Como diabetes sem controle pode causar impotência e cegueira - BBC News Brasil

Como diabetes sem controle pode causar impotência e cegueira

16/01/2022 01:21:00

Como diabetes sem controle pode causar impotência e cegueira

Doença ligada à taxa de açúcar no sangue afeta 17 milhões de pessoas no Brasil com idades entre 20 e 79 anos e pode impactar diversos órgãos do corpo.

Uma pessoa com diabetes têm duas vezes mais chances de ter catarata e glaucoma, que pode ser uma complicação da retinopatia diabética que danifica o nervo óptico (estrutura do sistema nervoso que conecta o olho ao cérebro). Ambas as doenças, quando não tratadas, podem levar à perda de visão.

Perdendo esse suporte e com a morte dessas células, ocorre uma alteração nesse capilar da retina, revestimento interno no fundo do olho responsável por transformar a luz em sinais que o cérebro interpreta para que enxergamos e compreendamos as coisas.

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Vacinação de crianças no Brasil: o que sabemos até agora - BBC News BrasilA Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a aplicação da vacina Comirnaty (da Pfizer-BioNTech) em crianças de 5 a 11 anos. Eu disse que vocês morrerão em seus pecados se vocês não crerem que Eu Sou, de fato morrerão em seus pecados'.Eu Sou o que vive;estive morto, mas eis que estou vivo por toda a eternidade! 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai,a não ser por mim. EU SOU O ÚLTIMO Que vai ser bem tranquila! Miltonneves O que sabemos é que crianças , adolescentes , adultos e idosos foram e estão sendo ratos da denominada “siensia”

'Como anos de pílula anticoncepcional me trouxeram depressão e ataques de pânico' - BBC News BrasilMilhares de mulheres não têm nenhum problema com a pílula, mas algumas afirmam que medicamento tem efeito devastador; Vicky Spratt é uma delas - e contou sua experiência para a BBC. e a galera acha que o problema é a vacina pra covid kkkk! anticoncepcional é um veneno Desculpe, mas na matéria fala que a menina teria câncer cervical (?) se tivesse relação sexual sem proteção. Não foi traduzido errado não?

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Pai não vacinado perde temporariamente direito de ver filho no Canadá - BBC News BrasilA decisão judicial suspende os direitos de visitação até fevereiro, a não ser que o pai decida se vacinar. Essa eh a coisa mais desumana e absurda e se começar a acontecer muitos pode esperar a guerra civil! NÃO EXISTE JUSTIFICATIVA PLAUSÍVEL BASEADA EM FATOS INQUESTIONAVEIS (como seria se a criança sofresse violência por ex), JA QUE AS VACINAS SÃO EXPERIMENTAIS !!!! Canadá é o lixo do mundo O paisinho merda Perfeito!! Nao quer se vacinar? Que viva numa caverna! VacinasSalvamVidas

Freddie Figgers, o inventor milionário que foi 'jogado no lixo' quando bebê - BBC News BrasilFreddie foi encontrado quando era recém-nascido abandonado próximo a um grande contêiner de lixo na zona rural da Flórida A família que o acolheu deu a ele o sentido da vida. MoniqueMsr única história desse tipo que gostei de ler. Parece muito sincera e humana. Diferente das histórias exageradas de sucesso pelo capital. MassimodiCugno

Austrália cancela novamente visto de Djokovic: o que acontece agora - BBC News BrasilO ministro da Imigração da Austrália disse que não vacinação do tenista pode representar um risco à saúde pública. Djokovic = péssimo exemplo bolsonaroVozDeSATANAS NÃO SEJA CÚMPLICE NÃO SEJA OMISSO! Idiota, dissimulado, mentiroso, negacionista

