A fascinante jornada dos primeiros humanos à América (e como a genética está ajudando a reconstruir a história) - BBC News Brasil

20/01/2022 20:50:00
A fascinante jornada dos primeiros humanos à América (e como a genética está ajudando a reconstruir a história) - BBC News Brasil

Há diferentes teorias sobre como o Homo Sapiens chegou à América, o último continente que povoou.

A fascinante jornada dos primeiros humanos à América (e como a genética está ajudando a reconstruir a história)

Há diferentes teorias sobre como o Homo Sapiens chegou à América, o último continente que povoou.

América. O último continente a ser povoado pelo ser humano. Uma parte do planeta Terra desconhecida doMasHá várias teorias, mas a corrente dominante atual sustenta que houve uma única migração primeiro para a Ásia, depois para a Australásia e, mais tarde, para a Europa.

“Nosso DNA contém um arquivo enorme da história de nossos ancestrais. Um genoma pode representar a história de muitas pessoas diferentes de uma população inteira”, afirmou à BBC News Mundo a antropóloga e geneticista americana Jennifer Raff, especialista no povoamento inicial do continente americano.

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Como a genética está reconstruindo a fascinante jornada dos primeiros humanos à América Lucía Blasco, BBC News Mundo 20 de janeiro de 2022 Movimento ativado América.NurPhoto/Getty Images Legenda da foto, Embora a vacinação contra a covid-19 tenha evoluído bem no Brasil, alguns Estados estão com taxas abaixo do ideal "Estamos falando, portanto, de locais com uma taxa de transmissão do coronavírus elevada e com uma cobertura vacinal bem abaixo do necessário", analisa Alves.A equipe da BBC News Brasil lê para você algumas de suas melhores reportagens Episódios Fim do Podcast Os efeitos de longo prazo da covid-19, aliás, ainda são um grande mistério para a ciência.A equipe da BBC News Brasil lê para você algumas de suas melhores reportagens Episódios Fim do Podcast O USS Nevada é uma das armas mais poderosas da Marinha dos EUA e um de seus 14 submarinos com armamentos nucleares.

O último continente a ser povoado pelo ser humano. Uma parte do planeta Terra desconhecida do Homo sapiens por milhares de anos. O colapso acontece quando os serviços de saúde públicos e privados não são mais capazes de absorver a demanda de pacientes. Até que uma mudança climática — entre muitas outras coisas — permitiu ao inquieto primata pisar naquela região. Para ilustrar essa incerteza e os riscos para o futuro, Pasternak cita outra enfermidade causada por um vírus: a catapora. Mas como a América foi povoada? "É uma pergunta vital que ainda não resolvemos e continuamos fazendo porque pulsa em nossa curiosidade humana", diz à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, Lawrence C. O epidemiologista Jesem Orellana, da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) Amazônia, concorda com as projeções. Brody, diretor do departamento de Genômica e Sociedade do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. Após os acordos do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas, porém, quatro de seus tubos de mísseis foram desativados permanentemente.

"Os humanos anatomicamente modernos deixaram a África há pelo menos 100 mil anos e começaram a se espalhar. "A grande diferença está na vacinação, que acaba limitando de forma dramática a explosão de casos graves de covid", complementa. "Hoje sabemos que esse vírus fica no corpo mesmo após a infecção e pode ser ativado depois de vários anos. E em algum momento depois de 40 mil anos, os humanos desenvolveram a tecnologia necessária para começar a explorar mais ao norte”, acrescenta Víctor Moreno, pesquisador de pós-doutorado do Centro de Geogenética da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, à BBC News Mundo. Há várias teorias, mas a corrente dominante atual sustenta que houve uma única migração primeiro para a Ásia, depois para a Australásia e, mais tarde, para a Europa. Com as bases de dados restabelecidas recentemente, esses relatórios voltaram a ser publicados após quatro semanas. A América ainda estava muito longe e, sobretudo, bastante isolada. Na dúvida, portanto, melhor não se expor ao risco de forma proposital, orienta a microbiologista. Os estudos sobre o DNA foram fundamentais para mapear estas migrações ancestrais. Segundo o último Boletim Infogripe , publicado em 14/1 pela FioCruz, houve um aumento de 135% nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na comparação entre as três últimas semanas de novembro e os primeiros dias de janeiro. Segundo a Marinha americana, os submarinos da classe Ohio podem permanecer até 77 dias nas profundidades do mar.

