Como o YouTube impulsionou a extrema direita e elegeu Bolsonaro - Internacional - Estadão

@nytimes Como o YouTube impulsionou a extrema direita e elegeu Bolsonaro

25.8.2019

nytimes Como o YouTube impulsionou a extrema direita e elegeu Bolsonaro

Segundo pesquisas, a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para a presidência do País foi incentivada, também, por seu crescimento nas recomendações de vídeos da plataforma

revelou que vídeos promovidos pelo site puseram de cabeça para baixo elementos centrais do cotidiano. Professores descrevem salas de aula amotinadas, com alunos que citam

O sistema de recomendação do YouTube é pensado para ampliar ao máximo o tempo assistido, entre outros fatores, mas, de acordo com a empresa, não favorece nenhuma ideologia em especial. O sistema recomenda o que assistir a seguir, frequentemente reproduzindo vídeos automaticamente, com o objetivo de manter os usuários assistindo ao conteúdo da plataforma.

, tentaram entender como o YouTube molda a realidade de seus usuários. A equipe analisou transcrições de milhares de vídeos, bem como os comentários abaixo deles. Eles identificaram que os canais de direita no Brasil tiveram uma expansão do seu público mais rápida do que outros canais.

programou um servidor brasileiro para inserir um canal ou termo de busca popular, abrir as principais recomendações do YouTube, e seguir as indicações desses vídeos, e assim por diante.

O YouTube questionou a metodologia dos pesquisadores e disse que seus dados internos contradizem as conclusões deles. Mas, quando solicitados, esses dados não foram apresentados.

era disseminado pelas vacinas, ou pelos inseticidas usados para conter o mosquito que é o real vetor dessa doença que flagelou o

Os vídeos pareciam ganhar espaço na plataforma da mesma maneira que o conteúdo extremista: com alegações alarmantes e a promessa de verdades proibidas que mantinha os usuários ligados. Médicos, assistentes sociais e ex-funcionários públicos disseram que pacientes assustados recusaram vacinas e inseticidas. As consequências foram mais sentidas em cidades mais pobres como

Quando o Zika apareceu, em 2015, funcionários de saúde distribuíram larvicidas que mataram os mosquitos responsáveis por espalhar a doença. Pouco depois da instalação do novo algoritmo de recomendações do YouTube, pacientes de Santana começaram a contar a ele que tinham visto vídeos dizendo que o Zika vinha das vacinas e, posteriormente, que viria dos larvicidas. Muitos recusaram ambas as coisas.

Um porta-voz do YouTube confirmou o resultado, descrevendo-o como acidental, e disse que a empresa mudaria a abordagem da ferramenta de busca para os vídeos ligados ao vírus.

Bernardo Küster, astro do YouTube com 750 mil assinantes, acusou-a de envolvimento nas supostas conspirações do Zika. Conforme os canais de extrema direita e de teorias da conspiração passaram a citar uns aos outros, o sistema de recomendação do YouTube aprendeu a dispor seus vídeos em sequência. Por menos plausível que um rumor isolado possa parecer, quando reunida, a boataria cria a impressão de dúzias de fontes díspares revelando a mesma verdade chocante.

Consulte Mais informação: Estadão

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