A série que tem tudo para ser uma nova (e viciante) ‘Downton Abbey’ | Isabela Boscov

A série que tem tudo para ser uma nova (e viciante) ‘Downton Abbey’ Leia em:

27/01/2022 22:15:00

A série que tem tudo para ser uma nova (e viciante) ‘Downton Abbey’ Leia em:

Em 'A Idade Dourada', do mesmo Julian Fellowes, a tradicional elite nova-iorquina cerra fileiras contra os novos-ricos do final do século XIX

PublicidadePublicidadeBertha Russell (Carrie Coon) é uma mulher em fúria: para a tradicional elite nova-iorquina, aquele pessoal que alega descender dos primeiros peregrinos vindos no Mayflower, em 1620, seu palacete opulento na rua mais cobiçada da cidade e a fortuna incalculável que seu marido continua a expandir com o império de estradas de ferro não significa nada. Só o que conta é que o dinheiro deles é novo. “Uma plantadora de batatas”, diz uma socialite, torcendo o nariz. Bertha está em campanha militar para obrigar o pessoal de sobrenome antigo a incluí-la. George (Morgan Spector), o marido, trata a ambição dela com extrema indulgência, mas ele próprio não vê razão para despender tanta energia com alpinismo social. George sabe que o dinheiro fala, e mais dia menos dia esses pretensos aristocratas vão ter de ouvir o ruído das suas cifras (por via das dúvidas, ele cuida de ser absolutamente implacável nos negócios com quem tenha audição fraca).

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Cena da série"The Gilded Age" - Alison Cohen Rosa/HBO Publicidade Publicidade Bertha Russell (Carrie Coon) é uma mulher em fúria: para a tradicional elite nova-iorquina, aquele pessoal que alega descender dos primeiros peregrinos vindos no Mayflower, em 1620, seu palacete opulento na rua mais cobiçada da cidade e a fortuna incalculável que seu marido continua a expandir com o império de estradas de ferro não significa nada. Só o que conta é que o dinheiro deles é novo. “Uma plantadora de batatas”, diz uma socialite, torcendo o nariz. Bertha está em campanha militar para obrigar o pessoal de sobrenome antigo a incluí-la. George (Morgan Spector), o marido, trata a ambição dela com extrema indulgência, mas ele próprio não vê razão para despender tanta energia com alpinismo social. George sabe que o dinheiro fala, e mais dia menos dia esses pretensos aristocratas vão ter de ouvir o ruído das suas cifras (por via das dúvidas, ele cuida de ser absolutamente implacável nos negócios com quem tenha audição fraca). Bem do outro lado da rua, entretanto, há uma mulher determinada a se manter surda: a viúva Agnes van Rhijn (a impagável Christine Baransky), que desafia suas pares ao acolher com interesse e respeito uma secretária negra, a jovem, inteligente e destemida Peggy Scott (Denée Benton), mas considera gente como os Russell uma casta tão inferior que não merece nem que ela tome conhecimento da existência deles. Ada (Cynthia Nixon), a meiga e aérea irmã solteira de Agnes, preferiria não levar as coisas assim a ferro e fogo, mas Agnes é quem a sustenta, e portanto é Agnes quem manda. Já Marian Brook (Louisa Jacobson, terceira filha de Meryl Streep a, depois de Mamie Gummer e Grace Gummer, mostrar que herdou os genes dramáticos da mãe), a sobrinha que se descobriu sem um tostão após a morte do pai, é bem menos obediente. Vinda de uma cidadezinha na Pensilvânia e caidinha pelo advogado jovem, bonitão e ambicioso que lhe deu a notícia da penúria imposta pela esbanjamento paterno, Marian acha essa hierarquia tão exótica quanto ridícula – e Julian Fellowes, o criador da série A Idade Dourada ( The Gilded Age , Estados Unidos, 2022), que acaba de estrear na HBO Max, concorda com ela, com uma diferença: ele acha essas filigranas sociais divertidas também. Fellowes, o roteirista de e criador de Downton Abbey , é uma espécie de antropólogo das classes rarefeitas, aquelas elites que, inatingíveis nos seus olimpos, regem-se por normas tão intrincadas que aprendê-las é trabalho não de uma vida, mas de gerações. Com A Idade Dourada, porém, pela primeira vez o inglês Fellowes (ele próprio descendente de uma longa linhagem de aristocratas) investiga a fundo a versão transatlântica dessas convenções – que, nessa altura do final do século XIX, estava em pleno tumulto com a ascensão dos “robber barons” como George Russell, os industriais e financistas que iam se tornando inimaginavelmente ricos graças aos seus métodos implacáveis e frequentemente desleais para desbravar e monopolizar setores inteiros do mercado. Parte da graça de A Idade Dourada está no fato de que o fictício George Russell está coberto de razão: a fila anda mesmo, e o curioso é ver o retrato que ele irá fazer de como sobrenomes citados com desdém por Agnes, como Vanderbilt, acabaram adquirindo status muito semelhante ao do sobrenome mais fulgurante do período, Astor (aliás, o magnata e aristocrata à moda americana John Jacob Astor IV, que no começo do século XX era um dos homens mais ricos do mundo, morreu no naufrágio do Titanic, em 1912 – o acontecimento que deflagra os eventos de Downton Abbey ). Outra parte grande da diversão, claro, está no elenco formidável – selecionar o ator certo para cada papel é uma das especialidades de Fellowes. E, como em Downton Abbey , ele aqui circula também pelas áreas de serviço das mansões, mas com resultados ainda bem menos empolgantes que na sua série mais famosa: se o duelo de esnobismo entre os mordomos de Agnes van Rhijn e de Bertha Russell é uma dessas cenas saborosas que fizeram sua reputação como roteirista, o esquematismo de personagens como a cavilosa dama-de-companhia de Bertha fica muito aquém do seu padrão. Nos cinco episódios iniciais liberados para a imprensa (a temporada tem dez), enfim, ainda há espaço para melhorias – mas, com elas, A Idade Dourada pode facilmente vir a ser tão viciante quanto Downton Abbey