“Nosso DNA contém um arquivo enorme da história de nossos ancestrais. Um genoma pode representar a história de muitas pessoas diferentes de uma população inteira”, afirmou à BBC News Mundo a antropóloga e geneticista americana Jennifer Raff, especialista no povoamento inicial do continente americano. O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do boletim, destaca que a velocidade com que a SRAG se espalha semanalmente entre a população cresceu de 4% para 30% nesse período. Mesmo assim, esses indivíduos têm a capacidade de transmitir o vírus adiante se não tomarem alguns cuidados, como fazer isolamento, manter distanciamento físico e usar máscaras de qualidade, como a PFF2. Para aprender sobre a árvore genealógica de nossos ancestrais, os cientistas sequenciam o DNA humano que ainda pode ser encontrado em fósseis e esqueletos muito antigos, razão pela qual é chamado de"DNA antigo". DNA antigo As tecnologias modernas de sequenciamento tornaram possível ter acesso a fragmentos de DNA sem ter que sequenciar um genoma inteiro. Crédito, Infogripe/FioCruz Legenda da foto, Nas últimas seis semanas, praticamente todos os Estados (pintados de marrom) apresentaram tendência de crescimento nas hospitalizações por infecções respiratórias divulgada em 12 de janeiro, também feita na FioCruz, detectou um aumento na ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) dedicados à doença nessas últimas semanas. “Os antropólogos tiram conclusões gerais a partir de amostras muito, muito pequenas de DNA antigo, como dentes ou fragmentos de ossos e, mais recentemente, argila e areia. A especialista também destaca o cuidado com as crianças, uma das faixas etárias que, segundo alguns registros internacionais, estão sendo internadas com mais frequência agora nessa nova onda. O momento atual A aparição pública do submarino nuclear em Guam ocorre após semanas em que a Coreia do Norte realizou testes de mísseis e após meses de tensão regional entre China e Taiwan.

Os algoritmos nos ajudam a interpretar os dados e saber se aquele DNA está contaminado”, explicou o geneticista humano Brody. Mas a situação passou da zona alerta baixo para intermediário em outros sete Estados — Pará (71% de ocupação), Tocantins (61%), Piauí (66%), Ceará (68%), Bahia (63%), Espírito Santo (71%), Goiás (67%) — e no Distrito Federal (74%). Isso deu a eles algumas respostas sobre o povoamento da América. “Por exemplo, descobrimos que várias populações ancestrais contribuíram para a ascendência dos povos indígenas americanos, e não apenas uma como se acreditava anteriormente”, diz Raff. Pernambuco está em nível crítico (vermelho) Para a pesquisadora Margareth Portela, uma das autoras do relatório, esse aumento na ocupação dos leitos de UTI deve alertar os gestores públicos, mas ainda não há motivo para pânico. "São grupos que não têm a mesma proteção e que podem desenvolver quadros sérios", informa. "Graças a isso, agora sabemos que o cenário do povoamento da América foi muito mais complexo do que se pensava, mas também muito mais interessante." Para embarcar nesta , devemos começar situando-nos há aproximadamente 25 mil anos na linha do tempo. Os gestores devem começar a acionar planos de contingência e reativar leitos caso a demanda continue a aumentar", sugere. Isso faz com que sejam mais facilmente detectáveis e reduz sua capacidade de ataque.