Uma pessoa com diabetes têm duas vezes mais chances de ter catarata e glaucoma Por que diabetes pode causar doenças nos olhos e até cegueira Segundo o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos Estados Unidos, o diabetes afeta os olhos quando a taxa de glicose no sangue está muito alta e pode causar quatro doenças oculares: retinopatia diabética, edema macular diabético, catarata e glaucoma. Uma pessoa com diabetes têm duas vezes mais chances de ter catarata e glaucoma, que pode ser uma complicação da retinopatia diabética que danifica o nervo óptico (estrutura do sistema nervoso que conecta o olho ao cérebro). Ambas as doenças, quando não tratadas, podem levar à perda de visão. A cegueira é considerada uma das complicações mais graves e temidas do diabetes. "Se você perguntar para esse paciente qual é o seu maior temor, a maioria vai dizer 'eu não quero ficar cego'", explica Kupfer, da Sociedade Brasileira de Diabetes. Mas como a lesão chega a esse ponto? No caso da retinopatia diabética, Rodrigo Jorge, professor da USP Ribeirão Preto, explica que a glicose em excesso no sangue machuca uma célula chamada pericito, que dá suporte ao menor vaso presente na retina, o capilar. Essa é uma das primeiras alterações nos tecidos humanos causadas pela doença. Perdendo esse suporte e com a morte dessas células, ocorre uma alteração nesse capilar da retina, revestimento interno no fundo do olho responsável por transformar a luz em sinais que o cérebro interpreta para que enxergamos e compreendamos as coisas. "A hiperglicemia machuca a parede do capilar, e nesse movimento a retina é machucada, mas não somente e a partir daí tem microangiopatias. Ou seja, um machucado na circulação: os vasos ficam frágeis e rompem", explica o oftalmologista. "O primeiro sinal que se encontra no fundo do olho são pequenos pontos hemorrágicos ou os microaneurismas que são as dilatações na parede dos capilares da retina." Para compreensão da apresentação do aneurisma, Jorge faz uma analogia com uma bola de futebol. "Quando ela perde um gomo, forma uma protuberância e a câmera sai para fora. O aneurisma é isso." Kupfer, da Sociedade Brasileira de Diabetes, acrescenta que "o diabetes acelera o processo de envelhecimento dos vasos sanguíneos e pode provocar então pequenas isquemias (falta de oxigênio no tecido) na retina". Uma das consequências da retinopatia diabética é um edema macular diabético (inchaço), principal causa de baixa de visão no paciente com diabetes. Outra é que a visão pode ficar turva. Mas como se detecta tudo isso? Pelo exame do fundo do olho (ou fundoscopia) relatado no início desta reportagem. A retinopatia diabética é dividida principalmente em duas fases. 1. Não proliferativa - Sem novos vasos formados. No começo da retinopatia diabética, esses vasos podem inchar, vazar para a retina. Aqui podem ocorrer pequenas dilatações, isquemias (falta de oxigênio no tecido). Se a mácula (responsável por nos fazer enxergar com maior riqueza de detalhes, cores e nitidez) não for atingida, pode nem apresentar sintomas. 2. Proliferativa - Com novos vasos formados - "Se você abrir a retina e esticar, ela vai ficar que nem uma pizza. No meio dela há o nervo óptico, com a mácula ao lado. A circulação sai do nervo e vai para a periferia, a borda da 'pizza'. Essa borda começa a sofrer com a falta de nutrição. As paredes dos vasos, as células se desunem e formam novos canais e vasos e esses novos vasos tentam nutrir essa retina que está sem suprimento", explica Jorge, da USP Ribeirão Preto. A cegueira, por fim, é causada pelo descolamento da retina. Os novos vasos que surgem têm poder contrátil. "Imagine uma folha de papel em uma mesa e de repente começa a crescer um tecido em cima dela e ele retrai. A folha de papel fica enrugada e algumas partes vão se separar da mesa, essa parte que separa é o descolamento. Só que é um tecido que está forrando o fundo do olho", explica o professor e oftalmologista. É