Como os EUA lucraram com tráfico de africanos escravizados para o Brasil - BBC News Brasil

Como os EUA lucraram com tráfico de africanos escravizados para o Brasil #ArquivoBBC

17/01/2022 10:19:00

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Entre 1831 e 1850, navios com a bandeira norte-americana corresponderam a 58,2% de todas as expedições negreiras com destino ao Brasil, mesmo com restrições da Inglaterra ao tráfico de pessoas.

EpisódiosFim do PodcastEm 1896, o sociólogo W.E.B. Du Bois chamou a atenção para as relações entre os EUA e o Brasil no período do tráfico ilegal. "O tráfico americano de escravos finalmente passou a ser conduzido principalmente por capital dos Estados Unidos, em navios dos Estados Unidos, comandados por cidadãos dos Estados Unidos e sob a bandeira dos Estados Unidos", escreveu Du Bois.

Autor deO Sul mais distante: os Estados Unidos, o Brasil e o Tráfico de Escravos Africanos(Companhia das Letras, 2010), o historiador Gerald Horne engrossa o coro de críticos americanos ao papel do país na escravidão brasileira. "O governo brasileiro deveria buscar reparação, porque esses traficantes de escravos estavam violando as leis do Brasil e praticando uma atividade ilegal. O fato de que aconteceu 170 anos atrás não diminui a reclamação, não existe um estatuto de limitação na legislação internacional por crimes contra a humanidade, e o contrabando era um crime contra a humanidade", disse Horne em entrevista à BBC News Brasil. "Mas há relutância em trazer justiça para, pelo menos, os brasileiros que são descendentes dos escravos trazidos por navios norte-americanos."

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Em cartaz com a peça 'Pós-F', Maria Ribeiro fala sobre o legado de Fernanda Young

No Estúdio CBN desta quinta-feira, Tatiana Vasconcellos recebe a atriz Maria Ribeiro, que está em cartaz com a peça 'Pós-F', baseada no livro homônimo de Fernanda Young. A atriz explica que a obra, escrita em 2018, é um tratado sobre ser feminina e masculina em um momento em que 'grande parte das mulheres começaram a perder o medo de se dizerem feministas'. 'Quando eu li uma matéria sobre o 'Pós-F', eu estava incomodada com este discurso muito puro do feminismo, como se não tivéssemos, ainda, resquícios do machismo. Eu achei que a Fernanda trazer uma semente do contrário era mais feminista do que dizer que estava tudo bem', afirma. Consulte Mais informação >>

Cartões clonad tá tendo rapaziada💳, esquema tbm💵. Vem que temos os melhores materiais✅ +a exploração da mão de obra brasileira barata em trabalhos em sua maioria domésticos, dentre outras. A história da escravidão é perversa. Tirar a liberdade e a humanidade de uma pessoa é um dos crimes mais abomináveis do mundo. Vivemos sob essa história e temos consequências dela até os dias de hoje. O racismo, a crença de que os EUA e Portugal são melhores que o Brasil+

Como diabetes sem controle pode causar impotência e cegueira - BBC News BrasilDoença ligada à taxa de açúcar no sangue afeta 17 milhões de pessoas no Brasil com idades entre 20 e 79 anos e pode impactar diversos órgãos do corpo. Eu disse que vocês morrerão em seus pecados se vocês não crerem que Eu Sou, de fato morrerão em seus pecados'.Eu Sou o que vive;estive morto, mas eis que estou vivo por toda a eternidade! “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.'eu sou o principio e o fim... Mario Schwartzmann

'Como anos de pílula anticoncepcional me trouxeram depressão e ataques de pânico' - BBC News BrasilMilhares de mulheres não têm nenhum problema com a pílula, mas algumas afirmam que medicamento tem efeito devastador; Vicky Spratt é uma delas - e contou sua experiência para a BBC. e a galera acha que o problema é a vacina pra covid kkkk! anticoncepcional é um veneno Desculpe, mas na matéria fala que a menina teria câncer cervical (?) se tivesse relação sexual sem proteção. Não foi traduzido errado não?

Os dados que mostram a importância da vacinação contra covid para grávidas - BBC News BrasilInformações coletadas em mais de um ano desde o início das imunizações confirmam que vacinas são seguras e eficazes para proteger gestantes contra covid, doença que traz enormes riscos para grávidas e puérperas. ⛔ Vacinas da AstraZeneca e Janssen têm possível novo efeito colateral descoberto. Especialista é meu ovo esquerdo NÃO. A 'VACINA' É EXPERIMENTAL. E HÁ INÚMEROS CASOS DE EFEITOS COLATERAIS. E 'ESPECIALISTA' É A PQP! OS MESMOS NÃO VÃO SE RESPONSABILIZAR EM CASOS DE ÓBITOS.

Freddie Figgers, o inventor milionário que foi 'jogado no lixo' quando bebê - BBC News BrasilFreddie foi encontrado quando era recém-nascido abandonado próximo a um grande contêiner de lixo na zona rural da Flórida A família que o acolheu deu a ele o sentido da vida. MoniqueMsr única história desse tipo que gostei de ler. Parece muito sincera e humana. Diferente das histórias exageradas de sucesso pelo capital. MassimodiCugno

A verdade sobre supostos pesadelos causados por comer queijo antes de dormir - BBC News BrasilO queijo tem fama de induzir pesadelos ou sonhos intensos quando consumido tarde da noite. Mas isso tem alguma comprovação? Eu disse que vocês morrerão em seus pecados se vocês não crerem que Eu Sou, de fato morrerão em seus pecados'.Eu Sou o que vive;estive morto, mas eis que estou vivo por toda a eternidade! “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.'eu sou o principio e o fim... a garotada adora enfiar um SUPOSTO até mesmo quando não cabe como é o caso dessa manchete. Não tem um jornalista experiente pra ensiná-los ? lasaroccunha Acho que em 2021 jogos do Galo não ajudaram muita gnt a dormir melhor, não?