A última era do gelo Estamos no período do Último Máximo Glacial (LGM, na sigla em inglês), a última era do gelo conhecida na história da Terra. Para ter ideia, na segunda semana de janeiro, o mundo superou a marca de 18 milhões de infectados — o número mais alto registrado anteriormente havia sido o de 5 milhões de pacientes, num período de sete dias no mês de abril de 2021. “O mapa-múndi era muito diferente do atual. Em 2 de agosto de 2021, Pernambuco tinha 1. A maior parte da América do Norte estava coberta por uma espessa camada de gelo que tornava a região inabitável”, diz Acuña-Alonzo, antropólogo geneticista da Escola Nacional de Antropologia e História (ENAH) do México. “As condições eram bastante difíceis. Já em 10 de janeiro de 2022, esse número estava em 857. "Ao pegar covid de propósito, você pode contribuir para sobrecarregar ainda mais esse sistema", adverte Pasternak. Muitos lugares eram inacessíveis e cobertos de gelo.

Fazia muito frio, os humanos tinham que caçar e coletar. No segundo semestre de 2021, a situação voltou a melhorar Há, portanto, uma margem para reativar os leitos se a demanda crescer, conforme mostram as projeções.. Não há certeza de imunidade duradoura Por fim, a microbiologista alerta: não existe nada que garanta que a imunidade contra a covid dure por toda a vida.. "Mas, apesar do alerta, não vislumbro que viveremos agora aquele mesmo caos que tivemos entre março e junho do ano passado. e não sabiam quando poderia aparecer o próximo mamute!”, acrescenta o pesquisador Víctor Moreno. Com o avanço do período glacial, o nível dos mares do mundo foi baixando, à medida que a água era armazenada nas camadas de gelo que cobriam os continentes. Indícios que vêm de fora Uma terceira fonte de projeções do que pode ocorrer no Brasil durante as próximas semanas vem do Instituto de Métricas em Saúde (IHME) da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. "Pode ser que você pegue a ômicron agora e se infecte com outra variante que consegue escapar da imunidade prévia no futuro", completa a microbiologista.

“Toda a água estava sequestrada nas geleiras”, explica Moreno. Por causa disso, havia duas grandes geleiras que cobriam quase todo o Canadá e tornavam praticamente impossível ir para o sul. Crédito, IHME/Universidade de Washington Legenda da foto, Internações por covid-19 já começaram a subir no Brasil e devem atingir um pico nas próximas semanas (à direita no gráfico), aponta projeção As mortes por covid também devem voltar a subir nesse mesmo período e, caso as contas estejam corretas, devem bater os 1,2 mil óbitos por dia nas primeiras semanas de fevereiro. Mas no final desse período glacial, há cerca de 12 mil anos, as camadas de gelo começaram a derreter e surgiram alguns refúgios glaciares. Sabia que a BBC está também no Telegram?. “Nesses locais, as condições não eram tão terríveis e ainda eram produtivas em termos de recursos para que os humanos pudessem se alimentar”, diz Moreno. Crédito, IHME/Universidade de Washington Legenda da foto, As mortes também devem aumentar (como representado à direita no gráfico), mas num patamar menor do que o observado nas ondas anteriores Esse mesmo padrão tem sido observado nos países que estão com a onda de ômicron mais adiantada, como Reino Unido e África do Sul: depois de alcançar recordes de novos casos, a curva epidêmica desses locais começa a cair de forma consistente. Um desses refúgios foi a Beríngia : uma ponte de terra que emergiu do mar congelado por meio da qual as primeiras populações de humanos entraram na América, segundo acredita a maioria dos pesquisadores.