possível prevenir essa evolução devastadora da retinopatia? Segundo especialistas, sim, com controle rigoroso da taxa de glicose no sangue e, por extensão, do diabetes. Recomenda-se também reduzir a taxa de colesterol elevada, controlar a hipertensão arterial e evitar o tabagismo, que aumentam o risco de doenças oculares e outros problemas de saúde. "Se o paciente é hipertenso, tem que tratar a hipertensão. E se ele tem uma retinopatia, ele tem que ter um tratamento oftalmológico rigoroso para evitar que essa retinopatia evolua mal", afirma Kupfer. Além disso, ela ressalta a importância do controle da taxa glicêmica: "A glicose bem controlada não vai acelerar o processo de envelhecimento das artérias". Jorge, da USP de Ribeirão Preto, reforça essa recomendação. "O paciente que controla melhor tem mais anos de doença sem complicação. As complicações estão relacionadas com a duração da doença. Quanto melhor você controla, mais tempo passa sem complicações. Por exemplo, há paciente com diabetes tipo 2 que em cinco anos desenvolve as complicações e há paciente que passa 20 anos e praticamente não tem complicação nenhuma. Isso com certeza se deve ao controle, com uma pequena percentagem ligada a características genéticas também. Mas o principal fator é o controle da glicemia." Crédito, Getty Images Legenda da foto, Melhor forma de proteger a visão e a função sexual é manter o controle do nível glicêmico, dos níveis de colesterol e pressão arterial E quando a retinopatia diabética evolui, há tratamento possível? Jorge afirma que atualmente as duas principais estratégias são o laser e a farmacológica. "No caso do laser, ele destrói a retina periférica (a borda da pizza). Como na retina não é possível amputar, a saída é queimar com o laser. Ao destruir uma retina que está produzindo o agente causador das alterações, o VEGF (que estimula a formação de novos vasos) diminui." A saída farmacológica é injetar um anticorpo contra a formação de novos vasos (VEGF). Essa opção é bem mais rápida, porém bem mais cara que o laser. "Os medicamentos intra oculares são uma realidade para poucos. Eles são caros e somente agora estão começando a entrar no SUS (Sistema Único de Saúde)", explica Kupfer, da Sociedade Brasileira do Diabetes. A endocrinologista explica que os medicamentos, por outro lado, têm um efeito indireto: manter o paciente sob vigilância médica. "Isso porque os medicamentos são administrados em geral várias vezes. Então, essa é uma forma também de manter o paciente ligado à sua saúde e de evitar o caminho para um desfecho da cegueira. Mas há um longo caminho até chegar nisso." E em que momentos as pessoas devem procurar um médico para avaliar a suspeita de retinopatia diabética? Há o surgimento de sintomas? Sim. Especialistas afirmam que pacientes com diabetes devem fazer consultas oftalmológicas todos os anos. Além disso, mudanças bruscas e repentinas na visão, pontos e flashes de luz indicam a necessidade de se buscar atendimento médico com urgência, pois podem estar ligados a um descolamento de retina. Mas nem sempre os pacientes que dependem do SUS (sete em cada 10 brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE) conseguem acesso a consultas, acompanhamentos e tratamentos oftalmológicos. "No SUS, por exemplo, essa especialidade é cada vez mais rara. O paciente que é tratado na rede particular ou por convênios de saúde, tendo mais conhecimento e mais acesso, têm mais chances ao fazer exames com um oftalmologista e evitar a evolução para uma retinopatia muito grave. Já o paciente que não tem acesso ao sistema de saúde ou tem, mas é um sistema de saúde sem oftalmologistas suficientes para atender a demanda, esse paciente vai ser muito prejudicado", diz Kuper. A melhor forma de proteger a visão e a função sexual é manter o controle do nível glicêmico, dos níveis de colesterol e pressão arterial. Aliados a uma boa dieta e exercícios físicos. Sabia que a BBC está também no Telegram?