palco Butantã. Groove vai se apresentar no palco Itaquera. 'Esse show tem uma importância tremenda de trazer a Lady Leste Tour pra dentro da minha Zona Leste', celebra. 'É um show que leva o nome das minhas origens exatamente neste lugar, por isso que tem todo esse gostinho especial de jogar em casa.' Consulte Mais informação >>

Vilma Gryzunski sempre foi um mau exemplo, só que ela não enxerga um palmo à frente do nariz. E a continua publicando asneiras depois não sabe porque as pessoas cancelam suas assinaturas, não aprendem nada de Business... Caramba. Já tem 17 curtidas na notícia. E dizer que já foi uma das revistas que mais circularam no Brasil kkkkkkk

As pessoas são livres para decidirem suas vidas, assim como são responsáveis pelas consequências, portanto, deixem elas em paz , meu 'corpo minhas regras' não é assim que dizem? Tomem quantas doses quiserem ou não tomem nada! Isso vale de lembrete aos que seguem ordens do governo sem ao menos questionar o motivo por trás dessa ordem. Fazem vocês ficar em casa, com medo de tudo e todos, correndo risco de vida, enquanto apenas ELES tem a VERDADEIRA imunidade, a que realmente funciona.

Príncipe Andrew cometeu crimes mesmo, antes fosse só 'mal exemplo'.

Boris Johnson é acusado de chantagear deputados do próprio partido - Internacional - EstadãoParlamentares relatam tentativas de intimidação e ameaça de corte de recursos para quem apoiar renúncia do premiê Inter Stop coronavirus spread by avoiding close contact and using free BostApp instead to safely communicate with people at same place. Download for free at Apple & Google Inter Mr bean tá mostrando a que veio Inter Deve ter feito estágio aqui no Brasil

Príncipe Andrew tem conta excluída do Twitter dias após perder títulos militares | CNN BrasilPríncipe Andrew tem conta excluída no Twitter dias após a rainha Elizabeth II destituí=lo de seus títulos militares honorários Banido da sociedade sem antes ter sido julgado e talvez nem condenado? Isso é perseguição! Mas uma vergonha para a conta da monarquia. Perseguição da patrulha identitária, hoje emponderada, buscando gente pra destroçar e assim somando dividendos pro seu gado estúpido aplaudir quanto berrar.

É #FAKE que vídeo em que Boris Johnson dança com mulher com sabre de luz foi gravado durante a pandemiaPolítica que contracena com Johnson afirma que as imagens foram feitas em 2015, antes do início da pandemia e das restrições que ela impôs. Primeiro-ministro do Reino Unido enfrenta crise após ser acusado de ter participado de festas realizadas em Downing Street durante a pandemia. 11:50 de sexta literalmente ninguem liga chega Kkkkkkkkkkkk Seguindo a sua lógica, estagiário... isso aqui também é FAKE 🤡😂🇨🇳🇨🇺

Vídeo! Sósia de Michael Jackson viraliza na web após imobilizar homem em Las Vegas | Diversão | O DiaSantana Jackson diz ter sido atacado durante uma apresentação na rua sem motivo aparente: 'O cara veio do nada e começou a me bater'. ODia

Apostas: Quem sai como favorito na Copa do Nordeste 2022?E AÍ?🗣️🏆 Apostas: Quem sai como favorito na Copa do Nordeste 2022? eu

Ibovespa volta a subir e fecha no maior patamar desde outubroÍndice foi impulsionado pela melhora na demanda global por ativos de risco e pelo novo dia de alívio nas curvas de juros ao redor do mundo Efeito Lula Brasil gigante

Por Vilma Gryzinski Atualizado em 20 jan 2022, 23h30 - Publicado em 22 jan 2022, 08h00 Boris Johnson foi tripudiado, com justiça, pelo pedido arrevesado de desculpas por uma happy hour em Downing Street TOBY MELVILLE / POOL/AFP Publicidade Publicidade “Tire-me a honra e minha vida terá acabado”, escreveu o supremo mestre dos dramas em que se entrechocam ambição, sede de poder e sentimento de honra. Os personagens de dias recentes que perderam a dignidade e a reputação no teatro moderno da opinião pública seriam no máximo coadjuvantes num drama de Shakespeare. Estariam mais à vontade numa comédia em que espertalhões se enroscam em suas artimanhas. Boris Johnson foi tripudiado, com justiça, pelo pedido arrevesado de desculpas por uma happy hour em Downing Street quando o resto da Inglaterra penava sob regras do confinamento. “Eu acreditei implicitamente que era um evento de trabalho”, disse ele sobre a festinha no jardim do conglomerado onde os primeiros-ministros britânicos moram e trabalham. A frase foi uma cuidadosa construção para que, mesmo encaixada num pedido de desculpas, deixasse uma saída legal a Boris no caso de uma investigação policial. Em outras palavras, uma mentira deslavada. Outro mentiroso simultaneamente coberto de desonra foi o príncipe Andrew, o filho a quem a rainha Elizabeth cortou de vez de qualquer função pública. Andrew foi segregado e degradado depois de definido que ele será objeto de uma ação indenizatória na Justiça americana por fazer sexo com uma menor de idade propiciada pelo bilionário pervertido Jeffrey Epstein. O trio de desonrados se completou com Novak Djokovic, cuja falta de classe nas quadras foi vergonhosamente transposta para fora delas com a exposição da sequência constrangedora de mentiras em que se enrolou para participar do campeonato Aberto da Austrália sem a vacinação contra a Covid. “Honra é uma virtude que parece ter ficado fora de moda, associada à sociedade patriarcal” Honra é uma virtude que parece ter ficado fora de moda, superada por sua associação à sociedade patriarcal (aquela em que, em nome dela, um marido podia — e devia — matar a mulher adúltera) e a extremos como os da “era dos duelos”, o período entre os séculos XVIII e XIX em que a mais mínima ofensa, ou suspeita dela, era levada à disputa a tiros de pistola. Um dos duelos mais famosos, ou infames, foi aquele em que Aaron Burr, então vice-­presidente, matou um dos gênios da Revolução Americana, Alexander Hamilton, em 1804. Motivo: comentários insultantes que Hamilton teria feito num jantar sobre o adversário político. Mesmo tendo errado o tiro e morrido 31 horas depois de alvejado por Burr, quem entrou para a história, deixou uma frase antológica (“Se os homens fossem anjos, não seria preciso governo algum. Se os anjos governassem os homens, não seriam necessários quaisquer controles internos ou externos sobre os governos”) e virou musical da Broadway foi Hamilton. O senso exacerbado de honra na vida pública foi gradativamente substituído pela ideia de que “políticos são mesmo assim” e a elite é uma esbórnia só. Uma senhora de 95 anos demonstrou que ainda há quem não aceite a derrocada dos padrões. Agindo como rainha, e não como mãe — dá para imaginar o conflito —, Elizabeth II tirou do filho predileto até o tratamento de Sua Alteza Real, ao qual tinha direito desde o nascimento. Como Bill Clinton em seus contorcionismos verbais na época de Monica Lewinsky, Andrew diz que “não tem lembrança” de ter conhecido a mulher que hoje o acusa. É outra construção feita por advogados. No popular, falta de vergonha na cara. Publicado em VEJA de 26 de janeiro de 2022,