Ela se estendia do que conhecemos hoje como o Alasca até a Eurásia — e era um território seco, cheio de vegetação e fauna. Para Alves, da USP, é provável que a situação brasileira se assemelhe mais ao que ocorre nos Estados Unidos, em que a gravidade pandêmica varia muito de acordo com a região. Atualmente, está submersa — por isso não é possível encontrar vestígios arqueológicos —, mas há um consenso de que os ancestrais dos indígenas americanos saíram da Sibéria em direção ao Alasca por aquele trecho de terra e ficaram isolados na Beríngia durante algum tempo. “À medida que as péssimas condições do Último Máximo Glacial melhoravam, foram abertas certas rotas — pelo litoral e pelo interior — que teriam permitido a entrada na América a partir da região da ponte terrestre de Bering”, diz Víctor Moreno. Mas a ômicron não é mais leve? Um fator que gera muita dúvida são as afirmações de que a ômicron é menos agressiva e está por trás de quadros mais brandos — de fato, algumas pesquisas preliminares apontam que a variante se replica melhor na garganta e pior nos pulmões, além de estar relacionada a uma menor taxa de internação até agora. Mas ainda há dúvidas sobre a rota que seguiram para entrar na América, sobre quantos grupos (ou quais grupos) fizeram este caminho e quando isso aconteceu. Quando chegaram à América? Há duas teorias sobre quando os primeiros seres humanos chegaram à América. Os resultados deles também podem ser influenciados pela vacinação, uma vez que as doses sabidamente protegem contra as complicações da covid.

As duas principais correntes são a teoria do povoamento precoce (que diz que isso ocorreu há cerca de 30 mil ou 25 mil anos) e a teoria do povoamento tardio (segundo a qual isso teria acontecido há cerca de 12 mil ou 14 mil anos). Por muito tempo, se pensou que o povoamento foi tardio. Crédito, Getty Images Legenda da foto, Individualmente, a ômicron até pode causar quadros mais leves. Esta hipótese também é conhecida como"teoria clássica do povoamento da América" ou "modelo Clóvis" . Os Clóvis, considerados em meados do século 20 a cultura indígena mais antiga da América, usavam uma técnica de entalhe de pedra bastante aprimorada para caçar a fauna gigante que existia na Idade do Gelo com ferramentas que hoje conhecemos como “pontas de clóvis”. O especialista supôs que a ômicron tenha uma letalidade dez vezes menor (os números não necessariamente refletem a realidade). Fonte: Getty Durante décadas, essas"pontas de clóvis" foram encontradas em sítios arqueológicos de cerca de 13 mil anos , espalhados por várias partes da América do Norte.

Por isso, se pensava que eles foram os primeiros povoadores da América. "Se 1 milhão de pessoas se infectarem [com a ômicron], espera-se mil óbitos. Mas, nos últimos anos, vários estudos genéticos refutaram essa ideia. Embora não haja consenso, hoje há mais cientistas e arqueólogos que argumentam que a ocupação da América ocorreu muito antes do que se acreditava. "Se isso se concentrar num período curto de tempo, teremos um problema mais grave ainda", escreveu. "A maioria dos cientistas e arqueólogos apoia a teoria do povoamento precoce, e não tardia, mas os pesquisadores não chegam a um acordo sobre uma data específica ou sobre que sítios arqueológicos são 'autênticos'", diz à BBC News Mundo Jennifer Raff. A análise genética de populações contemporâneas e antigas foi fundamental para que a teoria do povoamento precoce ganhasse peso. "Mesmo com uma agressividade eventualmente menor, a taxa de transmissão muito mais elevada da ômicron pode ser um fator decisivo para o colapso de recursos e dos sistemas de saúde", diz.