4 perguntas para entender escândalo que ameaça premiê britânico Boris Johnson - BBC News BrasilRevelação das festas que ocorreram nos momentos mais difíceis da pandemia, enquanto a maioria dos cidadãos britânicos não podia promover encontros ou estar com suas famílias, causou 'raiva e tristeza' no país. Bebedeira! OS BANQUEIROS E GRANDES EMPRESÁRIOS APROPRIARAM DO PETRÓLEO DOS BRASILEIROS, ESTES CANALHAS TIRAM UM BARRIL DE PETRÓLEO O R$ 50,00 E DEPOIS VENDEM PARA NÓS MESMO BRASILEIROS R$ 477,99 ESTES EMPRESÁRIOS ROUBANDO NOSSO PETRÓLEO...NACIONAL.. OS BANQUEIROS E GRANDES EMPRESÁRIOS APROPRIARAM DO PETRÓLEO DOS BRASILEIROS, ESTES CANALHAS TIRAM UM BARRIL DE PETRÓLEO O R$ 50,00 E DEPOIS VENDEM PARA NÓS MESMO BRASILEIROS R$ 477,99 ESTES EMPRESÁRIOS ROUBANDO NOSSO PETRÓLEO...NACIONAL..

A equipe da BBC News Brasil lê para você algumas de suas melhores reportagens Episódios Fim do Podcast Em 1896, o sociólogo W.E.B. Du Bois chamou a atenção para as relações entre os EUA e o Brasil no período do tráfico ilegal. "O tráfico americano de escravos finalmente passou a ser conduzido principalmente por capital dos Estados Unidos, em navios dos Estados Unidos, comandados por cidadãos dos Estados Unidos e sob a bandeira dos Estados Unidos", escreveu Du Bois. Autor de O Sul mais distante: os Estados Unidos, o Brasil e o Tráfico de Escravos Africanos (Companhia das Letras, 2010), o historiador Gerald Horne engrossa o coro de críticos americanos ao papel do país na escravidão brasileira. "O governo brasileiro deveria buscar reparação, porque esses traficantes de escravos estavam violando as leis do Brasil e praticando uma atividade ilegal. O fato de que aconteceu 170 anos atrás não diminui a reclamação, não existe um estatuto de limitação na legislação internacional por crimes contra a humanidade, e o contrabando era um crime contra a humanidade", disse Horne em entrevista à BBC News Brasil. "Mas há relutância em trazer justiça para, pelo menos, os brasileiros que são descendentes dos escravos trazidos por navios norte-americanos." O historiador da UFF Leonardo Marques, um dos maiores pesquisadores brasileiros da participação dos EUA na escravidão brasileira, aponta algumas ressalvas. Para Marques, os recursos norte-americanos estiveram mais presentes a partir de 1820, mas de forma indireta e ainda muito ligados a grupos específicos de contrabandistas portugueses. "Por muito tempo, acharam que eram americanos, mas hoje sabemos que muitos eram portugueses que chegaram a adquirir a cidadania para conduzir o tráfico", explica o professor, que teve a tese de doutorado sobre o assunto na Universidade Emory, The United States and the Transatlantic Slave Trade to the Americas 1776-1856 , transformada em um livro publicado pela Yale Press em 2016. Segurança da bandeira O interesse nos Estados Unidos se dava por um conjunto de fatores. O primeiro era a qualidade das embarcações. Desde o período colonial, a região da Nova Inglaterra fortaleceu a tradição de construção naval, competindo com os próprios britânicos, e as guerras contra os colonizadores também contribuíram para o desenvolvimento dos barcos. "A qualidade deles era muito alta, eles eram a vela, mais rápidos, e aos poucos foram desbancando a própria frota britânica", conta Marques. Além de economizar tempo nas viagens, as embarcações eram consideradas capazes de despistar perseguidores da Marinha Britânica e piratas. A bandeira americana era também uma das poucas imunes a vistorias a bordo. A partir de 1807, a Inglaterra começou a fechar o cerco contra o tráfico de escravos — mais do que razões humanitárias, havia diferentes interesses econômicos por trás da pressão, entre os quais criação de mercado consumidor para produtos industrializados. Embora internamente tanto abolicionistas quanto escravistas (que acreditavam já ter uma população de africanos interna suficiente e autossustentável) tenham concordado com as medidas, os EUA se recusaram a autorizar vistorias em seus barcos, acusando os britânicos de ferirem a soberania da ex-colônia. Para os criminosos, a situação era perfeita: navios rápidos e com uma bandeira imune à fiscalização inglesa. Não à toa, conta Marques, no período havia várias companhias dos EUA que vendiam navios para traficantes no Rio de Janeiro. "No Jornal do Comércio, havia anúncios de navios como 'excelentes para transporte de escravatura'", diz o historiador. A situação chegou a gerar alguns incidentes diplomáticos, dividindo as autoridades entre as que acreditavam que a venda dos barcos e o uso da bandeira era legítima, e os que achavam que não. Em 1844, Henry Wise foi nomeado ministro dos EUA no Brasil e, em conjunto com o cônsul George Gordon, buscou eliminar a bandeira do país do tráfico. Entre as medidas, passaram a enviar envolvidos no tráfico para serem julgados nos EUA e promoveram o desmantelamento de esquemas de cidadãos norte-americanos que vendiam ou fretavam embarcações para traficantes brasileiros. Consumo financiado pela escravidão