Por g1


Steve Bannon é visto ao deixar a Corte Federal de Manhattan, após pagar fiança e ser solto, em agosto de 2020 — Foto: Reuters/Andrew Kelly

O Congresso dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira (21) que Steve Bannon, ex-assessor do ex-presidente Donald Trump, cometeu desacato ao se recusar a participar das investigações sobre a invasão ao Capitólio em 6 de janeiro.

Com 229 votos a favor e 202 contra, os representantes concordaram com um comitê especial formado por legisladores que se manifestou, de forma unânime na última terça-feira (19), pela acusação de desacato criminal contra Bannon.

Se for considerado culpado por desacato ao Congresso, Bannon pode ser obrigado a pagar multa e a enfrentar 12 meses de prisão. O processo será encaminhado ao Departamento de Justiça, mas pode levar anos para ser concluído.

Donald Trump e Steve Bannon, em foto de janeiro de 2017 — Foto: Mandel Ngan/AFP/Arquivo

Steve Bannon foi convocado a falar para o comitê especial da Câmara dos deputados que investiga o papel do ex-presidente republicano no atentado de seus apoiadores contra a sede do Congresso, enquanto os legisladores certificavam a vitória de Joe Biden na eleição presidencial.

Ele se recusou a participar e alegou estar protegido por "privilégios executivos", apesar de não integrar o corpo de funcionários da Casa Branca.

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Sandra Coutinho: ‘Bannon descobriu como transformar as fake news em arma poderosa’

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Articulador da campanha de Trump

Bannon, de 67 anos, foi um dos maiores articuladores da campanha presidencial vitoriosa de Trump em 2016, até ser afastado pelo bilionário.

Ele ficou apenas sete meses no governo e saiu após ter sido fonte para uma biografia não autorizada sobre o presidente Trump. Bannon é considerado o mentor da retórica incendiária do ex-presidente.

Embora não estivesse ocupando nenhum cargo oficial em 6 de janeiro, ele aparentemente conversou sobre o protesto com o presidente nos dias que antecederam o ataque, segundo a comissão.

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