No entanto, ainda há pesquisadores — principalmente arqueólogos — que continuam a defender a teoria do povoamento tardio. “Alguns arqueólogos são céticos a respeito dos primeiros sítios arqueológicos encontrados, sobretudo porque não aceitam os métodos de datação, as associações com a atividade humana e a estratigrafia (análise dos estratos arqueológicos) que foram reportados”, explica Acuña-Alonzo. Eles também reforçam a necessidade de acelerar a vacinação com duas ou três doses, especialmente nos Estados mais atrasados, e dar atenção especial às crianças de 5 a 11 anos, que foram incluídas na campanha de imunização nos últimos dias. “A verdade é que demonstrar a antiguidade da presença humana é bastante complicado e difícil, por isso só sítios arqueológicos muito bem escavados e documentados servirão para ir mudando essas posições”, acrescenta o pesquisador. Também segue aberto o debate sobre como os primeiros seres humanos entraram no continente depois que deixaram a ponte terrestre de Bering, ou Beríngia, mas os cientistas trabalham principalmente com duas possibilidades: uma rota marítima ou uma rota terrestre. "Entramos no terceiro ano de pandemia e ainda não há no Brasil uma política clara de controle da disseminação do vírus, testagem em massa ou qualificação dos recursos humanos", critica. Teoria da via marítima A hipótese da rota marítima está ligada à teoria do povoamento precoce e tem sido respaldada por estudos arqueológicos, linguísticos e genéticos relativamente recentes.

Segundo essa teoria dominante, os primeiros humanos teriam entrado na América margeando a costa do Pacífico , já que naquela época tão fria “o nível do mar era mais baixo, e as costas muito mais amplas. "Não podemos dar margem para o vírus se disseminar mais e eventualmente surgirem variantes ainda piores", alerta. Eles não teriam conseguido atravessar grandes distâncias nem correntes marítimas que não os favorecessem”, explica o antropólogo Acuña-Alonzo. Não sabemos a data exata , pode ser há cerca de 17 mil anos ou até mesmo 20 mil ou 30 mil anos. "Seria interessante, aliás, que houvesse alguma política pública de distribuição de máscaras mais seguras, como a PFF2", sugere Alves, que acha difícil pensar num lockdown no atual estágio da pandemia. A hipótese da rota marítima está ligada à teoria do povoamento precoce e tem sido respaldada por estudos arqueológicos, linguísticos e genéticos relativamente recentes. Segundo essa teoria dominante, os primeiros humanos teriam entrado na América margeando a costa do Pacífico , já que naquela época tão fria “o nível do mar era mais baixo, e as costas muito mais amplas. É provável que setores como a aviação, as agências bancárias e lojas de shoppings precisem ser fechadas por um tempo justamente pelo afastamento de funcionários infectados com o coronavírus", finaliza o professor da USP.

Eles não teriam conseguido atravessar grandes distâncias nem correntes marítimas que não os favorecessem”, explica o antropólogo Acuña-Alonzo. Não sabemos a data exata , pode ser há cerca de 17 mil anos ou até mesmo 20 mil ou 30 mil anos. Teoria da rota terrestre Mais uma vez, não há consenso, embora menos cientistas digam que a rota foi feita por terra há cerca de 13 mil anos , coincidindo com a teoria do povoamento tardio. "Os pesquisadores que defendem esse modelo acreditam que os primeiros humanos a chegar à América fizeram isso muito depois do Último Máximo Glacial , viajando por um corredor livre de gelo que abriu caminho nas Montanhas Rochosas canadenses enquanto as geleiras recuavam", explica Raff. Segundo essa teoria, os humanos teriam atravessado essa"passagem" entre as geleiras pelo interior da América do Norte e, posteriormente, se espalhado pela América do Sul.

Mais uma vez, não há consenso, embora menos cientistas digam que a rota foi feita por terra há cerca de 13 mil anos , coincidindo com a teoria do povoamento tardio. "Os pesquisadores que defendem esse modelo acreditam que os primeiros humanos a chegar à América fizeram isso muito depois do Último Máximo Glacial , viajando por um corredor livre de gelo que abriu caminho nas Montanhas Rochosas canadenses enquanto as geleiras recuavam", explica Raff. Segundo essa teoria, os humanos teriam atravessado essa"passagem" entre as geleiras pelo interior da América do Norte e, posteriormente, se espalhado pela América do Sul. Mas, o estudo de genomas antigos e contemporâneos, a descoberta de sítios arqueológicos pré-Clóvis e alguns estudos ambientais questionam essa teoria, por isso há mais cientistas que defendem que a travessia foi feita pelo mar. Estas pegadas pertencem a crianças e adolescentes que viveram há pelo menos 21 mil anos.

