América Latina, entre certificados de vacinação e a recusa das restrições pela ômicron

Alguns países da região apostam em ações que incentivem a população a se imunizar enquanto os presidentes do México e do Brasil querem evitar medidas que, segundo argumentam, restringem a liberdade

04/12/2021 03:01:00

Alguns países da região apostam em ações que incentivem a população a se imunizar enquanto os presidentes do México e do Brasil querem evitar medidas que, segundo argumentam, restringem a liberdade.

Alguns países da região apostam em ações que incentivem a população a se imunizar enquanto os presidentes do México e do Brasil querem evitar medidas que, segundo argumentam, restringem a liberdade

é mais perigosa que as outras”, acrescentou o presidente, em declarações que foram criticadas por parte do país que considera que minimizam o risco da nova cepa do coronavírus.A mesma flexibilidade se aplica às vacinas. “Nunca vamos tornar a vacinação obrigatória porque temos um povo que é excelente”, disse López Obrador no dia 23 de novembro sobre os debates em alguns países europeus

a respeito da obrigatoriedade de a população se imunizarcontra a covid-19.Nos últimos dias, o país ultrapassou a marca de 65 milhões de pessoas com esquemas completos de vacinação, de uma população-alvo de 96 milhões, segundo o plano nacional de vacinação. O percentual de cobertura cai para pouco mais da metade se for considerada a população total: quase 129 milhões de pessoas.

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Não há informações sólidas sobre se essa variante é mais perigosa que as outras”, acrescentou o presidente, em declarações que foram criticadas por parte do país que considera que minimizam o risco da nova cepa do coronavírus. A mesma flexibilidade se aplica às vacinas. “Nunca vamos tornar a vacinação obrigatória porque temos um povo que é excelente”, disse López Obrador no dia 23 de novembro sobre os debates em alguns países europeus a respeito da obrigatoriedade de a população se imunizar contra a covid-19. Nos últimos dias, o país ultrapassou a marca de 65 milhões de pessoas com esquemas completos de vacinação, de uma população-alvo de 96 milhões, segundo o plano nacional de vacinação. O percentual de cobertura cai para pouco mais da metade se for considerada a população total: quase 129 milhões de pessoas. Ao contrário de outros países latino-americanos, o México ainda não iniciou a aplicação de doses de reforço, embora as autoridades tenham afirmado que o farão assim que tiverem imunizado os retardatários e comunidades remotas. A regra geral para ingressar em restaurantes, academias e eventos de massa é o uso de máscaras faciais. A apresentação de certificados de vacinação é necessária, por exemplo, para viagens ao exterior em decorrência das medidas que vêm sendo adotadas nos Estados Unidos e na Europa. A gestão da crise tem sido um terreno com dois extremos em disputa: um Governo que se gaba de sucessos e uma oposição que denuncia a crise pelo elevado número de mortes, mesmo considerando a subnotificação dos dados oficiais. “Estamos enfrentando com eficácia o grave problema da pandemia”, defendeu López Obrador. “O desastroso e negligente manejo da pandemia fez com que o número de mortes ultrapassasse meio milhão, apesar da vacinação, mas o pior é que sequer se vê o Governo se preparando , criticou Marko Cortés, líder do conservador Partido Ação Nacional, poucas horas antes de o Governo realizar um ato multitudinário pelos seus três primeiros anos no poder, na quarta-feira. Carteiras de vacinação na Colômbia, Peru e Equador. A Colômbia exige desde meados de novembro que todos os maiores de 18 anos apresentem a carteira de vacinação para ingressar nos locais de lazer. Medida que foi estendida a todos os maiores de 12 anos nesta terça-feira. Até agora, basta ter recebido uma única dose da vacina, mas a partir de 14 de dezembro será necessário ter a imunização completa. O objetivo, além de proteger, é estimular a vacinação . Na Colômbia, atualmente 48,1% da população recebeu ambas as doses e 72,8% pelo menos uma. Em meados de novembro, um congressista do Partido Centro Democrático, do presidente Iván Duque, apresentou um projeto de lei para exigir a vacinação obrigatória, mas a questão ainda não foi a debate. O Peru também começará a solicitar a carteira de vacinação da população para o acesso a shopping centers e locais de entretenimento. Em princípio, deveria entrar em vigor no dia 15, mas o ministro da Saúde informou nesta quarta-feira a antecipação para o dia 10 por causa do alerta diante da disseminação da variante ômicron. A obrigação de apresentação da carteira também inclui os transportes terrestres ou de avião, mas não o transporte público urbano. No total, 55% dos peruanos já receberam as duas doses. No Equador, o presidente anunciou na segunda-feira que será obrigatória a apresentação do certificado de vacinação para o acesso a instituições públicas, medida que não afetará o setor privado, como estabelecimentos comerciais ou restaurantes. No país, as vozes dos antivacinas não são muito ouvidas. Atualmente, 64% da população já tomou as duas doses. Na Venezuela, que vive um momento de poucas infecções e poucas mortes por covid-19, a realidade é que nenhum tipo de comprovante é necessário para o acesso a locais de entretenimento. Apesar de o presidente Nicolás Maduro ter anunciado no final de outubro que, com o fim das restrições, seria necessário comprovar o esquema de vacinação completo, ninguém exige o documento para entrar nos restaurantes por enquanto. Na Venezuela, 35% da população recebeu ambas as doses e 58% pelo menos uma. Brasil combate as negligências de Bolsonaro O Governo Jair Bolsonaro continua sendo negligente e omisso diante da pandemia . Depois de boicotar a compra de vacinas e a própria campanha de imunização, o Governo do Brasil não dá sinais de que adotará qualquer tipo de certificado de vacinação em âmbito nacional ou protocolos rígidos para garantir a entrada no país apenas de estrangeiros e brasileiros imunizados, por exemplo. O presidente se recusa a ser vacinado e já declarou inúmeras vezes que seu Governo não apoiará nenhum tipo de obrigatoriedade que, segundo argumenta, afetaria a liberdade dos brasileiros. Mesmo assim, a campanha de imunização contra a covid-19 é considerada um sucesso: mais de 74% da população tomou pelo menos a primeira dose e mais de 63% já completou o ciclo de vacinação. No Estado de São Paulo (46 milhões de habitantes), 75% da população já está totalmente vacinada e o Governo estadual está focado em aplicar as doses de reforço. Além disso, 95% dos brasileiros querem se vacinar, de acordo com os últimos levantamentos. Os números, segundo especialistas, se devem ao fato de o sistema público de saúde brasileiro ter desenvolvido nas últimas três décadas exitosas campanhas de imunização que já fazem parte do cotidiano e da cultura nacional. Dada a omissão do Governo Bolsonaro, os Estados e municípios também criaram suas próprias normais locais para garantir que os cidadãos sejam imunizados. No Rio de Janeiro, por exemplo,