Fonte: Bournemouth University, Reino Unido Um dos achados mais recentes foi a descoberta em setembro de 2021 de pegadas humanas em um lago do Novo México, nos Estados Unidos, com mais de 20 mil anos. Essas pegadas sugerem que os primeiros humanos chegaram à América no auge da Última Era do Gelo e que pode ter havido grandes migrações sobre as quais ainda não sabemos muito. A miscigenação Mal sabemos que aparência tinham os primeiros seres humanos que chegaram à América. Para tentar descobrir quem eram, recorremos novamente à genética. Graças a ela sabemos que os ancestrais dos primeiros americanos se separaram de seus"primos asiáticos" quando entraram na ponte terrestre de Bering, e que se misturaram muito mais do que se supunha, sobretudo durante os últimos 10 mil anos.

Os geneticistas acreditam que houve uma miscigenação entre duas populações ancestrais humanas: os antigos paleo-siberianos e os antigos asiáticos do leste, segundo Acuña-Alonzo. Raff diz que um desses grupos habitava o que hoje é o Sudeste Asiático. Acredita-se que esse grupo tenha contribuído majoritariamente para a ancestralidade dos primeiros seres humanos que povoaram o continente americano — especificamente, cerca de 60%, indica Víctor Moreno. O outro ramo ancestral surgiu há cerca de 39 mil anos no que hoje é o nordeste da Sibéria. Esses dois grupos convergiram há cerca de 25 mil a 20 mil anos atrás.

Não sabemos exatamente como isso aconteceu, mas aconteceu durante uma migração da Sibéria” diz Raff. “Temos muito pouca ideia. O mais provável é que tenha ocorrido em algum lugar da Sibéria, mas quão perto da ponte terrestre de Bering isso aconteceu? Quão ao norte ou quão ao sul? Isso é algo que está sendo debatido porque o apoio genético, arqueológico e antropológico que temos é escasso”, diz Víctor Moreno. O que a genética explica é o que aconteceu a seguir: houve uma série de eventos demográficos complexos e a população, novamente, se dividiu em duas. Um ramo, o dos antigos beríngios (por sua possível conexão com a Beríngia) não teve descendentes conhecidos.

O outro, dos antigos nativos americanos, sim. Os cientistas chegaram a essas conclusões após descobrir uma afinidade genética muito grande entre grupos ancestrais da Sibéria e populações da Eurásia Oriental. Pesquisador analisando pegadas de mais de 20 mil anos atrás encontradas nas margens de um lago no Novo México. Fonte: Universidade de Bournemouth, Reino Unido “Sabemos, por exemplo, que os indígenas americanos estão relacionados geneticamente às populações do nordeste da Ásia por uma série de genes que permitiram a seus ancestrais economizar energia em condições climáticas muito difíceis”, acrescenta o geneticista. Apesar dessas descobertas, eles ainda estão tentando determinar quantos povos antigos e atuais na América têm uma conexão com a linhagem genética desses antigos nativos americanos.

“Temos que aceitar que há muitas arestas dessa pergunta para as quais ainda não temos uma resposta”, diz Raff. Na verdade, a última descoberta no Novo México deixa outra grande incógnita no ar: a possibilidade de que as primeiras populações tenham se extinguido sem deixar descendentes, sendo"substituídas" por outros povoadores quando o corredor de gelo foi formado. Mas ainda não se sabe se foi esse o caso ou como teria acontecido. “Não temos escolha a não ser abraçar a incerteza. Mas, ao mesmo tempo, é emocionante saber que estamos cada vez mais perto de reconstruir essa primeira viagem à América.

” Enquanto isso, os cientistas esperam que a herança genética nos dê mais respostas sobre a última grande expansão do Homo sapiens .